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em foco • Por Marcello Luna • 11 out 2017
O que é uno é indivisível!!! (por Marcello Luna - “Fluminense, a nossa maior paixão”)

Prezados,

Preparem-se, pois, ao que tudo indica, estamos na iminência de dar início à fase nova das discórdias, das ofensas, das destruições de reputações, das perseguições pessoais e por aí segue.

E isso tudo, apenas para variar, por razões que apenas a intolerância e a vaidade conseguem explicar.

Querer usar o Fluminense como justificativa para essas ações abomináveis, com toda a sinceridade, é algo inaceitável, tratando-se isso de um mero pretexto para esconder, única e exclusivamente, a falta de berço e o excesso de uma psicopatia grave qualquer.

Nada justifica, em nome do Fluminense, ameaçar, intimidar, ofender ou denegrir, deliberadamente, a honra de ninguém.

Discordar, ter outra visão a respeito de um determinado assunto, em sendo algo absolutamente natural em qualquer processo democrático, não pode ser interpretado como “afronta” à posição que outro indivíduo qualquer defende, tampouco ser utilizado como critério de exclusão ou de segregação.

Essa nova fase mencionada por mim também ressuscitará aquele patrulhamento babaca, imaturo, do tipo “fulano esteve com sicrano”, “Zezinho recebeu Toninho e Joãozinho numa reunião”, “agente A marcou uma reunião com agente B e C”, enfim, toda aquela papagaiada de mau gosto.

O momento pede o diálogo, pede o consenso, pede a união de todos nós tricolores, bastando uma singela passada de olhos por sobre a nossa atual situação para isso ser entendido com uma tranquilidade quase franciscana.       

Inobstante a nossa dura e triste realidade, há os que disputam como ratos o direito de roer os farrapos da velha fantasia, como se esses farrapos fossem valiosos bens do espoliado.

Penso que o momento exige uma observação mais sóbria, menos passional, exige também conversas francas e abertas, entre todos os segmentos do clube, sem conotação “partidária”, a fim de que os anseios de todos nós se façam devidamente diagnosticados, porquanto só assim conseguiremos, de fato, reorganizar, reestruturar e reerguer o Fluminense, de fato, a nossa maior paixão.

Nesse ponto, sou obrigado a dar minha mão à palmatória, pois a atual gestão, por intermédio do Presidente Abad, apesar do seu perfil discreto e introvertido, vem, sim, reconhecidamente, tentando dialogar, franca e abertamente, com todos os grupos políticos, com as nossas torcidas organizadas, enfim.

Sou testemunha disso, na medida em que participei de uma reunião agendada com a finalidade de se conversar sobre o atual momento do Fluminense. E não é só isso, pois, em pelo menos 02 (duas) oportunidades, estive reunido com o nosso Diretor Executivo, Marcus Vinícius Freire, também tratando de assuntos do interesse do clube.

Podemos nos queixar de qualquer coisa, exceto da falta de transparência, um problema mais do que recorrente e algo que nos agrediu e descontentou muito nos dois mandatos do ex-Presidente, Peter Siensem, consignando eu aqui que admito a “falta de transparência” apenas em questões eminentemente estratégicas. 

Tentar fazer crer que o adiamento de uma reunião solicitada pelo Departamento Financeiro, dia 10/10 para 24/10, era uma forma de se eximir da “transparência”, no meu modo de ver, foge à razoabilidade. E assim digo porque eu mesmo, quando essa convocação se fez anunciada, de forma respeitosa, deixei claro a inconveniência da mesma, considerando que no corrente mês teremos uma sequência de três jogos muito importantes, em decorrência da nossa colocação na tabela. Cheguei a dizer que uma exposição do nosso financeiro, no atual estágio, poderia refletir politicamente dentro dos gramados, atrapalhando o nosso desempenho, num momento delicadíssimo. Cheguei a perguntar: por que não marcar essa reunião para o dia 26/10, ao invés de 10/10? Que diferença irá fazer? Nenhuma, nenhuma, nenhuma.  Qual o nosso prejuízo? Nenhum, nenhum, nenhum.

A nossa realidade, crua e friamente falando, não iria se alterar entre o dia 10/10 e o dia 26/10, da mesma forma que não se alterará até o dia 24/10, data aparentemente fixada para a exposição do nosso Vice-Presidente de Finanças.

Não podemos sair criando factoides, a torto e a direito, no afã de tirar qualquer proveito político.

Nem mesmo em política tudo se justifica.

E quando digo isso o faço de forma absolutamente tranquila, não estando eu aqui a “afrontar” ou a “desafiar” ou a “querer uma queda de braço” com qualquer pessoa que pense de maneira contrária, deixando eu claro que respeito muito o que os outros pensam e não os desqualifico por enxergarem de forma divergente.

Deixo claro também que não tenho qualquer pretensão política dentro do Fluminense, sou um simples Conselheiro e procuro desempenhar o meu papel seguindo todos os postulados éticos, defendendo o que entendo como correto e me opondo àquilo que interpreto como equivocado.

Simples assim.

E antes que a horda fique ensandecida, eu aviso, eu comunico e eu participo que não estou aqui me manifestando em nome do MR21 ou tampouco contra qualquer outro grupo político.

Aliás, ao reverso do que já se fez dito, em comentário isolado, JAMAIS conversei com qualquer pessoa, seja lá de que grupo, em nome do MR21.

JAMAIS solicitei qualquer reunião, com qualquer grupo político, com pauta definida ou o qualquer coisa que o valha.

JAMAIS!

JAMAIS agendei qualquer reunião em nome do MR21 e jamais faria isso, por inúmeras razões, todas elevadas à enésima potência, podendo destacar, por ser de relevância, que somente usaria o nome do grupo se devidamente autorizado por todos os seus excelentes integrantes.

Ontem, por exemplo, estive reunido, juntamente com alguns integrantes do MR21, com o nosso Vice-Presidente de Finanças, em reunião solicitada por mim, para uma conversa simples, um bate papo quase que informal, sem qualquer conotação política. Por essa linha, eu e  mais 04 (quatro) diletos e ilustres tricolores, não o MR21 em si, conseguimos, de forma descontraída, despidos do uniforme de grupo político, falar por cerca de 40 minutos sobre a nossa paixão maior.

Foi um bate-papo para lá de agradável, um salutar diálogo sem aquela coisa pesada que o nome do grupo político, em muitos momentos, impõe.

Nada, nada vezes nada que exista na face da terra pode ser colocado no nível do Fluminense, muito menos os grupos políticos e suas respectivas aspirações.

O Fluminense é um só, entendam isso, de uma vez por todas.

O Fluminense é uno e, em sendo uno, é indivisível.

Saudações Tricolores!!!

Marcello Luna

 

 

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