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    Sergio Neves
    Sergio Neves convenceu Adão a usar folha de "Parreira" e a torcer pelo Fluminense. É Advogado e Procurador do Estado, já tendo exercido o cargo de Procurador Geral do Estado do RJ. É Doutor PhD em Direito Econômico e Socioambiental pela PUC-PR.
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em foco • Por Sergio Neves • 24 ago 2015
Vamos assistir Malhação em horário nobre da TV (por Sergio Neves – “O amigo do Mario”)
Gustavo Scarpa tenta a jogada na derrota por 2 x 1 para o Joinville

Meus amigos tricolores,

Em tempos de cortes no orçamento por conta da crise, pai e mãe de família discutem onde cortar despesas. Alguns supérfluos são prontamente eliminados e lá se foram as férias na Disney. Insuficiente cortar os extras, vamos aos custos mensais. Um colégio particular caro entrou na berlinda, sob o argumento de que tudo é professor e que é o aluno que faz a diferença. O bom colégio foi cortado e cedeu a uma educação pública e gratuita, embora a prestação do carro desejado por papai e mamãe tenha sido continuada.

Minhas chances com Gisele Bündchen continuam num crescer, mas as chances dos filhos do casal de serem aprovados numa Universidade de primeira linha reduziram. Iniciado o segundo turno do Brasileirão, as chances do Fluminense conquistar o título já tendem a zero, conquanto ainda faltem 18 rodadas para o fim do campeonato. Já estamos dez pontos atrás do Corinthians, primeiro colocado isolado, que, ao lado, tem apenas a arbitragem, esta, diga-se, bem distante de nós.

Todavia, querer atribuir à arbitragem a responsabilidade por essas derrotas ridículas sofridas para as equipes mais muquiranas do campeonato, como Vasco, Avaí, Chapecoense e Joinville, é querer criar um cortina de fumaça para esconder a própria incompetência. Os reiterados erros de arbitragem estão a gritar que o Fluminense não realiza um trabalho extracampo ou, que, se o faz, faz mal e de forma ineficiente.

Um título depende, antes de tudo, de decisões administrativas acertadas, distantes do fantasioso e dos interesses pessoais. Fora de campo, a atuação é fundamental junto à CBF e à Comissão de Arbitragem. Imaginemos um Clube hipotético, um clube qualquer e respondamos à pergunta: o que seria mais interessante e efetivo para esse clube? Contratar-se e gastar-se um milhão de Reais ao ano com um árbitro famoso e aposentado para exercer o papel de relações institucionais com os árbitros e orientar a conduta dos atletas, ou contratar um escritório de advocacia?

O que seria mais efetivo: ir à imprensa comentar de forma técnica a arbitragem das diversas partidas, com a autoridade de quem era do ramo ou propor uma ação para receber 100 mil Reais do ex-Presidente da Portuguesa Manoel da Lupa a título de danos morais? O que isso acrescenta à história do Fluminense?

Um campeonato de 38 rodadas demanda um elenco capaz de enfrentar a maratona de partidas a que todos, todos os clubes são submetidos. Entretanto, temos uma equipe que não conta com laterais suficientes, tem somente um atacante (Fred) capaz de fazer gols, mas que vive a se contundir, e um meio campo voluntarioso, mas nada criativo. Quem montou esse trem? Como pode Fred entrar em campo contra o Joinville e, do nada, aos 7 minutos de partida, pedir para sair por falta de condição de jogo? Que Departamento Médico é esse? Como esse atleta vai a campo com a gama de exames hoje disponíveis?

Quem faz festa para debochar, antes da partida, de um adversário que há muito não vence? Coisa típica de time cuja Vice-Presidência de futebol é destituída de pessoas que entendem de futebol.

Azar e arbitragem tendenciosa existem, mas, no nosso caso, a incompetência administrativa é a resposta mais adequada.

Mário lamenta e indaga:

- Você consegue imaginar o Boni da Globo demitindo grandes atores e escalando a galera de Malhação para a novela das 21h.

- Jamais!

- Pois tenho assistido Malhação no pay per view. Há rodadas assisto a um time de terceira divisão ser derrotado para times que deveriam estar na segundona e que para lá caminham.

- Temos um elenco de teste num espetáculo principal.

- Isso aí! Querer ganhar o Oscar com um elenco de Malhação é pura ilusão.

O que atesta o fato de estarmos em quarto lugar?

Atesta que não há Bonis no futebol brasileiro. Nossos dirigentes acham que entendem de futebol e querem impor suas ideias sobre as dos boleiros, que por eles foram denegridos. Gastam de acordo com a sua conveniência, mesmo se deixarem o principal de lado. Dentre os incompetentes, fomos os “menos piores” até agora. Porém, algo me diz que, se a equipe não melhorar e muito, só assistiremos à próxima vitória daqui a umas oito rodadas, contra o Goiás talvez, ficando lá pelo meio da tabela.

 

 

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