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O rei da solidão, sem ordem e sem progresso
O rei da solidão, sem ordem e sem progresso

Data: 18/06/2018

Com a decisão do treinador Abel Braga em pedir demissão, caem por terra todos os pilares que em seu dia deram sustentação e ativos ao Presidente Pedro Abad.

Se por um lado o resultado da auditoria da Ernst & Young não foi posto em prática com a fraca desculpa de que a opção pela profissionalização de todas as instâncias do clube sairia caro, por outro não soube conviver desde o início com o então Vice Presidente de Projetos Especiais, Pedro Antonio.

Se no início os integrantes do Unido e Forte teriam carta branca para implementar o Plano de Gestão advindo do grupo Flu 2050, com os avais do MR21, Esperança Tricolor e Por Amor ao Fluminense, na prática se encontraram esqueletos, armadilhas e traições que culminaram com a saída de cinco vices, incluindo a renúncia do Vice-Presidente Geral eleito, Cacá Cardoso. Todos discordavam do modus operandi, da monocracia e do isolamento de Pedro Abad, cujas decisões são totalmente opostas ao discurso que tinha durante a campanha.

Abad recebeu de Peter Siemsen vários defuntos escondidos em gavetas e varridos para debaixo do tapete. Mas para fazer isso, o segundo contou com a conivência do primeiro e da cabeça maior do seu grupo político, os de sempre. O resto era o simples ritual de doutrinação: “Achamos isso, mas votamos naquilo. Não podemos engessar a gestão!”.

O que se viu foi um Conselho Deliberativo que durante seis anos (2010/2016) homologou o que interessava somente ao mandatário na época, assim como aos seus.

Várias inconsequências foram escritas por Peter Siemsen e Mario Bittencourt, com a conivência do Presidente do Conselho Fiscal de sua segunda gestão, que por coincidência era Pedro Abad.

Abad e o seu feudo, cada vez mais moribundo, repetitivo, falando mais do mesmo, escolheram o caminho fácil, o da cegueira optativa, na inversão dos valores onde o que prevalece são os golpes por falta de que se cumpram as palavras dadas.

Nunca a torcida do Fluminense esteve tão distanciada do clube. O único respeito que existe é o pela camisa. Não engolem mais mentiras, nem acreditam no repetido e falso discurso de que as coisas estão melhorando. Onde? Quem viu? Qual o currículo profissional e de vida de quem diagnostica qualquer milímetro de avanço? Sem ordem e sem progresso. Incapazes que são de decifrar a mensagem vinda das arquibancadas. Não são queridos, ninguém acredita mais, antipáticos por se sentirem superiores, sem possibilidade de diálogo.

E tanto fez que a mentira, as falsas promessas, o não cumprimento da palavra conseguiu derrubar o último pilar: o treinador Abel Braga.

O que poderíamos dizer a Abel Braga? Nada a não ser agradecer e pedir desculpas. Com certeza tanto nós, como ele, fizemos as nossas partes. Mas o Abad não. E você Abel mostrou o quanto é um homem de caráter, o Fluminense te deve muito.

Assim sendo, Pedro Abad está cada vez mais isolado. Pelo visto continua não tomando nenhuma decisão correta no que se refere ao futebol. Continua insistindo num momento em que não se pode voltar a cometer equívocos, no qual qualquer falha pode significar uma tragédia na competição.

O momento pede profunda reflexão: renúncia sim ou não? Quem seria a solução? Mais do mesmo? Renovação absoluta?

É bom que o torcedor do Fluminense comece a entender a gravidade do momento e a procurar respostas.

O Observatório do Fluminense observa.

 

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Luiz CARLOS LEMOS Marques - 19/06/2018 às 08h42
Renunciar é melhor para o fluminense escapar de cair para Série B
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