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Cuidado para não atravessar o samba
Cuidado para não atravessar o samba

Data: 09/02/2018

Chegou o Carnaval e o Fluminense, que não se classificou para as semifinais da Taça Guanabara, só voltará a campo na próxima quinta-feira, dia 15, às 19h15, contra o Salgueiro-PE, no Engenhão, pela Copa do Brasil. Até lá, ainda carente de reforços, principalmente no que tange aos meias de criação e a um camisa 9 com garantias, só resta ao Tricolor treinar e treinar.

Depois de um final de dezembro de 2017 e um janeiro de 2018 povoado por notícias e feitos desastrosos, período em que a anarquia administrativa reinou, parece que as coisas estavam tomando o rumo da tranquilidade neste início de fevereiro.

Entretanto, a notícia da contratação em definitivo do volante Richard traz por trás de si, mais uma vez, o descumprimento da palavra do Presidente Pedro Abad ao seu Conselho Diretor, pois o mesmo havia assumido perante os membros da sua diretoria que o funcionário Marcelo Teixeira não voltaria a tramitar, uma vez que novamente regressou a Xerém, nos assuntos do futebol profissional.

Isso significa que não estamos diante de uma gestão compartilhada. O que se decide em reuniões quilométricas, não sai do papel, uma vez que o Presidente só age pelos próprios impulsos e pelas vontades da sua cabeça. Logo ele que um dia falou que não queria cometer os mesmos erros do centralismo do mandatário anterior.

Agora nos vemos com a precipitação reinante nas palavras do CEO Marcus Vinícius Freire com relação à reforma do estádio Manoel Schwartz. Um autêntico GOL CONTRA de precipitação, com o mesmo mecanismo de factoides de tempos passados.

Para este Observatório do Fluminense é lamentável e imperdoável essa declaração precipitada do CEO do Clube.

Outrossim, o executivo contratado há seis meses para cuidar da área Social e Administrativa, pelo visto, ainda não se encontrou, nem quer se encontrar. Imagine que se compra um apartamento usado, já antigo... Em primeiro lugar cuida-se da parte elétrica e de circulação de água, troca-se o assoalho, pintura nova, para posteriormente mobiliar e comprar o enxoval.  Certamente o último que se faz é comprar o tapete (capacho) da porta.

Pois bem, esse executivo, assim como o CEO, preferiu sugerir aumentos das taxas de utilização do clube pelos sócios e, antes de cuidar do espaço das Laranjeiras, preferiu começar comprando o tapete para a porta de entrada.

E nesse sentido, não é de se estranhar que o samba volte a desafinar dentro das Laranjeiras.  Por mais que queira este Observatório do Fluminense ser proativo com relação à gestão, não nos permitimos dar as costas às verdades dos fatos que vêm ocorrendo.

Esse Observatório do Fluminense exige o máximo respeito dos profissionais do clube ao Conselho Deliberativo. Depois de muito tempo temos conselheiros atuantes e que pensam em prol do Fluminense.

Este Observatório do Fluminense exige o máximo respeito dos executivos do clube para com os Vice-Presidentes do clube. JAMAIS um funcionário se sublevará perante um poder constituído. Goste ou não!

Este Observatório do Fluminense alerta para o perigo do samba atravessar na avenida. Por melhor que seja o enredo e o próprio samba, por mais bonitas que sejam as fantasias, no mínimo perde-se notas em harmonia, evolução, bateria, podendo atingir inclusive à comissão de frente e prejudicar o desempenho do mestre-sala e da porta-bandeira. E sem coesão, com certeza, será impossível que se participe do Desfile das Campeãs!

Feliz Carnaval a todos. Com muita alegria e festa, sem violência. Se beber, não dirija!

O Observatório do Fluminense, mesmo em tempos de folia, observa!

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