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    Carioca, Engenheiro, Tricolor desde sempre, fã incondicional do futebol. Frequenta os estádios desde 1959, aos cinco anos. De Laranjeiras, para o mundo.
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em foco • Por Edgard Nascimento Neto • 16 fev 2018
MEMÓRIA TRICOLOR: Laranjeiras em festa, Flu 4 x 0 Santos (por Edgard Nascimento - “Testemunha da história”)

No Campeonato Brasileiro de 1992, neste mês de fevereiro, o Fluminense enfrentou o Santos, nas Laranjeiras. Lá estávamos eu, meu pai e minha filha primogênita, Ana. 

Nosso Estádio recebia ótimo público, em um domingo ensolarado. Toda a torcida estava confiante. Muitas famílias, em um saudável convívio, também marcavam presença para incentivar a equipe. Antes do início da partida, meu pai levou a neta para que ela entrasse em campo, pela primeira vez, com o quadro profissional.

Várias crianças iriam acompanhar o time e minha filha foi conduzida por nosso lateral direito, Carlinhos Itaberá.

Após as entrevistas, os times se posicionavam e todos os pequenos já haviam saído de campo. Quando percebi, quase não acreditei: minha filha ainda corria pelo gramado. Meu pai estava retornando à arquibancada e subitamente parou, ao lembrar-se da neta. Então, ele voltou imediatamente para buscá-la, pois o juiz apitava, pedindo para que a retirassem.

O centroavante santista, Paulinho McLaren, que alguns anos depois vestiria nossa camisa, fazia seu ritual antes do início do jogo, batendo palmas em direção à bola.

Ana, sorrindo, aproximou-se acenando para ele. Um pouco sem jeito, o jogador paulista retribuiu, e eu logo pensei que ele, certamente, poderia ter se desconcentrado naquele momento. Logo em seguida, meu pai entrou em campo e tomou a menina pela mão, sendo ambos muito aplaudidos.

O time, com a força máxima, era treinado por Artur Bernardes. A torcida não parava de incentivar. A energia transmitida aos jogadores era espetacular, muito positiva, sentia-se isso.

Ézio, em ótima forma, marcou duas vezes - uma delas de pênalti -, na goleada por 4 a 0. Os outros dois gols foram de Julinho e Renato Carioca. O adversário, comandado por Rubens Minelli, não teve a mínima chance. Nosso goleiro, Jefferson, foi um espectador privilegiado. Lembro-me que os outros destaques dessa vitória inesquecível foram Pires e Bobô.

A integração da torcida com o time, na nossa Casa, sempre foi importante, em cada jogo, em cada vitória.

Na saída, lembrei-me de perguntar à minha filha, o que ela falara com o jogador santista. Sorrindo, ela disse:

- Ah, papai, foi um "tchau"!

Tchau, McLaren.

 

TOQUE SUTIL: equação inesquecível

Laranjeiras + Torcida + Time = Caminho de Títulos  

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