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em foco • Por Heleno Sotelino • 22 mai 2017
Uma gestão eficaz e transparente (por Heleno Sotelino - “Renovação e Oxigenação”)

Se por um lado a entrevista de Diogo Bueno ao portal GLOBOESPORTE foi bastante esclarecedora do ponto de vista situacional, não podemos também deixar de nos preocupar com o que foi feito no Fluminense, em termos de gestão, nos últimos anos.

De fato, a gestão capitaneada pelo Presidente Pedro Abad herdou uma terrível situação financeira causada por administrações financeiras e de futebol  que parecem não ter tido preocupação com a perenidade do clube e sim apenas com o ego do próprio administrador.

A transparência da gestão financeira atual, comandada pelo Vice Presidente de Finanças Diogo Bueno, mostra com total transparência essa falta de compromisso para com o Fluminense.

Ao longo de 2015 e 2016 foram contraídas inúmeras dívidas com empresários e agentes de futebol, o que por si só já se pode afirmar ser uma prática pouco recomendada, condenável mesmo. Os próprios empresários, que já não tinham mais esperanças de receber e  fatalmente  acionariam o clube junto ao Poder Judiciário, concordaram em renegociar essas dívidas e ainda se manifestaram elogiosos no que concerne à forma de gerir as finanças desenvolvida pela nossa área financeira.

Também dívidas bancárias e outras dívidas de caráter financeiro, todas tinham seus vencimentos previstos para 2017, o que inviabilizaria qualquer gestão que assumisse o clube.

Na verdade, tais fatos foram resultantes dos adiantamentos conseguidos com as cotas de televisão, da venda do Gerson e de outras operações financeiras que, se por um lado fizeram que o balanço de 2015 apresentasse um superávit contábil, por outro estrangulou a possibilidade de qualquer administração financeira sadia para com o passivo gerado.

Não só olhando a entrevista, mas também o balanço da gestão passada, vimos que as receitas extraordinárias eram utilizadas de maneira equivocada, senão sem planejamento. 

Contratações equivocadas, contratos dilatados de forma inexplicável, dívidas com empresários, salários acima do mercado - não só no futebol - enfim, inúmeros desserviços prestados por uma gestão financeira acéfala e que dependia apenas da vontade imediata do Presidente que, a seu bel-prazer, modificava contratos, contratava quem quisesse, estipulava salários, mexia em tudo, transformando o Fluminense num império balburdio, cuja última e única palavra era exatamente a sua.   

Nas palavras do próprio Diogo Bueno, as luvas do televisionamento de jogos (R$ 80 milhões) e a venda de jogadores, especialmente Gerson (R$ 52 milhões), geraram um superávit enganoso de R$ 8 milhões. O que nos alenta é que isto é um dos objetos de mudanças da atual gestão.

Afinal, o que era a gestão financeira do Fluminense então? Quem era o Vice Presidente de Finanças? Qual o planejamento dele para o Fluminense? Mais, ainda pergunto: alguém lembra o nome do último VP de Finanças da gestão Peter?    

Pois é.

Mas os ventos estão mudando.

Quero recorrer às palavras do nosso Diogo em sua entrevista para ilustrar o porquê de acreditar que os ventos estão realmente mudando:

“Tem uma diferença: a primeira pessoa, na cadeira da presidência do clube, que tenta mudar isso é o presidente Pedro Abad. Ele está tomando medidas necessárias. Não posso contratar, não contrata. É o primeiro presidente que, no jargão, não empurra com a barriga. É uma mudança de perfil. É uma grande preservação da instituição”.

Exatamente isso.

A visão hoje é diferente. A visão hoje é de futuro.

Hoje se pensa no amanhã para que não se repitam os erros de ontem.

Com a repactuação das dívidas e a chamada reengenharia financeira desenvolvida, o Fluminense começa a fazer a gestão não de maneira pontual e sim visando uma tranquilidade conjuntural para que sobreviva com uma certa tranquilidade até o fim da gestão e possibilitando que futuras administrações não venham a ter os mesmos problemas e desafogando sobremaneira o caixa e as finanças do clube, visando um futuro melhor e a própria perenidade do Fluminense.

Não se vende para fazer caixa. Se vende para investir. Para não colapsar futuramente as finanças.

Novamente, as palavras de Diogo Bueno nos trazem a alegria de voltar a pensar grande:

“Essa gestão trabalha não só pelos próximos três anos. Mas pelos próximos 100 anos. O Fluminense tem de almejar ser o top 3 do Brasil em tudo o que ele fizer. Em três anos, conseguiremos fundamentar os pilares para o clube figurar entre os melhores do Brasil. Como diria Nelson Rodrigues, o Fluminense nasceu para a eternidade”.

E vai aqui um pouco da nossa preocupação. Numa época de prestação de contas de uma gestão que pode ter dado causa a um caos financeiro, como todos aqueles que têm uma responsabilidade com os destinos do Fluminense reagirão a isto? 

Nossa responsabilidade é grande. E não se trata de punições ou retaliações, mas de uma reação natural a erros do passado para que sejam criados mecanismos para que não se repitam no futuro.

Sorte nossa que temos hoje à frente do clube um homem como Pedro Abad, preocupado em colocar tudo em ordem. Sorte nossa termos hoje um Diogo Bueno à frente de nossas finanças, não se escondendo e honrando o cargo com competência e transparência.

Por fim, nossos parabéns à gestão capitaneada pelo Presidente Abad e em especial ao próprio e ao Diogo Bueno, não só pela competência, mas, sobretudo, pela preocupação em manter o Fluminense vivo e gigante, visando o futuro ganhador e glorioso como sempre tivemos.

Isso já começa a aparecer.

Esse é o Fluminense que queremos. É a gestão que desejamos. Competente, eficaz e transparente.

E que venha o futuro!

 

 

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