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    Carlos Henrique Faria
    Engenheiro e administrador apaixonado por futebol e, principalmente, pelo Fluminense. Acredita que a Gestão Empresarial pode ajudar em muito um clube de futebol
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em foco • Por Carlos Henrique Faria • 21 jul 2017
Parabéns Fluminense! 115 anos de glórias (por Carlos Henrique Faria - “Falando de gestão”)

Eu poderia aqui escrever muitas linhas sobre o Fluminense, exaltar sua história, suas conquistas, suas glórias, mas vou preferir contar algumas estórias. Estórias de como essa paixão se construiu ao longo do tempo.

Como muitos de nós, minha relação com o Fluminense começou em casa. Meus pais trabalhavam e eu passava as tardes na casa dos meus avós paternos. Meu avô, curiosamente, não era tricolor, torcia pelo São Cristóvão F.C, apesar de toda sua família torcer pelo Fluminense, dizia que seu segundo time era o Fluminense.

Nas tardes que passava com ele ouvia diversas histórias sobre o futebol, muitas do tricolor que ele acompanhava com seu pai e irmãos e posteriormente com meu pai que era um tricolor convicto. Meu avô era um apaixonado pelo futebol. Aprendi o que era um “Goalkeeper”, “Center Foward” ou ainda “Half” Esquerdo e também o que era o “WM”.

Ele tinha alguns ídolos no futebol, dentre eles dois tricolores: Carlos Castilho e Telê Santana. Consequentemente, foram meus primeiros ídolos no futebol, apesar de nunca ter assistido a sequer uma partida deles.

Eu ficava perturbando meu pai para ir ao Maracanã com ele, até que um dia ele me levou em um Fluminense x Vasco em 1980, 1 x 0, gol de Edinho de falta. Eram 106.000 no estádio. Aquilo me entorpeceu. Eu tinha 6 anos.

Três anos depois eu estava no primeiro gol de Assis. Êxtase total.

No ano seguinte, na semifinal de 84, jogo de ida no Morumbi, nos reunimos na casa da minha bisavó para um churrasco e depois ver o jogo. Éramos uns 80 tricolores divididos em duas TVs. Enlouquecemos com os 2x0. Semanas depois estávamos no Maracanã, todos nós, comemorando nosso segundo título brasileiro.

Nesse dia eu compreendi que o Fluminense era muito maior que seus jogadores, não tínhamos um ídolo único, que era muito comum naquela época, nós éramos a torcida, envergando nossas camisas e bandeiras. O que fazia o Fluminense diferente eram os seus seguidores, tão grande como o próprio clube, éramos uma horda de apaixonados, unidos por um propósito único.

Como disse Nelson Rodrigues: “Uma torcida não vale a pena pela sua expressão numérica. Ela vive e influi no destino das batalhas pela força do sentimento. E a torcida tricolor leva um imperecível estandarte de paixão”.

Depois disso, eu cresci e passei a ir à maioria dos jogos sem meu pai. Ele já tinha cumprido a missão dele de me mostrar o que é o Fluminense. Vivi outros momentos épicos e tristes, certamente como são as relações passionais. Presenciei mais três títulos nacionais. Vi vitórias e derrotas.

Ao fim, eu percebo que, acima de tudo, o Fluminense me faz bem.

Hoje chegou a minha hora. Com o nascimento do meu filho, em breve será minha a missão de mostrar para ele o que é o Fluminense. E eu sei que eu vou ver nos olhos dele o mesmo brilho que meu pai viu no meu olhar há trinta anos. E a missão estará cumprida e a força do Fluminense permanecerá, junto com a sua torcida, pois sem ela nada faz sentido.

Ao Fluminense, parabéns pelos seus 115 anos e obrigado por tudo.

De um eternamente apaixonado tricolor.

Saudações Tricolores.

O Tricolor e engenheiro Carlos Henrique Faria é sócio do Fluminense e um dos Coordenadores do MR21 - Movimento de Renovação 21 de Julho

 

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