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    O Engenheiro Julio Bueno, amante da MPB, sambista convicto, passou parte da sua infância e juventude na Glória, um dos bairros mais emblemáticos do Rio de Janeiro. Pai e avô de gerações de Tricolores, leva o DNA do Fluminense no sangue há mais de 10 mil anos
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em foco • Por Julio Bueno • 04 dez 2017
Uma avaliação do desempenho do Fluminense em 2017 (por Julio Bueno - “Por um Fluminense perene”)

O ano acabou. Vencemos uma inexpressiva Taça Guanabara e não caímos para a segunda divisão no Campeonato Brasileiro, ficando na 14ª colocação. Pouco. Muito pouco para um clube da expressão do Fluminense. Mas, nada diferente de 2015 e 2016 quando ficamos no 13º lugar. Na verdade, se olharmos desde o último título, em 2012, o único ano em que tivemos uma colocação razoável foi em 2014, onde ficamos em sexto. Em 2013, caímos na bola.

Essa é a herança nefasta herdada pela gestão Peter Siemsen. Sem a Unimed, ficamos restritos à mediocridade. Aliás, caímos em 2013 com Unimed e tudo. E, em 2017 e, infelizmente, em 2018 estamos ainda sofrendo as consequências da irresponsabilidade desse Presidente.

Mas, como diz o ditado, “na crise há de se ter a criatividade de vender lenços para secar as lágrimas de quem fica chorando”. Não basta ancorar o pífio resultado do ano apenas na irresponsabilidade da gestão passada. Precisamos entender o que fizemos de errado.

Os primeiros meses do ano nos enganaram. Scarpa parecia que faria um ano de jogador fora de série. Os equatorianos mostraram uma bola encantadora. Alguns dos nossos acharam que Orejuela seria um novo Pintinho. Sornoza, o meia que dividiria com Scarpa as ações ofensivas, daria ao Fluminense uma enorme criatividade no meio de campo. Wellington Silva e Richarlison iniciaram o ano explodindo, fazendo com que as nossas esperanças aumentassem. E o celeiro de Xerém parecia inesgotável. Era colocar no time principal que eles davam mais do que conta do recado. As dúvidas ficavam para a zaga e para o centroavante, Henrique Dourado, considerado um “bonde” e que, na verdade, não conseguiu ser negociado. Lucas foi contratado para dar experiência ao elenco. O desempenho de Cavalieri também era duvidoso, uma vez que vinha de pífias atuações em anos anteriores. O comando estava na mão do nosso Abelão, treinador experiente, vencedor e tricolor confesso.

Mas, o impensável aconteceu. O time foi piorando, de tal forma que nos livramos por pouco do rebaixamento. Nosso sistema defensivo nunca esteve à altura de um time competitivo. Scarpa e Sornoza terminaram o ano com atuações medíocres, talvez pelas sérias contusões que sofreram. Os meninos de Xerém, vários deles nos decepcionaram. Não basta só ser da divisão de base. Ou por outra: só poucos das divisões de base do Fluminense têm condições de jogar no time de cima. Não adianta achar que jogador que está no Samorin resolve os nossos problemas.

Raramente resolve.

Na maior parte das vezes, não funciona. Orejuela esqueceu o futebol, ao que parece por questões particulares. Richarlison foi vendido. Wellington Silva lesionado e reprovado no exame médico por um time francês o que nos faz questionar o seu futuro como atleta de primeiro nível. Lucas não tem saúde para jogar a primeira divisão de um campeonato brasileiro. Some-se a isso a tragédia pessoal do nosso treinador que, com fibra extraordinária, conseguiu chegar ao final da temporada. Mas, o time não foi bem treinado. Isso é claro a todos. Acertamos, infelizmente, na previsão do desempenho do goleiro e da zaga, que não foram nada bem em qualquer critério de avaliação.

Creio que tivemos três boas surpresas. A revelação de Wendel, que precisa ser ajudado nas questões comportamentais, o desempenho de Henrique Dourado e a entrega de Marcos Júnior. Pouco, muito pouco para um time como o Fluminense.

Vale ainda lembrar que as contratações de meio de ano foram risíveis. Robinho, uma aposta (na esperança que seja o novo "Richarlyson"). Mal no primeiro ano e esperamos que vá bem no segundo. Abel que, para muitos, inexplicavelmente não o escalava como titular, mostrou que tinha razão. Em nenhum momento mostrou o futebol que dele se esperava para substituir Richarlison. Marlon foi apenas regular. O Richard foi a grande surpresa, por uma única razão: Jogou com fome e colocou o coração na ponta da chuteira.

Romarinho, bem, Romarinho....

Erramos muito. Piorar ao longo do ano é inexplicável e inaceitável. Dizer que a culpa é o não pagamento de salários é desculpa esfarrapada. Vasco e Botafogo devem mais salários do que o Fluminense e tiveram desempenho bastante superior.

Planejar o elenco para 2018 é decisivo!!!

 

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Rômulo Viel - 13/12/2017 às 17h38
Ah, discordo. Não é "herança da gestão passada", mas, sim, falta de acerto do time. Seria desculpa esfarrapada como vc mesmo disse.
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