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Com prepotência e arrogância, mas sem liderança
Com prepotência e arrogância, mas sem liderança

Data: 02/04/2018

Recomendava este Observatório do Fluminense, que a comemoração da conquista da Taça Rio fosse humilde. Sabemos das condições do elenco do Fluminense. É um plantel limitado em todas as posições.

Portanto, como ensina a nossa história (mesmo no auge da Seleção Paulista contratada em 1936 e que ganhou 5 títulos em 6 anos, mesmo com a Máquina de Rivellino, Paulo Cezar e Cia, mesmo com o Tri do Casal 20 ou com os galáticos da Unimed em 2010 e 2012) é preciso caminhar lado a lado com a humildade.

E o que se viu?

A arrogância e a prepotência do mandatário tratando com desdém o Conselho Deliberativo na reunião do dia 26 de março, esguio e resvaladiço em todas as respostas.

A mesma arrogância e a mesma prepotência nas palavras do CEO em definir que o objetivo de ser uma equipe competitiva estava alcançado.

E nas palavras do Diretor Executivo de Xerém, Marcelo Teixeira, tentando ocultar os seus erros para falar somente da defesa do seu trabalho colocando medalhas em si mesmo, também encontramos arroubos com grandes pitadas de arrogância e prepotência.

“A bola não entra por acaso”, escrito pelo hoje Diretor executivo do Manchester City, o espanhol Ferran Soriano, é um trabalho bem organizado e muito claro sobre gestão. Por mais que o assunto predominantemente abordado seja o futebol, o autor deixa a base nítida de que uma administração exitosa não tem campo restrito e pode ser expandida para diferentes áreas da nossa sociedade. Infelizmente, muitos dirigentes do futebol brasileiro ainda se baseiam em outras premissas, deixando o esporte arcaico, pouco profissional e muitas vezes na lama por situações embaraçosas. Não se sabe ao certo qual o principal fator para isso, mas o retrocesso de muitos envolvidos é visível.

E nesse caso a carapuça entra fácil no modelo do Presidente Pedro Abad de gerir. Falta-lhe o básico: preparação como gestor e, principalmente, liderança. Não obstante, aquele 3º gol do Clube de Regatas Vasco da Gama, aos 50 minutos da 2ª etapa, é a cópia fiel do atual momento do Fluminense.

A ameaça de briga física entre um funcionário e um executivo do clube, após o término da partida, reflete fielmente o que está ocorrendo: sobram arrogância e prepotência, falta o grande líder.

Faltam 13 dias para o nosso jogo de estreia (fora de casa) contra o Corinthians. Este Observatório do Fluminense, assim como faz desde janeiro deste ano, cobra reforços. Sem eles, o horizonte é de muita tempestade. Faltam zagueiros, meias de criação e atacantes. Sobram pessoas com boas intenções, mas isso é quase nada.

Infelizmente, o Fluminense é um clube sem liderança.

O Observatório do Fluminense, que caminhará sempre ao lado da verdade, observa!

 

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