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Em busca do equilíbrio
Em busca do equilíbrio

Data: 02/02/2018

Depois da suada vitória sobre a Caldense, na quarta-feira passada, quando conseguiu a classificação para a próxima fase da Copa do Brasil, o Fluminense volta a campo amanhã, em Los Larios, às 19 horas, para a partida contra o Macaé. A vitória é fundamental para as pretensões do Tricolor na Taça Guanabara.

O jogo realizado contra a equipe mineira oriunda da belíssima cidade de Poços de Caldas, deixou um amargo sabor de boca nos nossos torcedores. Apesar da vitória, contentes por continuar na disputa da Copa do Brasil, muitas dúvidas ficaram no ar. 

Estamos sem nenhuma força de ataque, sem um 9 de referência e que preocupe a zaga adversária. Defendemos com muito mais intensidade que no ano passado, o que não impede de dizer que existe baixa qualidade técnica na nossa zaga. E a princípio, o lateral direito Gilberto ainda não disse a que veio. Muita firula para pouca produção!

O nosso meio de campo, roubando mais bolas que no ano passado, deixou de cercar para marcar. Em compensação é improdutivo na hora da criação.

O lateral Ayrton Lucas e o zagueiro Ibañez são promissores. Com a proximidade das estreias do volante Ayrton, jogador mais cascudo, e do goleiro Guillermo De Amores, além do retorno do atacante Robinho, teremos um time mais encorpado, mas sem inteligência dentro do campo.  A cabeça de Sornoza está distante da criação que necessitamos.

Dois meias de criação, um camisa 9 que nos garanta 20 gols por temporada, um lateral direito confiável e pelo menos um zagueiro. É disso que necessitamos.

O Observatório do Fluminense conclama o torcedor Tricolor para que compareça à partida. A nossa equipe necessita do calor da sua torcida.

A tranquilidade política só chegará ao Fluminense através da transparência com o sócio e com o torcedor. Só com a verdade se recuperará a credibilidade.

O que não pode continuar é a inércia na tomada de decisões. Os problemas têm que ser expurgados na sua própria raiz e não adiantam curativos paliativos. A Comunicação do clube tem que mudar e não pode ser escolhida por achismos e sim por métodos e propostas de conteúdo. E o Presidente Abad não pode ser parcial nessa escolha. Certamente terá sobre a mesa propostas muito mais interessantes para o clube e plataformas de defesa Institucional muito mais gabaritadas.

Da mesma forma que existem profissionais que foram contratados este ano e que já não devem mais ficar na casa. Implicância dos sócios? Não! É pura incompetência, fruto de prepotência, salários que não condizem com a produção apresentada e total desconhecimento do que seja um clube de futebol, menos ainda o Fluminense.

Outrossim, o clube deve vir a público e explicar qual é a real função do Marcelo Teixeira, por qual razão participou das dispensas do futebol (se já havia sido oficialmente afastado do futebol profissional), por que razão continua fazendo indicações, participando da negociação do Wendel e com que autonomia negociou a venda dos 50% do passe de Diego Souza por apenas R$ 1 milhão?

Nessas tomadas de decisões e nas respostas, a gestão do Presidente Pedro Abad começará a percorrer o caminho em busca do equilíbrio. De outra forma, o distanciamento para com o sócio e com o torcedor se transformará em uma barreira intransponível.

Mas se faz necessário que sejam tomadas decisões coletivas dentro do clube. De outra forma, a unidade do próprio Conselho Diretor poderá fracassar.

É preciso aprender com os acontecimentos da noite do dia 30 de janeiro passado. Se esconder como avestruzes de nada servirá.

Por último, é nítida a articulação e a fabricação de factoides por parte da oposição. As últimas reportagens e a guerra nas redes sociais, totalmente de baixo nível, falam por si só.

O Observatório do Fluminense continua, dentro da sua linha, observando!

 

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