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em foco • Por Heleno Sotelino • 30 ago 2017
Quem liga? (por Heleno Sotelino - “Oxigenação e Renovação”)

Um dos assuntos que mais se discutiu nos últimos dias foi a decisão do nosso treinador Abel em escalar um time reserva para enfrentar o Londrina pela Copa da Primeira Liga em suas quartas de final.

Em princípio, muitos, inclusive eu, criticaram a decisão, uma vez que a opinião é de que em qualquer que seja o torneio em que participe o Fluminense,  o mesmo tem que entrar para ganhar, não sendo apenas um coadjuvante.

Ademais,  num regime de profissionalismo que tanto se defende em nossos debates e levando em consideração ainda a situação financeira precária existente hoje em nosso clube, não há como se desprezar qualquer oportunidade de receitas.

Nesse tópico, não existe discussão. O Fluminense precisa de dinheiro e à medida que avança de fase vai recebendo bônus e se chegar a ser campeão pode ter uma premiação aproximada de R$ 3 milhões, o que seria de uma ajuda incomensurável.

Então, por este aspecto, não há como relegar a segundo plano uma possível classificação à final do torneio, o que, por si só, já demonstraria a importância de lutar para conquistar esse bicampeonato.

No aspecto político, vejo, e já falei aqui, que a Primeira Liga, se não chega a ser uma revolução no futebol brasileiro, é um primeiro passo para que este tenha um conteúdo profissional, tirando da CBF e de seus eternos e escusos interesses o domínio do futebol brasileiro no que se refere às competições clubísticas.

Há que se aplaudir qualquer iniciativa de se mudar a forma de gestão do futebol brasileiro.    Há que se aplaudir a tentativa de se libertar do jugo ditatorial das federações e da própria CBF com sua máquina viciada, corrupta e sua maneira arcaica e interesseira de administrar o futebol brasileiro.  

E aqui se deve admitir uma oxigenação no futebol brasileiro como um todo; contudo, não se deve apenas cogitar de mudar os dirigentes. Trata-se de mudar, aqui, de atitudes, de modelos,  de formas, enfim, o que se pede não é a renovação de nome ou de pessoas e sim do modelo de gestão que levou o futebol brasileiro ao descrédito em anos e anos de gestões que visam interesses pessoais, holofotes, trampolins e até, em alguns casos, corrupção. Práticas arcaicas de pessoas que se colocam acima das instituições.     

Na verdade, o que queremos é mudança, mas não a simples mudança de mãos e sim de olhos.   Mudança de como enxergar o futebol. Mudança real de gestão e de métodos de gerir.

E este talvez seja o maior escopo da Primeira Liga.

E, neste aspecto, não há como, mais uma vez, relegá-la a um segundo plano.

Mas Abel é o treinador do Fluminense.

Como tal enfrenta um panorama técnico em que vê o Fluminense disputando três competições simultâneas e, dentro do seu raciocínio, tem que fazer opções.

E entre três alternativas, Sula, Brasileiro e Primeira Liga, resolveu que as duas primeiras seriam as prioridades e resolveu ainda aproveitar a paralisação do nosso futebol em função das Eliminatórias da Copa 2018 para fazer uma intertemporada e deixar o time fisicamente apto a disputar ambas a contento, querendo crer, inclusive, que a prioridade máxima é a Sul-americana, não só pelo volume financeiro, mas, sobretudo, por ser um atalho para a Libertadores.

É claro que eu, torcedor raiz, da mesma forma como outros, quero ganhar a Primeira Liga.   Lembro ainda com muita saudade a inesquecível ida a Juiz de Fora de onde voltamos com a Taça.

É sempre bom uma final. Uma taça a mais cai muito bem em nossa Sala de Troféus.

Por outro lado, embora possa, repito como torcedor, não concordar com a atitude e com o pensamento do nosso Abelão, respeito muito sua opinião e sua escolha, vez que ele é a pessoa mais abalizada para saber em que condições está o elenco.

Estamos dando esse voto de confiança ao Professor. Ele deve saber o que está fazendo. E digo mais, vamos ganhar a classificação e partir para uma semifinal no próximo sábado e aí começaremos nova discussão se jogamos ou não com o time titular.

Enfim, hoje é dia de Fluminense.

Não importa se está com o time titular ou não. O que importa é que estará em campo a camisa do Fluminense. A mística e sagrada camisa do Fluminense.

E por ela vamos vibrar, vamos torcer, vamos chorar e vamos sorrir.

E vamos ganhar.

Dá liga, Fluzão! Quero gritar CAMPEÃO!

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