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É preciso arrumar a casa
É preciso arrumar a casa

Data: 19/04/2018

O Fluminense atravessa gravíssimos problemas financeiros e administrativos em função de opções equivocadas e erros cometidos por gestões passadas. 

Se olharmos para 1970, ocasião em que o Tricolor conquistou o seu 1º Brasileiro e o clube tinha aproximadamente 25 mil sócios pagantes, podemos dizer que a administração, a área social e os Esportes Amadores viviam das receitas das mensalidades / escolinhas dos associados; já o futebol, da arrecadação das bilheterias, da possível venda emergencial do passe de algum jogador e das benesses de algum fanático dirigente / torcedor, como foi o caso do Vice-Presidente de Futebol João Boueri, que vendeu um apartamento de sua propriedade, na Lagoa, bairro nobre da Zona Sul do Rio de Janeiro, para pagar a premiação do título conquistado (a Taça Roberto Gomes Pedrosa, também conhecida como Taça de Prata ou Robertão), assim como bichos atrasados daquele ano em que a Seleção Brasileira conquistava o seu tricampeonato mundial.

De lá até os dias de hoje surgiram dois grandes diferenciais: as cotas da televisão e os patrocinadores. 

Sem estádio próprio, com um Maracanã com altas taxas de aluguel e que encolheu pela metade, reduzindo a procura e a arrecadação, uma cidade cada vez mais violenta, uma geração de torcedores que se acostumaram à tranquilidade do sofá e sem a fortaleza de um patrocinador do porte do que representou a UNIMED durante 15 anos, o Fluminense se encontra hoje diante de um grande dilema: que caminho seguir?

As respostas podem parecer difíceis, mas não são!

Ou o clube caminha em direção à criação e captação de novas receitas ou sofrerá para sobreviver. 

Ou o Fluminense valoriza definitivamente o que produz em Xerém ou viverá eternamente no dilema de “pão para hoje, fome para amanhã”.

Ou nas Laranjeiras os custos são tratados como tem que ser tratadas as unhas, curtas e limpas, ou viveremos com o pires na mão cada vez mais enforcados por dívidas trabalhistas e tributárias.

Ou valorizamos a nossa marca de forma agressiva, ocupando todos os espaços que o mercado consumidor oferece, ou seremos cúmplices de um apequenamento galopante.

Ou se atraem novos sócios para o clube social e se incentiva a prática de esportes, através de novos modelos e conceitos, ou continuaremos parados no tempo e no espaço.

Esse recomeçar pode depender de decisões drásticas e duras?

Certamente. 

Mas se assim não for, pode ser que não tenhamos uma terceira oportunidade. A segunda quis o destino ser parceiro depois dos três rebaixamentos na década de 1990.

Quanto ao futebol, deve ser tratado com ousadia, criatividade, arrojo, ciência, expertise e, principalmente, conhecimento de causa. Justamente o que não tem ocorrido ultimamente.  Principalmente sem medo.

Por último: tem que chamar o torcedor para ser parceiro e para isso só existe uma verdade, a da transparência que se transforma em companheirismo.

É assim que este Observatório do Fluminense pensa!

Ou o Presidente Pedro Abad não tem medo de arrumar a casa ou ficaremos eternamente vivendo à base de curativos, panos quentes e tranquilizantes.

Por um Fluminense Unido e Forte sempre!

O Observatório do Fluminense observa!

 

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