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É preciso repetir a história!
É preciso repetir a história!

Data: 29/06/2018

Há 35 anos o casal 20, Assis e Washington, estreava no Fluminense, em pleno estádio de São Januário. O Tricolor venceu por 3 a 0 e ali iniciava-se a arrancada que culminou com a conquista do Tricampeonato Estadual (1983/1984/1985) e do Bicampeonato Brasileiro (1984).

Tempos felizes que refletiam um Fluminense com uma fortaleza dentro do seu quadro de sócios. O que a história dos que desconhecem a história (principalmente porque não a viveram) é que o Presidente Sylvio Kelly, para não cair nas garras de um processo de impeachment (por problemas fiscais e financeiros do clube), havia aberto mão de comandar o Futebol do clube e sofrido uma “intervenção branca”.

E qual era o acordo?

O Futebol passaria a ser comandado pelo grupo encabeçado pelo então Conselheiro Manoel Schwartz (do qual faziam parte Manoel Schwartz, José Carlos Villela, Antonio Castro Gil, Edgard Hargreaves, Hugo Mosca Filho, Fernando Melo – das Casas Tavares, entre outros) e teria a figura do saudoso e campeoníssimo Newton Graúna como Vice-Presidente de Futebol.

Além dessa intervenção, o pacto de cavalheiros tinha outra determinação: para a sucessão do então Presidente Sylvio Kelly haveria apenas um candidato previamente escolhido.

Dessa forma, no início de janeiro de 1984, Manoel Schwartz foi eleito por aclamação Presidente do Fluminense Football Club.

Então o intramuros da rua Álvaro Chaves, nº 41, era frequentado por homens de palavra que cumpriam sempre o acordado, sem a necessidade de nenhum documento assinado. Bastava um aperto de mão.

Aquele Fluminense está desaparecido, mas não está morto.

O atual Fluminense necessita voltar a ser aquele Fluminense.

E como bem pensa este Observatório do Fluminense, basta apenas que os homens de hoje coloquem em prática os seus apertos de mãos.

É preciso aprender com a história, é fundamental que a figura, impopular e incapaz, do Presidente Pedro Abad, tenha humildade suficiente para entender que já não manda mais nada no pedaço.

Ingressos cedidos para as Torcidas Organizadas, com suspeitas de cambismo e páginas policiais de turno... Demissão de forma covarde de oito jogadores... Perda do atleta Gustavo Scarpa... Caso Diego Souza abrindo mão de cobrar 4 milhões de reais ao Sport Recife... Recolhimento de impostos dos empregados sem repassar ao governo... Clube abandonado, sujo, sem vida social e com um quadro social que diminui a cada dia que passa... O CEO, o Executivo de Futebol e o Abel Braga pedindo demissão... Salários atrasados e promessas aos funcionários não cumpridas... O clube vira balcão de negócios para empresários e jogadores sem nome...

Esse é o extrato da gestão Abad!

A cereja do bolo? A Valle Express e o seu calote progressivo.

Ou o Fluminense repete a história e atua politicamente como em 1983...

Ou daqui a 35 anos, em 2053, seremos apenas recordação em alguma prateleira de biblioteca virtual.

O Observatório do Fluminense, sem deixar de observar, clama por mudanças imediatas na gestão do Clube.

 

 

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