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    O Engenheiro Julio Bueno, amante da MPB, sambista convicto, passou parte da sua infância e juventude na Glória, um dos bairros mais emblemáticos do Rio de Janeiro. Pai e avô de gerações de Tricolores, leva o DNA do Fluminense no sangue há mais de 10 mil anos
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em foco • Por Julio Bueno • 20 dez 2017
O desempenho do Fluminense em 2017 (por Julio Bueno - “Por um Fluminense perene”)

Este é o primeiro de uma série de artigos em que pretendo avaliar o desempenho da equipe de futebol profissional do Fluminense em 2017. A avaliação do desempenho será feita com bases em procedimentos e metodologia estatística.

No campeonato brasileiro, o time do Fluminense marcou 50 gols e sofreu 53, tendo, portanto, um saldo negativo de 3. Do ponto de vista do ataque, os números foram razoavelmente satisfatórios. Fomos o quarto ataque do campeonato, fazendo tantos gols quanto o campeão, Corinthians. Respectivamente, os melhores ataques foram os do Palmeiras, 61 gols, do Grêmio, 55, e do Atlético Mineiro com 52. No entanto, nosso sistema defensivo se mostrou ineficiente, a quarta defesa mais vazada, com resultados superiores apenas ao Vitória e ao Bahia, ambos com 58 gols tomados, e ao Atlético Goianiense, com 56. 

De modo a se ter uma avaliação do desempenho, foi elaborado um gráfico, mostrado abaixo, com a plotagem de todos os campeonatos brasileiros desde 2006, que representam a era dos pontos corridos, e 20 clubes competindo. Como esperado, achou-se uma forte correlação entre o saldo de gols e o número de pontos conseguidos (R2= 0,88; R=0,94). Além disso, a reta obtida dá uma boa estimativa dos pontos a partir do saldo de gols.


A pergunta a ser respondida é se tivemos, em 2017, um número de pontos acima ou abaixo do esperado, considerando o saldo negativo de três.

Usando a reta que estima os pontos a partir do saldo de gols, o valor esperado para o Fluminense, em 2017, teria um valor esperado de 49,9 pontos. Como obtivemos 47, o resultado foi inferior ao estimado. Essa diferença pode ser considerada “sorte” ou “azar”. Como tivemos um número de pontos inferior, podemos dizer que não fomos bafejados pela sorte.

Abaixo está listado o desempenho dos campeões, comparando os pontos obtidos com os estimados.


A próxima tabela mostra o desempenho do lanterna dos certames e compara os pontos obtidos com os estimados.


Os campeões têm um desempenho superior ao esperado. Em 12 campeonatos, apenas em um, em 2013, o vencedor do campeonato obteve um número de pontos inferior ao esperado. É uma tendência clara de os melhores terem um desempenho superior. Quem nunca ouviu: “quanto mais se treina mais sorte se tem”. O refinamento do modelo vai expressar essa tendência.

Por outro lado, os lanternas têm o desempenho esperado. Metade abaixo, metade acima da expectativa. Ou de outra forma: “time ruim a sorte não ajuda”.

O desempenho medíocre do Fluminense em 2017 não se explica por sorte ou azar. Fizemos por onde ficarmos na posição obtida. Falta de treinamento?

 

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