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Vivendo com o inimigo
Vivendo com o inimigo

Data: 10/08/2018

O Observatório do Fluminense, no seu Editorial de ontem (clique aqui para ler) denunciava a preocupante situação financeira que vive hoje o Fluminense.

As notícias das últimas 24 horas confirmaram os péssimos presságios: os salários voltaram a atrasar e não existe previsão para que o pagamento seja feito.

Em Brasília, a Justiça negou um pedido de desbloqueio na faixa de R$ 30 milhões. Dinheiro esse com o qual pretendia-se cumprir com o Profut, Ato Trabalhista e demais tributos.

Não houve sucesso.

A gestão Pedro Abad queima os seus últimos cartuchos. Sem credibilidade, sem visão de mercado, sem projeto de futuro. Uma grande ação entre amigos, com desfrute de polpudos salários, na ativa com os executivos camaradas... sejam também aqueles que indicam na passiva. Basta seguir o script.

Mas a culpa está manchada, sem direito a limpar-se. Ninguém consegue proteger mais Pedro Abad, a não ser aqueles que lhe consideram mais que um presidente, mas sim o colega ideal para se frequentar um parque de diversão.

O Fluminense vive sob uma ditadura disfarçada, mas acaba sendo um jogo de cartas marcadas.  Falta o princípio da isonomia: interesses deveriam existir somente os do Fluminense.

Mas não funciona assim. A dinâmica é outra... ou a falta dela.

A torcida do Fluminense, assim como os sócios do clube, tem que acordar definitivamente e expurgar de Álvaro Chaves 41 tudo o que tenha trazido o separatismo que chegou ao clube no final de 2010, pelas mãos do ex-Presidente Peter Siemsen, que denominava-se como o “Novo Fluminense” e que funcionava como os arautos da verdade, da honestidade, das finanças e do futebol. Somente eles sabiam e dentro das suas máximas limitações intelectuais. Racharam a torcida, brincaram com a verdade.

E na mesma linha pode-se ler que a gestão Pedro Abad é mais do mesmo. Não há nenhum respeito pelo pensamento dos membros da diretoria que não dizem amém aos seus micro pensamentos. 

Há questão de meses Pedro Abad vetou o Fundo de Investimentos proposto pelo Unido e Forte. Fizeram, ele e o seu grupo de amigos, o discurso do deboche: os juros são altos.  Inclusive tendo a defesa irônica nas redes sociais de funcionários do clube, excelentemente remunerados, através de ataque velado à figura do ex-Vice-Presidente de Finanças, Diogo Bueno, que tinha conseguido montar a operação financeira necessária.

O Abad não quis, como se fosse o dono do Fluminense. Passaram-se mais de 100 dias: NADA foi feito. A falta de currículo pessoal limita os acessos e as possibilidades, que são pouquíssimas, por causa do não conhecimento do mandatário, deixam de existir. O círculo se fecha enquanto o circo pega fogo.

Este Editorial, a princípio, pode parecer frio, mas não é! Ao contrário, é um grito de socorro. 

Está passando da hora que a torcida do Fluminense, assim como os sócios do clube, tem que acordar definitivamente e expurgar de Álvaro Chaves àqueles que se entrincheiraram no e com o poder e se fazem senhores absolutos de uma razão que se caracteriza pela mentira e pela falta de transparência.

Salvem o Fluminense!

É muita incompetência por trás de um personagem oco de perspectivas férteis. Os membros do Conselho Deliberativo têm que exigir mais respeito. Da mesma forma que os players do cenário político têm que entender que o atual modelo (sic), pela perenidade do Fluminense, não deve continuar.

Pedro Abad tem que sair imediatamente de cena. O futuro do Fluminense está em jogo, não se pode mais permitir que brinquem de castelos de areia em praias de vento forte.

Vencer o Internacional na próxima segunda-feira é de suma importância. Qualquer resultado que não seja a vitória será de extrema gravidade para um enfermo que perambula em busca do que perdeu.

O Observatório do Fluminense faz a sua parte... por isso nunca deixa de observar.

 

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