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    Leandro Capela
    Leandro Capela é graduado em Engenharia de Produção pela UFRJ e fascinado por interpretar números. Filho de Oxóssi e apaixonado pelo Fluminense, pela Portela, pela Carolina e por seus cinco cachorros, não necessariamente nessa ordem
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em foco • Por Leandro Capela • 28 nov 2016
Reflexões e construções sobre o processo eleitoral (por Leandro Capela - "Resenha em 3 cores")

Inicio esta coluna convidando a um exercício de imaginação. E se um candidato a prefeito condicionasse a construção de um hospital à sua vitória? E se outro candidato tivesse recebido doações milionárias para sua campanha e não apresentasse publicamente sua prestação de contas? E se, no dia da eleição, alugasse trios elétricos para tocar seu jingle? Ou contratasse militantes para distribuir material de campanha? E se um candidato alugasse uma dúzia de ônibus para facilitar o transporte de eleitores? E se outro candidato, na condição de situacionista, inaugurasse obras nos últimos meses de campanha? E se um veículo de comunicação divulgasse pesquisas “boca de urna” ao longo do dia enquanto pessoas votavam? Isso tudo seria proibido pelo Código Eleitoral, certo?

Mas ele não se aplica a instituições privadas, o que é o caso do Tricolor. Hoje, o nosso estatuto não prevê tais questionamentos. Não traz as regras do processo. Na eleição que acaba de passar, houve candidatos e veículos de comunicação agindo de forma semelhante, dentro da legalidade e não proibida expressamente.

Dessa forma, urge uma adequação do estatuto do Fluminense às Leis nºs 4.737/1965, 9.504/1997 e 13.165/2015, dentro do que puder se adaptar à estrutura política do clube, ou até mesmo alterá-la. Esta eleição inaugurou uma era que pode ser perigosa, se não nos precavermos.

Houve uma denúncia de compra de voto, registrada em ata por uma testemunha. A versão é de que uma pessoa, vestindo a camisa de uma das candidaturas, ofereceu quitar as pendências de uma eleitora. Caso tenha sido verdade, será o caso mais grave de todos. Nem precisa ser expressamente proibido para ser abominado.

Depois desse, dois casos me chamaram a atenção em igual proporção. Um foi a campanha milionária de Mário Bittencourt, com direito a trio elétrico e ônibus para trazer torcedores. Outro, o anúncio de contratações condicionadas à vitória de Celso Barros. Sem hipocrisia, adiciono um terceiro componente, da chapa que apoiei: em nada me agradou o uso da máquina nos últimos meses da gestão Siemsen.

Não me estenderei em cada um deles, mas faço, desde já, um apelo aos conselheiros eleitos: vamos trabalhar na adequação do estatuto às leis eleitorais? Desde já me disponibilizo para ajudar no que for necessário. A construção começa agora.

Leandro Capela

 

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