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A diferença entre o caviar e a carne de pescoço
A diferença entre o caviar e a carne de pescoço

Data: 28/06/2018

A torcida do Fluminense, em especial, vibrou muito com a vitória da Seleção Brasileira por 2 a 0 sobre a Sérvia, principalmente pelo gol marcado pelo "Monstro" Thiago Silva, que foi o melhor homem em campo.

A passagem do TS3 pelo Tricolor das Laranjeiras foi inesquecível: tanto para o clube quanto para o jogador e para os nossos torcedores. Um casamento perfeito que culminou com a conquista da Copa do Brasil de 2007. Não obstante, recordamos o coro uníssono no Maracanã: "é o melhor zagueiro do Brasil: Thiago Silva!".

Mas apesar de não colocarmos em questionamento o nosso sentimento nacionalista, o certo é que a grande paixão que nos move é indiscutível: Fluminense Football Club.

E o que temos de notícias nos últimos dias preocupa. Pelo visto o nosso clube virou prateleira dessas lojas de "Tudo a R$ 10", expositor barato para jogadores medíocres.

O Luan Peres não completou 10 jogos vestindo a nossa camisa. Já o Nathan nem cinco. Os dois atletas já deixaram o nosso clube. O primeiro veio da Ponte Preta, mas pertencia ao Ituano. O segundo, depois de uma brilhante carreira no mundo árabe, levava mais de seis meses treinando sozinho. Enfim, está claro que utilizaram um Fluminense que se contenta em viver o pão para hoje e a fome para amanhã.

Os mais antigos se recordarão do primeiro comentarista de arbitragem da imprensa esportiva brasileira: na rádio Globo no início dos anos 1970, o ex-árbitro Mario Vianna (com 2 enes como ele mesmo fazia questão de frisar) deliciava a todos com o seu jeito peculiar de analisar o desempenho arbitral utilizando expressões próprias como "errroouuu", "sarrafo" (definindo uma falta violenta) e "banheira" (para dizer que o jogador estava em posição de impedimento).

E quando a arbitragem era muito, mas muito ruim, Mario Vianna no seu comentário pós-jogo dava como "prêmio" ao homem do apito a seguinte definição: "CARNE DE PESCOÇO".

Hoje o Fluminense contratou o ex-jogador da base Digão. Depois de atuar durante três anos e meio em clubes da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes, foi contratado pelo Cruzeiro e no dia 13 de agosto de 2017 fez a sua estreia. Jamais foi a primeira opção como suplente. De lá até os dias de hoje somente disputou 15 partidas pelo clube da capital mineira.

A coisa está feia no intramuros da rua Álvaro Chaves, 41. A gestão Abad está vendo o barco naufragar, mas prefere se portar como os músicos do Titanic, que preferiram fechar os olhos para a situação que os levaria à morte do que lutar por soluções de impacto.

Ontem a torcida do Fluminense, graças ao Thiago Silva, sonhou com caviar...

Hoje simplesmente acordou com a CARNE DE PESCOÇO.

O Observatório do Fluminense não comunga com os pensamentos da gestão Pedro Abad. Talvez o Fluminense não tenha estômago para resistir até novembro de 2019.

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