HOME|EM FOCO|José Roberto Pires|Pelo Fim dos “Fla x Flu´s” internos! (por José Roberto Pires - “Fatos e Versões Tricolores”)
  • José Roberto Pires
    José Roberto Pires
    José Roberto Pires é carioca, servidor da área de fiscalização do Banco Central, pai de dois filhos e projeto de triatleta. Tricolor de arquibancada, é conselheiro do clube desde 2011 e ex-participante da Flusócio.
Ver mais colunas
Distribuidora de Produtos Alimentícios e DescartáveisDistribuidora de Produtos Alimentícios e DescartáveisDistribuidora de Produtos Alimentícios e Descartáveis
em foco • Por José Roberto Pires • 26 fev 2018
Pelo Fim dos “Fla x Flu´s” internos! (por José Roberto Pires - “Fatos e Versões Tricolores”)

Se, para nós, ganhar Fla x Flu é normal e, para eles, é o “Ai, Jesus!”, que tudo seja Fla x Flu e o resto vire paisagem! Certo? Não é bem assim. Fla x Flu já transcende simplesmente a denominação de um dos maiores clássicos do planeta. Já virou expressão da língua portuguesa presente em qualquer discussão que envolva opiniões antagônicas. E, em tempos de radicalismo como os atuais, temos “Fla x Flu” em quase tudo. Lulistas vs bolsonarianos, conservadores vs progressistas, machistas vs feministas, e por aí vai.

A política tricolor não foge a isso. Mas, diferente do clássico, em “Fla x Flu” interno, o Fluminense sempre sai perdedor como instituição, independente de quem vença, porque acredito que sem a união dos tricolores é muito mais difícil enfrentar nossos verdadeiros adversários. O Fluminense só pode contar de verdade com os tricolores. Por isso, não podemos nos dar ao luxo de perder energia com divisionismos.

Nessa linha, esse Observatório nos brindou na última semana com uma belíssima notícia. Me arrisco a dizer que tão importante quanto a sapecada que deixou a dissidência de quatro, sábado em Cuiabá. O consenso para a retirada da candidatura do Benemérito Ricardo Lopes em favor de uma candidatura única para a presidência do Conselho Deliberativo pode representar o fim do mais antigo “Fla x Flu” da política interna do FFC.

Nessa terça-feira, Fernando Cesar Leite deve ser aclamado Presidente do Conselho Deliberativo trazendo consigo o apoio de virtualmente todos os grupos políticos tricolores. Isso traz muita responsabilidade. Ainda mais num momento em que os poderes do clube têm que fazer sua parte para voltar a unir a arquibancada e acabar com a ameaça de que seja imposta uma política de milícia no clube, com gente querendo chegar ao poder “na marra”, usando ameaças de marginais para intimidar membros da Diretoria.

Espero que um Conselho Deliberativo forte e livre de rusgas do século passado possa servir de exemplo para um Conselho Diretor unido e com total confiança mútua entre todos os vice-presidentes e o Presidente. Errar e acertar faz parte do jogo. Ainda mais em situações limite, como a que o clube entrou em 2017, tendo que administrar um gap da ordem de R$ 100 milhões entre as receitas e as despesas contratadas. Um tremendo cobertor curto no qual, em várias situações, qualquer decisão tem prós e contras. O importante é que todos assumam os prós e os contras das decisões, como um time. E que eventuais erros sirvam de aprendizado para futuras situações, e não de “jogo de empurra”. Aquele “eu venci, eles perderam” que alguns boleiros usam.

Há quem atribua a responsabilidade de acabar com os “Fla x Flu´s” no CDir somente ao Presidente. Discordo! E não é somente pelo momento atual em que, por motivos diversos, caiu na boca do torcedor comum o “Ei, Abad, @#%&!” mesmo quando o time goleia. Se, por um lado, o regime presidencialista do Flu concentra poderes na mão do Presidente, coloca também um fardo cruel e desproporcional. Nenhum outro membro do CDir tem sua vida tão exposta. Ou mesmo coloca seu patrimônio pessoal em risco para dar garantia a empréstimos do FFC. No limite, se ficar de “saco cheio”, qualquer vice-presidente pode “pedir o boné” e ir para casa dormir o sono dos justos. O Presidente não!

Quanto mais hostil o ambiente interno, qualquer pessoa que estiver na cadeira de presidente mais tenderá a se isolar. E quando se discute sobre o porquê do isolamento atual do Presidente, há quem vá apontar que “Tostines é fresquinho porque vende mais” e quem garanta que “vende mais porque é fresquinho”. Não importa! Os passos têm que vir de todas as direções. É fundamental que as cobranças sejam internas e não através dos famigerados vazamentos seletivos. Há que se cuidar para que não haja qualquer resquício de algo que possa ser entendido como conspiração. E é fundamental, claro, que o Presidente compartilhe com todo o CDir decisões estratégicas que possam ter impactos significativos ao clube e dê a necessária autonomia aos vice-presidentes em suas áreas.

O time do Flu em campo está dando o exemplo. Um time operário e sem estrelas, que muitos apontavam como virtualmente rebaixado, já começa a dar esperanças à torcida com um futebol solidário e aplicado. Perto do time, nosso CDir atual é uma espécie de “Máquina Tricolor”. Vejo ali alguns dos melhores quadros do FFC. Se “jogar” junto e de forma solidária como vem jogando nosso time até aqui, vamos superar todos os desafios. Ainda mais com a “apresentação oficial” dos “reforços” Miguel Pachá e Fabiano Camargo que, provavelmente, ocorrerá também nesta terça com a aprovação de seus nomes.

É isso! Quinta-feira é dia de voltar a encher estádio e prestigiar esse time que, pode não ser o dos nossos sonhos, mas que está honrando e muito a nossa camisa e trazendo de volta o “verde da esperança” que parecia perdido.

SAUDAÇÕES TRICOLORES!

 

VOLTAR PARA EM FOCO
Compartilhe
  • Googlemais
comente
Distribuidora de Produtos Alimentícios e DescartáveisDistribuidora de Produtos Alimentícios e DescartáveisDistribuidora de Produtos Alimentícios e Descartáveis
©2017 OBSERVATÓRIO DO FLUMINENSE
Os Woden