HOME|EDITORIAL|A verdade e o trabalho prevalecem
A verdade e o trabalho prevalecem
A verdade e o trabalho prevalecem

Data: 12/06/2018

Com a justiça dando o ganho do caso Gustavo Scarpa ao Fluminense, não podemos esquecer as responsabilidades do fato em si: causa, efeito e remédio.

É inquestionável que foi cometido um erro por parte do clube que permitiu aos agentes do jogador vislumbrarem a possibilidade da saída do mesmo do Fluminense sem nenhum custo pelos direitos federativos do atleta. Isso é fato.

O Presidente Pedro Abad descumpriu o que lhe foi alertado e aconselhado pelo ex-Vice-Presidente de Interesses Legais, Miguel Pachá, sobre a necessidade imperiosa de que o Fluminense depositasse o que fosse devido sobre o salário do atleta, direta ou indiretamente.  O mesmo conselho lhe foi dado pelo Departamento Financeiro, principalmente por causa da abertura da janela de transferência no mercado. Mesmo com a previsibilidade de algo mais grave acontecer, por omissão e escolha da Presidência, nada foi feito.

Vale ressaltar que no meio do ano passado, por instruções do então executivo do Departamento de Futebol Profissional, Marcelo Teixeira, o Tricolor adquiriu 55% dos direitos federativos do jogador Robinho, ao Atibaia, pelo montante de 2 Milhões de Euros, com a explicação então de que esse investimento traria retorno imediato já em 2018 com uma venda imaginária para o exterior.

É preciso recordar que esse investimento de mais de R$ 7 milhões no atleta, que na época disputava a Série B pelo Figueirense, foi feito graças ao dinheiro recebido pelo Fluminense em razão da venda do jogador Richarlison para o futebol inglês. E esse investimento caiu como uma bomba dentro do vestiário provocando a insatisfação dos atletas que tinham parte dos emolumentos atrasados, gerando uma crise que culminou com a péssima campanha no 2º turno do Campeonato Brasileiro, onde o nosso time namorou até a 36ª rodada com um possível descenso.

O dinheiro mal gasto fez muita falta. Não contente em brincar na fronteira do limite esportivo, a inconsequência proposta por Marcelo Teixeira, além do aval do Presidente Pedro Abad, teve a sua continuação que culminou com o acúmulo de erros cometidos em dezembro passado.

Entre as demissões dos jogadores, necessárias, porém feitas de forma que envergonham a história do Fluminense, até a irresponsável forma de tratar o patrimônio do clube como foi com relação ao atleta Diego Souza, o Presidente e o seu conselheiro-mor, perderam de forma infantil os direitos sobre o Gustavo Scarpa, que em questão de dias já se apresentava como parte do elenco do Palmeiras, sem que essa agremiação desembolsasse um único centavo além do que foi destinado ao contrato entre os representantes do atleta e o clube paulista.

Entretanto, para sorte do Fluminense, Pedro Abad tinha em sua diretoria dois homens de currículo, inteligência, astúcia, estratégia, fibra, garra, atitude e que, principalmente, sabem que a história do Fluminense começou a ser escrita em 1902 e não em 2011.

Foram seis meses de lutas, de muita trabalho, de noites mal dormidas...

Foram seis meses em que os quadros desprezados pela monocracia do Presidente Abad (e pela péssima companhia do seu grupo político que é de muito falar, de dourar a pílula, mas de pouco realizar, justamente pela falta de currículo, inteligência, astúcia, estratégia, fibra, garra, atitude e que, principalmente, não sabem que a história do Fluminense começou a ser escrita em 1902 e não em 2011) conseguiram, apesar de terem deixado a gestão em maio, traçar o melhor plano de ação que o Departamento Jurídico do Fluminense poderia seguir para reverter o que toda a mídia esportiva dava como impossível de acontecer.

O ex-Vice-Presidente de Interesses Legais, Miguel Pachá, e o ex-Vice-Presidente Geral, Cacá Cardoso, merecem o eterno agradecimento de todos aqueles que de verdade amam o Fluminense e não necessitam de que seus interesses pessoais prevaleçam sobre os da Instituição.

Infelizmente esses quadros, assim como o ex-Vice-Presidente de Finanças, Diogo Bueno, o ex-Vice-Presidente de Governança, Sandor Hagen, e o ex-Vice-Presidente de Marketing, Idel Halfen, não fazem mais parte da gestão.

O Presidente Pedro Abad preferiu seguir o seu caminho, aquele que disse não à modernização dos conceitos de gestão e governança, pouco lhe importando que os problemas do Fluminense fossem resolvidos definitivamente e sim em manter os interesses dos feudos que lhe dizem amém.

Em novembro de 2016 o Fluminense estava administrativamente três anos atrás do Flamengo, o arquirrival. Hoje, sendo claros, transparentes e objetivos, o nosso clube se encontra a cinco.  Hoje eles faturam mais de 600 milhões de reais por ano, estão com as finanças equilibradas, tem as Certidões Negativas que permitem captar dinheiro tanto para os Esportes Olímpicos como para a área Social, através de Projetos Incentivados, ganharam o campeonato estadual, estão disputando a Libertadores e lideram o Campeonato Brasileiro.

Enquanto isso o Fluminense do Presidente Pedro Abad e do seu grupo político, que se não tivesse traído os princípios acordados para a sua eleição com a inserção do programa de gestão proposto pela chapa FLUMINENSE UNIDO E FORTE já teria avançado dois anos, pelo contrário, permitiu que o clube da Gávea aumentasse a diferença administrativa para cinco anos, não consegue arrecadar nem 200 milhões de reais, corre o risco de perder o PROFUT, está com os salários atrasados e vai ser obrigado a vender dois ou três jogadores por valores abaixo do que poderiam valer dentro de um ou dois anos.

O Observatório do Fluminense agradece em nome da verdadeira torcida do Fluminense aos Grandes Tricolores Miguel Pachá e Cacá Cardoso pela luta na defensa dos interesses do Fluminense.

O Observatório do Fluminense pede uma reflexão imediata a todos os membros do Conselho Deliberativo do clube para que definitivamente estabeleçam os parâmetros para o presente e para o futuro respondendo à seguinte pergunta: que Fluminense queremos deixar para os nossos filhos, o da eternidade ou o da agonia como a que existe sob o comando do Presidente Pedro Abad e do seu grupo político?

O Observatório do Fluminense quer saber quando chegará definitivamente às mãos do Conselheiro do clube o parecer do Conselho Fiscal do Fluminense sobre as contas de 2017?

O Observatório do Fluminense pergunta: se as contas de 2016 foram reajustadas saindo de 8 milhões de reais de superávit para 13 milhões de déficit, por que elas ainda não foram reabertas?

O Observatório do Fluminense sempre defenderá o que for melhor para o Fluminense, de forma independente e transparente. Quanto mais agimos assim, mais sabemos que a bola não entra por acaso.

 

Compartilhe
  • Googlemais
comente
Modesto Guedes - 12/06/2018 às 19h08
Perfeito
Responder
©2017 OBSERVATÓRIO DO FLUMINENSE
Os Woden