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    Sergio Neves convenceu Adão a usar folha de "Parreira" e a torcer pelo Fluminense. É Advogado e Procurador do Estado, já tendo exercido o cargo de Procurador Geral do Estado do RJ. É Doutor PhD em Direito Econômico e Socioambiental pela PUC-PR.
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em foco • Por Sergio Neves • 03 ago 2015
O acaso voltou... de Gravatinha, com direito a milhas aéreas. Oxalá use sunga no sábado! (por Sergio Neves – “O amigo do Mário”)
Marcos Junior e Ronaldinho Gaúcho comemorando o gol da vitória sobre o Grêmio

Meus amigos tricolores,

Ronaldinho Gaúcho lança a bola, Wellington Paulista ganha por cima e ajeita para Marcos Junior driblar o goleiro e tocar para o fundo do gol. Cena e personagens que a melhor das pitonisas seria incapaz de prever para o único gol da vitória do Fluminense sobre o Grêmio no Brasileirão 2015. O primeiro parecia encerrar carreira no México, Wellington era atacante do Coxa e nossa revelação tinha sido emprestada e era peça descartada do elenco. Juntaram-se ontem, por puro acaso de contratações de oportunidade, lesões, expulsões e substituições, trazendo três pontos fundamentais. Acaso ou Gravatinha de Nelson, com fortes pitadas de trabalho, vontade e dedicação de guerreiro, coincidências felizes para nós.

Depois de duas derrotas seguidas, a primeira por comprarmos uma luta tola contra um coronel decadente e outra para o time do vice-presidente da CBF, que obtém estranhos resultados quando joga em casa, o acaso voltou, voltou e protegeu-nos. 

Amigos, não sei como comemoraram aquele gol. Soltei um grito de gol tanto pela beleza, como pelo desabafo, pela importância da vitória e pelo inusitado. O time não conseguia concluir a gol e parecia que nada encaixaria até o fim da partida. Até que meu desânimo inundou-se por essa tremenda alegria do gol. Exagero? Era um jogo de meio de campeonato afinal. Digo que não. Aquele gol recuperou nossa alma na disputa. Perdêssemos ou empatássemos, lutaríamos de corpo presente e só por uma vaga na Libertadores. A vitória colocou-nos de volta na disputa pelo título e pela Libertadores, de corpo e alma.

Justo ou injusto, porém, é preciso reconhecer que ainda não fomos uma equipe incisiva, brilhante, com intensidade e volume de jogo bastantes para dar à torcida a tranquilidade e a certeza tanto da vitória como do favoritismo. De repente, vencemos, mas temos de reconhecer que o Grêmio perdeu o seu “de repente” cara a cara com o gol após um pênalti de Wellington Paulista em Edinho (por que alguém comete pênalti em Edinho?).

É preciso trabalho e ter seriedade, sem capitalizar o acaso como já fizeram antes. O elenco encorpou com o retorno de Cícero e, em breve, de Vinícius. É inegável que nosso Gravatinha, criado por Nelson Rodrigues, tem mexido seus pauzinhos, mas jogadores como Edson e Marcos Junior têm dado muito de si e merecem essas vitórias, a par de, por vezes, inusitadas. Nossa próxima partida é contra o Avaí na belíssima Florianópolis. Chega de perder pontos para pequenos. Temos de vencer para ficar na ponta da tabela e mostrarmo-nos dignos de disputar o título, o que ainda não conseguimos.

Daqui por diante, tomara que seja trabalho sem festa, dedicação de conjunto sem promoção pessoal. É time na telinha e dirigente no bastidor. Respeitados esses limites vamos mais longe nessa briga.

Sábado que vem a previsão é de sol em Floripa. De Dia dos Pais, pedi a companhia da família para um fim de semana por lá, com direito a jogo do Fluminense. Ótimo programa para os papais tricolores. O vento sul e a água fria atrapalham a praia de Floripa nessa época do ano, mas a cidade é cênica, já nos deu um título de Copa do Brasil e tem excelente gastronomia. Festa garantida fora de campo, se o outro lado trabalhar enquanto nos divertimos, Florianópolis será o melhor lugar do mundo para um tricolor estar no próximo sábado, véspera de Dia dos Pais. Pelo sim pelo não, oxalá nosso Gravatinha use sunga sem perder a linha.

Mário ligou-me já perguntando em tom afirmativo: - vai viajar, né?

- Meu irmão, além de acreditar na vitória, o estádio é tranquilo, o visual é lindo e as ostras são ótimas.

- E o time do Flu?

- Gravatinha neles.

- Com direito à milhagem. Vendemos Walter pro time certo e ele fez gol na hora certa, em São Paulo contra o Palmeiras: Gravatinha! À noite, em Recife, o Cruzeiro que vinha mal tirou dois pontos do Sport. Mantivemos um terceiro lugar com a derrota do Palmeiras e esse empate: Gravatinha, no século XXI, está voando de avião pra ajudar o Flu.

As viagens extenuantes do Gravatinha neste final de semana deixaram-me mais animado para sábado e para o Dia dos Pais. Porém, a festa é só dos pais e da torcida. Gravatinha traz esperança, mas é o trabalho sério, sem festividades antecipadas, que dá a certeza das vitórias. A diretoria não tem motivo pra festa. É trabalho. Então vos digo: trabalhou, ganhou. Não devemos no contentar com ampliação de programa sócio torcedor. A Libertadores é uma meta que tem de ser priorizada. Diretoria não deve aparecer em foto, dela só se deve sentir o cheiro do suor.

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