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    Carioca do Jardim Botânico, advogado, imperiano, membro fundador do MR21 e, acima de tudo, tricolor de coração!
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em foco • Por Heleno Sotelino • 22 nov 2017
A hora de mudar (por Heleno Sotelino - “Renovação e Oxigenação”)

Com a vitória sobre a Ponte Preta o Fluminense se vê matematicamente livre de qualquer possibilidade de rebaixamento.  Em verdade, embora tenhamos todos respirados com aquele “ufa” de alívio, confesso que em nenhum momento temi pelo nefasto descenso.

Não quero dizer com isso que estou satisfeito e muito menos digo que estou comemorando o fato de termos atingido os quarenta e seis pontos. Nunca foi minha meta.

O campeonato, no entanto, ainda não acabou. Embora os lorpas e pascácios estejam dizendo que os dois jogos restantes não valem nada, não podemos esquecer que ainda, importante que se frise, estamos na disputa por uma vaga na Sula e até mesmo, matematicamente, ainda existe uma possibilidade remota de irmos à Libertadores. Alem de quê, quanto melhor a classificação final no campeonato mais aumenta a premiação pecuniária, sem contar, ainda,  que nosso Henrique Dourado pode ainda ser o artilheiro do certame.

Não, não sou otimista ao extremo, muito menos louco. Mas em toda a minha vida tricolor vi coisas que fazem com que eu jamais duvide do meu time. Claro que a matemática não ajuda,  mas, tudo bem, tudo bem... Vamos para a Sula.

Mas nada disso é motivo de orgulho. Otimismo é uma coisa, sonho é outra.

É preciso pés no chão.

É preciso mudar.

Todos sabemos que a situação financeira não permite contratações, não permite voos mais altos, não permite grandes investimentos.

Como dizia meu padrinho Mestre Fernando Pamplona, tem que se tirar da cabeça o que não se tem no bolso.

Mas não é simplesmente com contratações de jogadores que faremos o Fluminense ser perene.   

Não. É preciso calma e sangue frio nessa hora.

Lembramos que há pouco mais de dois anos, contratamos dezessete jogadores, todos com salários altos, longos contratos, Ronaldinho Gaúcho,  Wellington Paulista, Arthur, João Felipe,  Marlone, Breno Lopes, enfim,  jogadores no mínimo medíocres, ultrapassados, alguns sem condições de vestir a camisa do Fluminense, aliás, outros sem condições sequer de passar na Pinheiro Machado, mas o que importava era a foto.

Hoje, nossa fase é consequência da política do egoísmo e do pensamento imediatista, pequeno e irresponsável de quem jamais pensou no Fluminense e apenas queria holofotes.    De quem adiantou cotas de televisão apenas para ter um superávit. De quem contratou jogador para abraçar. De quem vibrava e achava o máximo ganhar do Madureira. De quem contratou Marquinho, ganhando uma fortuna. De quem criou gatilhos salariais para Gum,  Pierre, Cavalieri e por aí vai.

Mudar é preciso.

Há que se pensar no Fluminense. Em sua torcida.

Sabemos quão difícil está sendo para o Presidente Abad  prosseguir em sua luta, tantas as adversidades e agruras porque passa, inclusive em sua vida pessoal, praticamente abdicando de sua biografia, sendo xingado, execrado, vilanizado e tratado de forma desumana. Mas seus esforços não são reconhecidos enquanto gestor, sobretudo pelos maus resultados do futebol.

E o futebol clama por mudanças. Não apenas uma mudança de nomes. Sim, essas têm que ser feitas. O comando do futebol do Fluminense deve ser entregue a profissionais e a Vice Presidência a alguém “casca grossa”, alguém que tenha experiência, saiba onde pisa e tenha uma bagagem para resolver conflitos e que saiba dar o soco na mesa na hora certa.

E aqui há que não se ter a preocupação com grupos ou mesmo com pessoas individualmente.    A preocupação única é com o Fluminense e se constata que o modelo dos últimos cinco anos não deu certo. Não deu certo. Não deu certo.

O futebol é o carro-chefe. O planejamento tem que ser diferente. Não temos muito tempo.    Já deveríamos estar em campo, se não em contratações, mas em planejamento. Não dá para planejar com as mesmas pessoas que lá estão no comando, até porque não haverá criatividade, apenas a manutenção da mediocridade que imperou este ano. 

Não dá também para deixar tudo na mão do Abel ou de qualquer treinador que venha a assumir em seu lugar, caso o mesmo saia do clube.

Gente, vamos usar a cabeça. Pensar que o futebol, num nível melhor, há que ser o grande gerador de receitas para o clube. Mas não dá para continuar com os mesmos vícios de 2016 e que nos leva a um sofrimento não só desnecessário, mas, sobretudo, incômodo para a grandeza do Fluminense.

Que as mudanças aconteçam. Que a torcida tenha paciência em ver o que está sendo feito.   

Que as mudanças aconteçam. De estrutura, de nomes, de métodos. Profissionalização é imperativo.

Que 2018 não seja igual a 2017. Que venham cascudos, que a bola entre, que venham vitórias.

Que se pense. Não só com o cérebro,  mas também com o coração.

Afinal, o mais importante é o coração tricolor.

 

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