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    Mônica Cury
    Mônica Cury é jornalista pós-graduada em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte. Mineira de Juiz de Fora, curte mochilar pelo mundo e carrega a bandeira tricolor para onde quer que vá. Joga futebol, se arrisca no futevôlei, mas é craque mesmo na arte de torcer para o Fluminense.
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em foco • Por Mônica Cury • 12 set 2017
Que tipo de torcedor é você? (por Mônica Cury - “Um sentimento Verde, Branco e Grená”)

Eu não sou daquela turma que fica na internet dizendo quem é e quem não é tricolor. Menos ainda pretendo fazer uma escala de melhores torcedores e piores torcedores. Minha única pretensão aqui, amigos e amigas, é fazer com que vocês façam uma reflexão com vocês mesmos.
 
Vamos supor que o Fluminense seja um clube sem torcida. Um clube vencedor, cheio de empresários bem sucedidos em seu comando, pessoas experientes administrando e um time cheio de craques. Mas sem torcida. Disputa todos os campeonatos e fatura taças todos os anos. Faça de conta que o Fluminense está na final da Libertadores. Mas não tem torcedores. O time entra em campo numa final e ninguém grita nada. Ainda sim, os jogadores são muito superiores ao adversário e pressionam. Ninguém se emociona com as bolas na trave. Foi gol e o que se ouve é apenas as palmas do técnico.
 
O Fluminense não tem graça sem a sua torcida.
 
Pode ganhar tudo, pode ter 11 craques em campo. Sem a torcida, nenhum clube de futebol existe.
 
Obviamente que títulos e bons jogadores chamam a torcida, mas o oposto também acontece. Torcida que compra a briga, joga junto e valoriza sua própria marca. Quando o Fluminense nasceu, não havia sequer uma medalha na sala de troféus. E ainda sim muitos se apaixonaram por esse clube. Por essa ideia.
 
Sei que não passamos por uma fase ótima. Mas quando foi que precisamos de boas fases para sermos tricolores? Se o Fluminense ficar décadas sem títulos você vai trocar de time? O Fluminense já está dentro de você. Não há mais volta.
 
Adianta agora você se rebelar e não ir ao estádio? Apenas pense.
 
Sem torcida, o Fluminense vira um clube como muitos que temos espalhados em bairros de todas as cidades do país. Com torcida, o Fluminense é único. O que você faz para que a instituição que tanto amamos seja cada vez mais gigante? Você é sócio? Vai ao estádio? Compra produtos licenciados? Exibe sua camisa pelas ruas?
 
“Quando tiver um time digno eu viro sócio.” “Quando tiver um fornecedor de uniformes decente eu compro camisa.” “Quando contratarem um ídolo eu vou ao estádio.”
 
E, assim, o Fluminense vai só diminuindo.
 
Que tipo de empresa vai querer ser patrocinador máster de um clube que não tem torcida? Que tipo de empresário vai investir numa instituição que nem o próprio torcedor investe?
 
Se você, tricolor, não está disposto a dar um pouco do seu dinheiro (se você tiver para dar, óbvio) para o clube que AMA, que tem paixão, e que é um dos seus melhores momentos de lazer com família e amigos, o que te leva a pensar que um investidor arriscaria seu cifrão?
 
Eu não posso garantir a vocês que se forem ao estádio nesta quinta-feira o Fluminense vai jogar bem e ganhar. Eu não posso garantir gols, nem raça e menos ainda títulos. Mas eu posso garantir, com muita certeza, que o Fluminense não vai aumentar em NADA sua sala de troféus sem a sua torcida na arquibancada.
 
Quinta-feira é decisão. É menos um degrau para um título inédito e importante. Comece a visualizar essa final no Maracanã, essa taça sendo nossa. Comece a pensar na festa.
 
O Fluminense precisa de você. Não é o Henrique, nem o Wendel, nem o Orejuela. É o Fluminense. Eu vou sair de Juiz de Fora para estar lá dando o pouco que consigo. Vou trabalhar duas vezes mais pela manhã e três vezes mais no dia depois. Mas eu vou ver o meu Fluminense. Eu to aqui gastando meu tempo tentando convencer você, que ainda não comprou esse ingresso, a estar lá do meu lado. Porque se ganhar eu não quero comemorar sozinha. E se perder eu preciso olhar para o lado e ver que a minha raiva pode ser dividida. O Fluminense está precisando muito de mim. Eu não sou do tipo que desiste, que vacila, ou que tem medo. Eu sou do tipo que, nas piores horas, lembro das melhores. Sou do tipo que faço minha parte. E não ligo se ninguém mais estiver fazendo.
 
Porque é esse tipo de torcedora que eu sou.

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