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    O Engenheiro Julio Bueno, amante da MPB, sambista convicto, passou parte da sua infância e juventude na Glória, um dos bairros mais emblemáticos do Rio de Janeiro. Pai e avô de gerações de Tricolores, leva o DNA do Fluminense no sangue há mais de 10 mil anos
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em foco • Por Julio Bueno • 02 ago 2017
Como montar um time competitivo (por Julio Bueno - "Por um Fluminense perene")

A diferença entre receitas entre os grandes clubes brasileiros é realmente preocupante. Tanto a televisão quanto a renda obtida em projetos de marketing e merchandising podem proporcionar uma importante diferença de receita entre clubes com grandes torcidas e clubes com nichos de torcedores, como é o caso do Fluminense. Embora sejamos também um clube de massa, pois 3 milhões de torcedores é um número muito relevante, chamo de nicho o nosso posicionamento da marca, talvez até mesmo sendo um estereótipo, por sermos identificados como  um clube com torcedores com maior poder aquisitivo e maior escolaridade. Mas o fato concreto é que, pela própria profissionalização, em particular do Império do Mal, as diferenças entre receitas vêm se acentuando.

Mas isso não significa que não podemos ser competitivos. Significa apenas que teremos que ser mais competentes. Sobram no mundo exemplos de clubes que, embora tenham receitas menores, conseguem ser competitivos. Exemplos aqui de perto são os clubes uruguaios e paraguaios que, embora oriundos de países com população muito menor que a brasileira e que a argentina e receitas muito menores, conseguem resultados esportivos relevantes. A seleção uruguaia e a chilena são bons exemplos a serem citados. Atlético de Madri e Borussia Dortmund precisam também de observação por, apesar de concorrerem com competidores muito mais fortes, conseguem bons resultados esportivos.

A gestão do Presidente Pedro Abad entendeu o desafio e está promovendo melhorias fundamentais para que o Fluminense se torne competitivo. A primeira, e mais importante, é a mudança na mentalidade e na profissionalização do clube. O quadro profissional do Fluminense deve ser contratado e estar imune aos grupos que, infelizmente, hoje abundam no clube. Ninguém pode ser contratado para agradar a facção A ou B, mas pela competência profissional que possui. A Direção eleita do clube, bem como o Conselho Deliberativo, é que devem propiciar a representatividade das diversas correntes. Felizmente essa é a compreensão do então Presidente. Adicione-se a isso o modelo de gestão que está sendo implantado, semelhante ao das corporações mais bem sucedidas. Isso irá assegurar que iremos aumentar as receitas, fidelizando a nossa torcida e aplicando judiciosamente os recursos gerados, o que é inédito neste Fluminense contemporâneo.

Outra questão decisiva é o desenvolvimento de talentos. Esse projeto, é importante reconhecer, é consequência de uma sucessão de ações corretas de diversas Diretorias. O que se faz agora é, uma vez possuindo uma massa crítica obtida ao longo do tempo, torná-la mais profissional e competente. É tarefa das mais árduas, a mais fundamental para a competitividade do Fluminense. E o que nos dá mais otimismo é que o Projeto está em mãos de profissionais reconhecidamente competentes, liderados por Marcelo Teixeira. Grande parte, certamente a maior, do futuro sucesso do Fluminense, está depositado nessas ações.

É preciso chamar a atenção para outra ação que, pela precariedade de recursos, temos tido pouco espaço para fazer neste ano, que é identificar talentos em clubes menores. Se observarmos os líderes do campeonato brasileiro veremos que a composição dos elencos leva em conta diversos jogadores adquiridos em clubes de menor expressão. Temos que reconhecer que esta atividade, a de identificar talentos e trazê-los, é de grande complexidade. Importante diferenciar do desvario da última Diretoria, que trouxe uma penca de jogadores com a relação custo-benefício comprometida e que explica a maior parte da penúria financeira que enfrentamos.

Ainda há outra ação que se não podemos, no momento, devemos sonhar com ela. Trazer ídolos já consagrados. Poucos, mais eficientes. Que façam a diferença. Jogadores como Rivelino, Romerito e Fred fizeram muito bem ao clube. Isso deve também ser um dos objetivos do Fluminense. A arrumação financeira deve ter essa consequência. Aliás, a mais importante, do meu ponto de vista. 

O que conforta é que o caminho, enfim, está traçado e vem sendo executado. Força ao presidente Pedro Abad para conduzir a imensa e árdua tarefa da transformação de uma das glórias do esporte nacional: o nosso Fluminense Football Club. 

 

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Gilson Luís de Araújo - 25/08/2017 às 14h10
Sou profissional de vendas, moro na zona Norte e o fluminense ainda e um clube voltado para zona Sul, precisa melhorar a sua marca em todo Rio de Janeiro, sou sócio torcedor e acho o presidente razoável, precisa ser mais audacioso, o time e limitado, precisávamos de um jogador com mais bagagem, para chamar a responsabilidade e aliviar o escarpa, os garotos da base São bons, mas quem é craque? Saudações tricolores.
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Deusimar Nóbrega - 02/08/2017 às 13h53
Parabéns Júlio pelo Belo texto, pela bela opinião e reconhecimento . Juntos seremos mais forte .
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