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em foco • Por Heleno Sotelino • 24 abr 2017
É o destino (por Heleno Sotelino - “Renovação e Oxigenação”)

Cresci numa época em que ganhar do Vasco era normal. 

Até meados dos anos 70 as grandes decisões eram mais frequentes contra o Flamengo, mas com a Máquina Tricolor começamos a ver decisões contra o nosso freguês preferido à época,  o Vasco, nosso saco de pancadas de estimação.

À época, já íamos para o Maracanã sabendo que teríamos alegria. Eram comuns placares dilatados. 5 x 1 em  74, com direito a faixa na arquibancada: “Vascão, cinco muito”. Em 75 duas vezes 4 x 1 em dois meses. Em 76 mais 4 x 2, 3 x 0 e assim por diante, sem contar os  1 x 0 e  2 x 1. Mas os dois pontos eram garantidos.

Contra o Vasco vi Doval acabar com um campeonato com direito a comemoração com um samba do Império Serrano. Em 1980, contra o mesmo Vasco, João de Deus surgiria para consagrar nossa torcida. E como recompensa, Edinho botou mais uma taça nas Laranjeiras, com direito a briga de mascotes antes do jogo.

Não esqueço também do Brasileiro de 84. Quem esqueceria? Casal 20 e Romerito. Flu campeão brasileiro. Ninguém mereceu tanto.

Mas esse massacre contra o mesmo Vasco na semifinal do Carioca me fez recordar os velhos tempos.

Exatamente esse mesmo Vasco que um dia pensou em superar a grandeza do Fluminense.    No Maracanã mostramos o que é um resgate.

Sempre venho me batendo aqui que estamos na gestão do resgate.

Mas o que vimos no Maracanã foi o resgate da camisa do Fluminense. Abel e companhia mostraram a competência em resgatar o que de mais importante tivemos pelos tempos. A tradição da camisa tricolor.

Foi o resgate dos clássicos. Da decisão. Somos finalistas.

Wellington e Wendel nos encheram os olhos. Henrique, coração de Leão. E a chapelaria de Lucas? E valeu, nosso Léo Arantes do Nascimento (apud, Paulo Roberto Andel)! O Casal 20 do Equador enche nossos olhos. Richarlison, o garoto Pedro...

O resgate de Diego Cavalieri. Monstro!

Estamos na final. Que venha o Flamengo. Sou mais eu.

Que venha qualquer um.

A camisa é o que importa.

Ganhar do Vasco é mais do que a volta ao passado. É o reencontro com o sabor de ser grande.   De ganharmos uma decisão. 

Esse é o Fluminense.

Nosso adversário começou o campeonato tomando uma chinelada de 3 x 0, lembram?

Agora sai do campeonato com uma chinelada de 3 x 0.

Nunca vai mudar.

Afinal, o Fluminense nasceu destinado à Gloria, aos títulos, às taças.

É o destino.

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