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Por que o Conselho Fiscal está em silêncio?
Por que o Conselho Fiscal está em silêncio?

Data: 10/07/2018

Já se passaram quase 200 dias do ano de 2018 e os Conselheiros que compõem o Conselho Deliberativo do Fluminense continuam sem saber o que vai acontecer com as contas do clube, qual é a sua verdadeira radiografia.

Ao que tudo indica, as de 2016 foram reabertas e existe uma diferença de mais de 20 milhões de reais, o que significa, para este Observatório do Fluminense, que, sendo assim, devem ser novamente votadas pelos Conselheiros do clube.

A questão vai além do aprovar ou não aprovar. A ética, a lisura, a verdade e a transparência devem prevalecer. A gestão Abad começou a desmoronar quando não teve peito suficiente para cortar os pés ao seu antecessor, que saiu do clube pela porta da frente quando na realidade deixou várias bombas de efeito retardado que levaram o clube a uma de suas maiores crises financeiras da história, necessitando, por exemplo, se apressar na venda de jogadores, impedindo que os seus ativos alcançassem um maior valor de mercado.

Se aliarmos a isso o fato de que já estamos no sétimo mês do ano e que o Conselho Fiscal do Fluminense também não emitiu o seu parecer sobre as contas de 2017, chegamos à conclusão de que neste momento vivemos em um clube sem a claridade necessária, obtuso de fotografias, pálido de diagnósticos.

Pelo visto, o Conselho Fiscal está perdendo mais um dos seus membros, já vão dois. Ambos descontentes com as formas e as decisões de uma maioria contaminada por interesses políticos.

Este Observatório do Fluminense recorda que o Estatuto do Fluminense é claro:

“Art. 36 - Ao Conselho Fiscal compete:

VI - Examinar a Contabilidade e o Balanço Anual do FLUMINENSE, emitindo parecer escrito sobre a situação econômica, financeira e administrativa do Clube, no exercício findo;

VIII - Dar conhecimento ao Conselho Deliberativo de erros administrativos, irregularidades na contabilidade e qualquer violação do Estatuto ou da Lei, sugerindo as medidas a serem tomadas;

XI - Dar parecer sobre qualquer operação financeira, assinatura de contrato ou antecipação de receita cujos vencimentos ultrapassem a legislatura vigente.”.

Cabe também a este Observatório do Fluminense recordar que a omissão e o desconhecimento dos fatos, além da benevolência e concessão política do atual Presidente Pedro Abad, enquanto Presidente do Conselho Fiscal na gestão Peter Siemsen, permitiram que o clube namorasse com um abismo financeiro que o estrangula de forma crescente nos dias de hoje.

Por que o Conselho Fiscal está em silêncio?

Se existem problemas econômicos e/ou financeiros e/ou administrativos eles não podem ser varridos para debaixo do tapete e escondidos por culpa de pressões políticas. O que tiver que ser que venha à tona o mais rápido possível. Sem falsas expectativas, sem remédios disfarçados.

O Fluminense não resistirá por muito mais tempo a essas práticas comuns nos últimos sete anos e meio.

O Fluminense não pode esperar.

Por outro lado, fica mais fácil para os adeptos da gestão ficarem desviando o foco e culpar a oposição pela insatisfação reinante que existe no seio da nossa torcida.

O Fluminense está cansado de ser governado por mentiras.

 

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Sergio - 11/07/2018 às 12h27
O que vocês queriam se o presidente do CFis pertence a flusócio ?
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