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    O Engenheiro Julio Bueno, amante da MPB, sambista convicto, passou parte da sua infância e juventude na Glória, um dos bairros mais emblemáticos do Rio de Janeiro. Pai e avô de gerações de Tricolores, leva o DNA do Fluminense no sangue há mais de 10 mil anos
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em foco • Por Julio Bueno • 01 jun 2017
Noite para ser esquecida. Lição para ser aprendida (por Julio Bueno - “Por um Fluminense perene”)

Jogo decisivo marcado para 19h30. Sofrimento da torcida. Enorme dificuldade para se chegar ao Estádio. Chegando, fila gigante, porém civilizada. Uma multidão chega atrasada. Setor leste inferior, tantas vezes frequentado, tinha sido modificado. Ficou mais barato. Mas, com desconforto inesperado. Nada importante. Importante foi chegar atrasado e ver no telão a expulsão de Nogueira com 4 minutos de jogo. Sentimento de indignação e perplexidade.

E aí o time não se encontrou. Time jovem, se surpreendeu com uma situação completamente inesperada. Propiciou um terreno infantil ao adversário. O time do Grêmio tem grandes qualidades. Foi o time que mais pontuou na Libertadores, composto desde o ano passado. Matou o jogo com a facilidade que lhe foi concedida.

Ninguém jogou bem. Douglas não jogou nada. Mal posicionado, foi dele os principais espaços concedidos ao time adversário. Scarpa lento e sem ritmo de jogo. Nossas grandes esperanças foram inúteis.

A recomposição da zaga também foi muito lenta. A necessidade da vitória não deveria forçar uma atitude ofensiva, sem base na realidade do jogo. Os laterais devendo. Lucas um pouco melhor. Léo, com a timidez ofensiva de todos os jogos. Henrique, Orejuela e Wendel se salvaram, sem serem brilhantes. Dourado é um capítulo à parte. Luta, briga, tenta de tudo. Tem pouco futebol, mas não pode ser culpado de nada. Quem conhece a história do Fluminense sabe que tivemos muito piores que fizeram história no clube. Richarlison cansado. Precisa de um tempo.

Os que entraram: Luiz Fernando, que substituiu Douglas, deve ser usado. Reginaldo ainda é dúvida. E Renato uma certeza. Não tem lugar no Fluminense.

Nosso Cavalieri continua sem dar confiança, embora não tenha sido culpado de qualquer dos gols. No primeiro, alguns o acharam adiantado. Mas, o chute foi no ângulo. Continua hesitante na saída do gol, principalmente na jogada de contra-ataque.

Algumas lições importantes. Não me lembro de ver um juiz expulsar um jogador aos 4 minutos de jogo em uma falta que merecia cartão amarelo, nada mais do que isso. O juiz desmontou o espetáculo. As arbitragens, nos jogos decisivos, têm sido contra o Fluminense. Há de se fazer alguma coisa. Embora não comungue da teoria da conspiração, e tenha uma grande dificuldade de saber o que fazer nessas situações, sempre ouvi que futebol se ganha também no campo. Preocupa-me a possibilidade de não termos na Direção gente escolada no negócio. Não tenho certeza, apenas acho que refletirmos sobre o quanto fomos prejudicados, e nos posicionarmos, faz todo o sentido.

Sou um entusiasta do trabalho do Abel. Não teríamos ninguém melhor do que ele na atual conjuntura. Mas, fico preocupado com a nossa postura defensiva, pouco agressiva. Quando marcamos atrás da linha da bola, e nada contra isso, nossa atitude é de esperar o adversário. Quem vê os jogos, por exemplo, do campeonato inglês, observa que poucas são as vezes que um jogador tem tempo para pensar o jogo. Contra o Fluminense, principalmente pelas laterais, isso ocorre normalmente. Vale também observar que nos últimos dois jogos, Vasco e Grêmio, tomamos gols atrás da zaga, sem conseguir deixar os adversários impedidos.

Por fim, nos lançarmos ao ataque de qualquer jeito não é uma postura inteligente. Em um time jovem como o nosso, cautela e caldo de galinha não fazem mal. Esse time do Fluminense está sendo montado. Há de se ter paciência. Esquecer a noite, mas, aprender as lições duramente sofridas.

 

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