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Os fracassos de Pedro Abad
Os fracassos de Pedro Abad

Data: 13/09/2018

No início deste ano, para ser exato no 1º trimestre, o ex-Vice-Presidente de Finanças, Diogo Bueno, que pertence ao grupo “Unido e Forte”, apresentou ao Conselho Diretor o seu plano para a captação de novos recursos através do Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FDIC). Ou seja: o clube pegaria um empréstimo com investidores, com os direitos de transmissão como garantia, em que haverá cobrança de juros. Essa medida já vinha sendo costurada desde o ano passado e estava bem encaminhada.

E por que o valor de 50 milhões de reais?

Tal valor era referente a impostos em atraso, comissões devidas a empresários e parte das rescisões devidas a sete jogadores do grupo de liberados ao final do ano passado, onde apenas o zagueiro Henrique ainda não tinha chegado a um acordo. A maior parte dessa dívida se deve aos atletas dispensados, que só em 2018 chega a um total de R$15 milhões, contudo, o valor é abaixo do que o clube gastaria em relação aos salários dos atletas, uma vez que só com Diego Cavalieri, Marquinho e Henrique, o clube gastaria aproximadamente R$20 milhões anuais.

“O fundo está na mesa do presidente. Captamos os investidores. A diretoria tem divergências quanto às taxas, mas elas estão no mesmo nível que se cobra aos clubes mais solúveis do país. É uma taxa abaixo da média de financiamento de capital de giro, que é 1,97%. Tudo está aprovado. Imagino que o diretor financeiro esteja encaminhando a papelada para resolver. A Ferj prestou um trabalho espetacular ajudando o clube na negociação. Eu saio certo de que tudo está montado. Abad buscou uma outra instituição financeira, que também tem chances de dar certo”, revelou Diogo Bueno logo após de deixar o cargo (clique aqui para ler). 

O tempo passou e o Presidente Pedro Abad não quis, por vontade própria, fazer o tal fundo de investimentos. Então a desculpa era de que os juros eram altos.

Como se o mercado recebesse uma entidade falida com um ramo de flores na mão e tapete vermelho. 

O certo é que se tivesse colocado em prática o plano desenhado pelo seu ex-Vice de Finanças, Diogo Bueno, o Fluminense já teria se livrado dos impostos em atraso (e com isso conseguido as CNs – Certidões Negativas, que permitiriam ao clube captar novos recursos através das leis de incentivo, como também se candidatar a ter a CAIXA ECONÔMICA como patrocinadora máster da nossa camisa), das comissões devidas a empresários e parte das rescisões a oito jogadores do grupo de liberados ao final do ano passado.

Mas não foi assim. O absoluto Pedro Abad, ciceroneado pelo alto clero da Flusócio, decidiu que não era o momento. Não podiam deixar que os louros da captação desses valores caíssem na conta de Diogo Bueno.

O que menos importava então era o Fluminense e sim a questão política: o que seria bom para o clube por causa da ação do ex-Vice-Presidente, Diogo Bueno, não seria bom politicamente nem para Abad, nem para a Flusócio.

Passaram-se seis meses.

Os impostos continuam atrasados, as comissões aos empresários não foram pagas, nem os acordos com os jogadores demitidos foram honrados.

Mais uma vez Pedro Abad errou e prejudicou o Fluminense. Deixou que a política interferisse e guiasse os caminhos do clube.

Além disso, os salários estão cada vez mais atrasados, tivemos a greve dos funcionários da Sanatto, o clube social está agonizando (com as atividades limitadas e em diversos casos suspensas, como foi a festa do Dia dos Pais no parquinho) e o mais trágico: alguns jogadores demitidos, entre eles Marquinho e Diego Cavalieri, pelo não cumprimento da rota dos pagamentos que tinha sido determinada para as suas rescisões, entraram na justiça.

