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Quando a nossa torcida joga
Quando a nossa torcida joga

Data: 30/04/2018

Se olharmos apenas tecnicamente para o empate de ontem da equipe do Fluminense contra o São Paulo, no Maracanã, poderemos divergir de certos aspectos da nossa atuação e da proposta do nosso treinador Abel Braga.  Tampouco podemos nos vangloriar de ter conseguido igualar o placar aos 43 minutos do 2º tempo, mesmo sabendo que mais uma vez fomos prejudicados pela arbitragem, após o zagueiro Arboleda cortar escandalosamente uma bola com a mão dentro da área, num claro pênalti não marcado.

Mas o certo é que o time do Fluminense, enjaulado no 1º tempo por um 3-5-2 que nem sempre funciona, deixou a alma em campo, lutando até o final. Se o elenco como um todo carece de uma maior qualidade, quem entra em campo deixa a sua pele, a sua transpiração, a última gota de sangue.

Sim, ficou claro que disposição nesse início de campeonato não falta, esperamos que seja a nossa tônica na competição. E isso é reconhecido pela nossa torcida, que é soberana.

Num público de quase 20 mil pessoas, onde aproximadamente 95% eram tricolores, pode-se ver um misto de alegria e decepção. 

A alegria, por não sair de campo derrotado, somando 1 ponto na tabela. A decepção em função de que a vitória teria sido, principalmente pela atuação na 2ª etapa, o resultado mais justo.

Individualmente todos contribuíram, mas o destaque é a força coletiva. Enquanto for esse o pensamento e perdurar o espírito, o Fluminense tem tudo para fazer uma campanha pra lá de satisfatória.

Nos arriscamos ao final num 4-2-4 que, na realidade, significava 7 jogadores na construção ofensiva. Valeu a pena? Sim. Mas nem sempre assim será.

Mas este Observatório reconhece que a grande atuação não veio dos gramados; a nossa torcida esteve simplesmente fantástica, jogando junto, incentivando muito, sugerindo e cobrando, também, na hora certa. Tanto os movimentos populares, como as Torcidas Organizadas e os torcedores anônimos, enfim, todos estão de parabéns. Jogaram muito!

Outro fator importante, apesar da inércia do pessoal de arenas do Fluminense (haviam bares fechados na arquibancada superior, assim como nenhum trabalho de captação de Sócios Futebol, gol contra da vice-presidência Comercial), foi a grande quantidade de crianças, de todas as idades (inclusive de colo), presentes ao estádio.

Isso é um grande sinal de que continuamos a ser um grande clube e a renovação contínua da nossa torcida é sinal inequívoco disso.

Outra semaninha de trabalho, viagem para a Bahia e partida, no próximo domingo, às 16h, contra o Vitória, no Barradão. Sair de lá com os 3 pontos no bolso trariam ao Fluminense estabilidade e confiança.

O Observatório do Fluminense não poderia terminar este Editorial sem antes dizer que ontem do nosso banco de reservas saíram as respostas necessárias. Que seja sempre assim. As intervenções do Robinho foram decisivas.

E o Pedro? Fez o que a gente espera dele: o gol.

Este Observatório do Fluminense exige um posicionamento forte INSTITUCIONAL para com as arbitragens futuras. Ontem ficou claro que tem gente que não gosta da gente.

O Observatório do Fluminense sabe que “a bola não entra por acaso!”.

 

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