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    Eduardo de Moraes
    Eduardo de Moraes é advogado criminal, tricolor de várias gerações, iniciando sua paixão nas arquibancadas das Laranjeiras sempre na companhia do seu saudoso pai, Evaristo de Moraes. Integrante do Flu2050, ocupou, nas gestões anteriores, cargos como Vice-Presidente e Diretor Jurídico.
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em foco • Por Eduardo de Moraes • 19 set 2017
Joguem por nós! (por Eduardo Moraes - “A voz das Laranjeiras”)

Chegamos ao limite da tolerância.
 
Mas não adianta mais criticar as tímidas e vergonhosas contratações de Lucas, Marlon e Romarinho (nesse último caso, poderíamos ter trazido um zagueiro de qualidade). Não adianta mais criticar a trapalhada (uma mistura de Peter Sellers com Jerri Lewis) de contratar um tal de Robinho sem, antes, pagar os atrasados aos atletas pelo direito de imagem. O não comparecimento de um advogado a uma audiência (valor da causa: quase três milhões) e culpar, demitir e nominar publicamente uma funcionária. Que covardia!
 
Meus amigos, o Fluminense é muito maior. Muito. Provamos isso na quinta. Nossa torcida é inteligente. Lotou o Maracanã. Sabe apoiar espontaneamente. Sem apelo. Sabe torcer os 90 minutos. Sem perder a voz. Sabe empurrar um time de pangarés. Sem entregar os pontos. Sabe tornar o impossível em realidade.
 
Falando em realidade, estamos na reta final da temporada. As janelas se fecharam e restou, tão somente, fecharmos a casa e nos unirmos. Não temos outra saída. União ou união. Não deixar entrar pela janela o fantasma do vexatório rebaixamento. Não temos outra opção. Vamos deixar política de lado. Peço a todos. Aliás, quem está pedindo, nesse momento, é o Fluminense Football Club. Clube que vocês amam, provavelmente, influenciados pelo pai ou avô. E que seus filhos também amam (ou amarão). Naturalmente, cada um tem sua predileção pelo melhor gestor. Mas vamos deixar isso de lado. Pelo menos, até o final de dezembro. Pacto?
 
Para colocar em prática esse pacto, essenciais três movimentos: (i) da diretoria, colocando rigorosamente em dia os salários e direitos de imagem; (ii) dos atletas – e falarei de alguns deles abaixo –, que precisam sentir a importância de vestir essa camisa, precisam dignificar essas três cores e precisam saber que, se caírem, a queda será dura e (iii) da torcida, e esse pedido considero desnecessário. Nossa torcida é sensacional e sempre abraçou os seus atletas.
 
Feitas essas considerações – e serei breve –, sobre o jogo contra a LDU, o espetáculo ficou apenas na arquibancada. O time estava apático, sem sangue nos olhos, não correspondendo ao carinho da multidão tricolor. Jogo morno e que poderá custar caro no próximo jogo. Os equatorianos são horrorosos, a começar pelo goleiro Nazareno (que me fez lembrar aquele quadro do Chico Anysio, com aquela mulher fantasiada de cruz credo).
 
Na altitude, espero que o pacto acima seja cumprido. Raça, vontade, coragem e ousadia. Sem jogar recuado, com medo. Serem solidários. E acreditar. Tornar o time pacto compacto, um próximo ao outro. Não faltará ar. Acreditem. E jogar com inteligência. Tocar com menos força na bola, seja para passar, lançar ou chutar. A velocidade é outra lá em cima.
 
Sobre o jogo de domingo, outra decepção. Primeiro tempo péssimo, fomos totalmente dominados. Achamos um gol no final do primeiro tempo e, por incrível que pareça, iniciamos bem a etapa final. Individualmente, apesar da falta infantil cometida no lance do primeiro gol deles, gostei do Richard. Destaque negativo, novamente, para Wendel. Esse menino está deslumbrado. Fominha e displicente. Estrelinha. Erra quase todos os passes. E não está nem aí. O importante é ele. Wellington Silva, em menor proporção, também não vem correspondendo. Firuleiro, sem objetividade. Ele é importante para o grupo. Precisa voltar a ser o nosso guerreiro.
 
Scarpa alterna. Não joga com segurança. Jogador precisa ter confiança e isso, a meu ver, falta no Scarpa. Não gosto dos laterais (tanto os titulares quanto os reservas). Aliás, nesse jogo, Renato foi egoísta. Ao invés de entregar para um companheiro, livre, fazer o gol, optou em chutar. E esse é um dos problemas atuais do elenco. O individualismo. Há exceções, como o Ceifador (e incluo o Peu), que supera a limitação técnica pela raça.
 
Para encerrar, a título de sugestão, colocaria o Sornoza na quinta. Ainda não pensei na escalação e quem poderá jogar, mas acho que cabe o quarteto Sornoza, Scarpa, Wellington Silva e Peu. Wendel como segundo homem. Douglas ou Orejuela (que vem jogando muito mal) como cabeça de área. O que acham? Qual seria a escalação de vocês? Fico por aqui, reiterando o pedido de União. Não vamos ser inimigos de nós mesmos.
 
Vamos Fluzão.
 
ST

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