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    Carioca, Engenheiro, Tricolor desde sempre, fã incondicional do futebol. Frequenta os estádios desde 1959, aos cinco anos. De Laranjeiras, para o mundo.
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em foco • Por Edgard Nascimento Neto • 20 dez 2017
MEMÓRIA TRICOLOR: Fluminense, Campeão Brasileiro de 1970 (por Edgard Nascimento - “Testemunha da história”)

Há exatos 47 anos, no dia de hoje, o Fluminense conquistava seu primeiro título de Campeão Brasileiro.

Nossa equipe, treinada por Paulo Amaral, obteve resultados expressivos, jogando muito bem, mesmo quando não conseguia a vitória.

Tínhamos um bom conjunto, pois além de vários ótimos valores, figuravam também entre os titulares, o goleiro Félix e o lateral-esquerdo Marco Antonio, ambos vitoriosos na conquista do título mundial, pela Seleção Brasileira, naquele ano, em gramados mexicanos.

Com uma boa campanha, o time conseguiu, em 19 jogos disputados, incluindo o quadrangular final, 10 vitórias e 5 empates, sendo 4 insucessos, marcando 29 gols e sendo vazado em 16 oportunidades.

O artilheiro do time foi o centroavante Flávio, o Minuano, com 11 gols. Na reta final da competição, seu substituto, Mickey, marcou gols em todos os três últimos e decisivos jogos.

O maestro da equipe foi o cracaço Samarone, que lamentavelmente, não atuou na última partida, já que fora expulso no Mineirão, no jogo anterior, na vitória sobre o Cruzeiro. Em seu lugar, o escalado foi Cláudio Garcia.

Neste jogo final, no Maracanã, contra o Atlético Mineiro, em um domingo, mais de 110 mil Tricolores pagaram ingresso, inclusive eu, meu irmão e meu pai, sendo que toda a imprensa estimou o público total em torno de 130 mil presentes. Nossa média de público, com o mando de campo, passou de 40 mil torcedores por partida.

O jogo estava parelho, pois mesmo eliminado, o time contrário, treinado por Telê Santana, não dava tréguas. Mickey abriu a contagem, de cabeça, em uma bola centrada por Didi, mas os adversários, bravamente, empataram o jogo. Com a vitória do Palmeiras sobre o Cruzeiro, o empate já nos servia para o título, e todos no estádio cantavam "está chegando a hora"...

E foi o que aconteceu: Campeão!

Timaço na final: Félix; Oliveira, Galhardo, Assis e Marco Antonio; Denílson e Didi; Cafuringa, Mickey, Cláudio Garcia e Lula.

Este campeonato teve um sabor especial, pois todos os jogadores Campeões Mundiais, no México, titulares e reservas, atuavam no Brasil, espalhados pelos diversos clubes, tornando o certame atrativo e bastante difícil, dado o equilíbrio de forças.

A competição foi considerada pela crônica esportiva da época, e até hoje, o Campeonato Brasileiro mais difícil de todos os tempos.

Todos nós esperamos que este tenha sido o primeiro, de infinitos títulos Brasileiros.

 

TOQUE SUTIL: Férias

O supervisor Almir de Almeida, um pouco antes dessa partida, perguntou a Cafuringa se o Fluminense faria partida-extra. Resposta do saudoso ponta-direita:

- Hoje, às sete da noite, o time vai entrar de férias...

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RALPH DE SOUZA FILHO - 20/12/2017 às 11h02
E, EU, CARO EDGAR DO NASCIMENTO NETO, QUE AOS 12 ANOS, MORADOR DA VISCONDE DE ITAMARATY, RUA QUE DESEMBOCAVA EM FRENTE AO PORTÃO 18 DO MARACANÃNZINHO, FÔRA O GANDULA, JÁ EM 1965, JANEIRO, EM DECISÃO, JÔGO ÚNICO EM VIRTUDE DO CALENDÁRIO, DO TORNEIO RIO SÃO PAULO, ENTRE SANTOS 2 X 3 BOTAFOGO, DECLARADOS AMBOS CAMPEÕES, PORTANTO, FAMILIARIZADO COM O QUADRO MÓVEL DE ABELARD FRANÇA, ENTÃO PRESIDENTE DA ADEG, E, AINDA, COM OS PQPS, RÁDIOS TRANSMISSORES IMENSOS, ATRAVÉS DOS QUAIS, OS TREPIDANTES, WASHINGTON RODRIGUES E MAURO MONTALVÃO, FAZIAM AS ESCADAS PARA JORGE CURY, ATRÁS DE CADA UMA DAS BALIZAS....NELSON RODRIGUES, MÍOPE, ERA UMA DE MINHAS COMPANHIAS FAVORITAS, A DAR-ME GUARIDA, COM UMA DE SUAS CADEIRAS CATIVAS AMARELAS DA TRIBUNA DE HONRA, ENTÃO...NESTE JÔGO, ÓBVIO, QUE, COMO O CARONA DE SEMPRE, SENTEI-ME NOS CAMAROTES, EM UMA DAQUELAS CADEIRAS DE ÓTIMA MADEIRA, POSICIONADOS AO FUNDO DAS CADEIRAS AZUIS, EM FERRO....VI, MUITO PRÓXIMO, A CABEÇADA FULMINANTE DE MICKEY, SEU V DA VITÓRIA E O DESALENTO DO GOLEIRO RENATO, QUE, MAIS TARDE, HORTA CONTRATARIA PARA SUA MÁQUINA DE 75/76....SAUDAÇÕES TRICOLORES....
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Edgard Nascimento - 26/12/2017 às 18h03
Prezado Ralph, obrigado pelo seu comentário.
Realmente, também conheço a rua Visconde de Itamaraty, pois comprava óleo para o carro ali na loja do Renatão Tricolor.
Eu fui nessa decisão, conforme eu escrevi, com meu pai e meu irmão, na arquibancada. Eu vi a cabeçada certeira do Mickey, depois de um lançamento do Didi, bem na nossa frente. Essa jogada era ensaiada nos treinos nas Laranjeiras, pelo Paulo Amaral. Realmente, não deu para o Renato defender.
São tempos que não voltam mais.
Todos nós temos saudades do antigo Maracanã e dos títulos inesquecíveis do nosso Fluminense.
Abraços.
Saudações Tricolores.
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