Basta!
Basta!

Data: 13/11/2017

Outra derrota, previsível pelas campanhas diferenciadas no decorrer do Campeonato Brasileiro, (o Cruzeiro possui um elenco melhor e totalmente equilibrado – defesa, meio e ataque -, tem 15 vitórias contra 10 do Fluminense), mas novamente uma partida que voltou a deixar os nossos torcedores com os nervos à flor da pele.

Aceitar passivamente, como quer o nosso treinador, que foi a arbitragem quem definiu o placar é fechar os olhos e continuar acreditando que as respostas para o até agora insucesso, estarão sempre encobertas pela desculpa da vez.

Uma hora as lesões, na outra os salários, por momentos a venda do Richarlison, por outros a falta de jogadores cascudos, a partir de ontem, o sexteto de árbitros.

Este Observatório do Fluminense, que nunca foi chapa branca, que sempre enaltece o que é certo, mas também que não se omite no que julga errado, tem que ser cirúrgico: essa fórmula utilizada em 2017 pelo Departamento de Futebol, por “n” razões se mostrou capenga, sem conteúdo, sem a qualidade necessária para representar a nossa camisa.

O maior erro da atual gestão foi aprovar as contas do ex Presidente Peter Siemsen, fazendo com isso que não existisse escudo suficiente para blindar a figura do atual mandatário, o Presidente Pedro Abad, que não é má pessoa, que não é ninguém despreparado, que é uma pessoa de excelente índole, mas que se encontra de mãos atadas em função dos pseudo acordos políticos feitos no transcorrer da campanha eleitoral passada.

Não! Este Observatório do Fluminense quer mais.  O Fluminense não pode ser paraíso de grupos feudais que trazem no DNA o sangue do antifutebol que elegeu Gil Carneiro de Mendonça como máximo expoente do clube. Não, o Fluminense não pode ser refém de funcionários que foram agraciados por contratos beligerantes para com as finanças do clube e não falamos apenas de Marquinho, Gum, Cavalieri e Pierre. Apontamos as feridas abertas pelos Departamentos de Administração, Jurídico, Comunicação e de Esportes Olímpicos, nos dois mandatos do Presidente Peter Siemsen.

Este Observatório do Fluminense, quando vestiu a camisa de apoio à atual gestão, o fez acreditando que no novo modelo de gestão não haveria mais espaços para funcionários capengas.

Sim! A situação herdada é caótica, mas ter uma tesoura com câimbras apenas aumenta a agonia. Não se pode falar de novos conceitos e ter o pé no freio dependendo de atuar de acordo com o padrinho ou protetor de quem quer que seja.

Para começo de conversa: este Observatório do Fluminense não aceita, nem coaduna com a existência de padrinhos ou protetores.

Menos ainda dos “novos senhores feudais”.  Os destinos do Fluminense não podem ser desenhados por aqueles que levam no histórico tatuagens explícitas de colocar sempre os interesses pessoais acima dos interesses do Fluminense.

Os mesmos que há 40 anos fazem o clube (com algumas exceções históricas) caminhar em direção à tese de que o futebol não é a prioridade do Fluminense.

É hora de o Presidente Pedro Abad entender definitivamente essa questão.  Repetimos, é uma pessoa de caráter, é impoluta, mas o momento exige mais.

Este Observatório do Fluminense pede ao CEO Marcus Vinícius Freire para que a sua mão não trema na hora de colocar em prática o diagnóstico dos seus primeiros 100 dias de gestão.

É preciso varrer a sujeira,  mas não para debaixo do tapete e sim, definitivamente, para fora do clube.

E o Departamento de Futebol tem que acompanhar esse ritmo. Não podemos a essa altura do campeonato falar em projetos que darão resultados daqui a 10 anos (o que por vezes é bonito de se ver e escutar) para uma torcida que leva 5 anos sofrendo de forma absurda.

Não!

Chega! Basta!

O FUTEBOL do Fluminense não aguenta mais alquimistas, nem filosofias de bancos de universidades contaminadas, que desconhecem como pensa, por exemplo, um torcedor que mora em Santa Cruz, vai ao Maracanã de trem na noite da última quinta-feira, vê um elenco sem tesão, volta para casa no mesmo trem, chegando depois da uma da madrugada do dia seguinte em casa, tendo que levantar-se às 5 da manhã para trabalhar, ganhando, com sorte, algo mais do que um salário-mínimo.

O Observatório do Fluminense, apesar de saber que os riscos de um possível rebaixamento praticamente deixaram de existir, sabe que o nosso torcedor quer e merece muito mais.

Sim, este Observatório do Fluminense também sabe que as finanças do Clube foram esfaceladas pela incompetência e inconsequência dos Srs. Mario Bittencourt e Peter Siemsen.  Mas não adianta ficar apenas se escondendo e chorando pelo leite derramado. Esperamos e torcemos para que em 2018 o FUTEBOL do Fluminense seja além de tudo criativo, menos preguiçoso, nada covarde, inteligente... E que a gestão se faça menos refém daqueles que nunca foram 100% FUTEBOL CLUBE.

Sem nos esquecermos de uma coisa: o estilo do treinador pode até ser o do “paizão”, mas a gestão, na relação com os profissionais, NUNCA pode abrir mão de uma linha dura e rigorosa, que em nenhum momento permita atos de vaidade e de estrelismos exagerados por parte de qualquer jogador do elenco.

Sabendo que a bola NUNCA vai entrar por acaso, o Observatório do Fluminense, com muita angústia no coração, observa!

 

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GUILMAR BRITO - 13/11/2017 às 17h20
TODOS querem mais, lógico, mas nossa obrigação é APOIAR INCONDICIONALMENTE DIRETORIA TÉCNICO ABEL BRAGA E TODOS ATLETAS DEDICADOS E GUERREIROS
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