Para a surpresa da torcida do Fluminense, na última terça-feira, 11 de setembro, o portal NetFlu noticiava: “Flu antecipa parte das cotas de TV de 2019 e está perto de empréstimo milionário” (clique aqui para ler). 

Basicamente é a mesma captação de novos recursos através do Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FDIC). Nada além disso.

E o que se viu? Como diria o saudoso colunista do Observatório do Fluminense, Heleno Sotelino, os MAVs (membros de ambientes virtuais) da Flusócio vieram a público desdenhar do excelente trabalho de Diogo Bueno e enaltecer o feito de Pedro Abad.

Novamente a Flusócio mente, só que desta vez não reina absoluta no Conselho Deliberativo, como fazia quando avalizava cegamente todas as mazelas cometidas pelo ex-Presidente Peter Siemsen à frente do clube, com a cobertura do então Presidente do Conselho Fiscal Pedro Abad.

E como falar de juros menores se por causa da obtusidade do mandatário o Fluminense está a ponto de perder todos os benefícios financeiros obtidos com os acordos sobre as rescisões com os jogadores demitidos?

Sem ir mais longe: o clube está a ponto de perder as regalias do Profut. E se isso acontecer, as consequências podem ser mais do que trágicas e definitivas.

Numa hora de muita tensão somos obrigados a ter que aturar o discurso rasteiro vindo por parte dos MAVs da Flusócio. Será que são torcedores do Fluminense ou estão em busca de outras sensações?

Ou será que querem desviar o foco e o “adiantamento / empréstimo /fundo” de 50 milhões de reais é o preço que Pedro Abad e Flusócio estão dispostos a pagar para que o Presidente não seja penalizado pela votação do pedido de impeachment no qual está implicado?

Pedro Abad, apesar do seu novo assessor de imprensa (o excelente Alexandre Bittecourt), você já não engana ninguém.

O Fluminense está cansado de gente mentirosa e incompetente. Saiam do caminho enquanto é tempo.

Para este Observatório do Fluminense, a perenidade do clube nunca esteve tão a perigo. E a primeira parte desse plano é acabar com as Laranjeiras, que fique claro e que o Unido e Forte, os Esportes Olímpicos, o PróFlu, a Flu +, a Tricolor de Coração tenham isso em conta. E nunca deixem de remar na direção contrária aos devaneios das lideranças e do alto clero da Flusócio.

Outrossim, cabe a este Observatório do Fluminense ressaltar a importância da participação do Presidente do Conselho Deliberativo, Fernando Cesar Leite, no atual momento do clube. Não pode ser intimidado no exercício da função. É um aviso claro de que não aceitaremos que tentem atropelar o Estatuto do Fluminense.

O Fluminense necessita de paz para seguir em frente. Basta com que o Pedro Abad e a Flusócio saiam de cena. O modelo deles é sinônimo de fracasso e mentira.

Ao recusar a criação do FIDC há mais de seis meses e agora trazê-lo de volta como solução só mostra uma coisa: a forma tão despreparada e desequilibrada de gerir o Fluminense dessa gestão presidida pelo Pedro Abad, sob as bênçãos da Flusócio.

A torcida do Fluminense está ciente.

O Observatório do Fluminense, que defende e defenderá os reais interesses do Fluminense com o máximo rigor, observa!

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Octavio Sarmento - 13/09/2018 às 18h21
Certa ocasião, nos idos de 2011 um cabeça coroada da flusocio, hoje novamente prestando serviço ao Clube, me disse a seguinte pérola: "Flusocio acima de tudo". portanto esta atitude em relação trabalho de engenharia financeira desenvolvido pelo Diogo Bueno ñ me surpreende, pois está em absoluto acordo com a filosofia da flusocio. Digo, faz tempo, que eles ñ são Fluminense, são flusocio acima de tudo. Além disso se mostram cada vez mais incompetentes, verdadeiros " macacos em casa de louças". É necessário que se tome medidas rápidas, pq o Clube ñ aguenta mais esses desmandos.
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