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    O Engenheiro Julio Bueno, amante da MPB, sambista convicto, passou parte da sua infância e juventude na Glória, um dos bairros mais emblemáticos do Rio de Janeiro. Pai e avô de gerações de Tricolores, leva o DNA do Fluminense no sangue há mais de 10 mil anos
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em foco • Por Julio Bueno • 24 jul 2017
Bola Parada (por Julio Bueno - "Por um Fluminense perene")

Dentre as várias regras que o campeonato brasileiro vem forjando ao longo do tempo, uma é relativa às bolas paradas. O bom desempenho nesse campeonato requer que um time não tome gols de bola parada e, ao contrário, faça gols de bola parada. Complementa-se essa regra com não tomar gols de falta, e fazer gols de falta.

Ao avaliar-se o desempenho do Fluminense neste campeonato brasileiro, verifica-se que estamos transgredindo tais regras, e isso explica em parte o medíocre desempenho do nosso time. Entre faltas, laterais e escanteios o Fluminense levou exatamente nove gols. Dois de falta contra o Grêmio, dois de bolas laterais alçadas na área - Palmeiras e Chapecoense, três gols de cabeçada após cobrança de escanteio- Atlético Mineiro, Botafogo, e Corinthians, um gol a partir de falta do lado da área- São Paulo. Incluo, ainda, o gol contra o Cruzeiro, resultante de um chutão que perdemos na cabeça.

É muito.

E o pior é que nosso aproveitamento na bola alçada na área é pífio. Curioso é termos tomado dois gols de lateral, e não ter feito qualquer gol, uma vez que o nosso lateral esquerdo, Léo, tem essa jogada como uma das suas especialidades. Além de não termos feito gol de falta no campeonato. Se tivéssemos evitado metade desses gols, e feito uns três de bola parada, nossa posição na tabela seria muito mais confortável.

Ontem, contra o Corinthians, líder incontestável do brasileiro, realizamos nossa melhor partida defensivamente. Tivemos mais posse de bola. Chutamos uma bola na trave. E perdemos em um gol de bola parada! Por outro lado, não tivemos sucesso em nenhum escanteio, e cobramos muito mal as faltas a nosso favor.

É vital para o desempenho do time que o nosso sistema defensivo treine exaustivamente as bolas paradas. É vital que tenhamos consciência que, para melhorar o nosso desempenho no campeonato, as bolas paradas - faltas e escanteios- tornem-se uma arma a nosso favor, ao invés do terror de que somos acometidos toda vez que surgem contra o time do Fluminense.     

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