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    Carioca, Engenheiro, Tricolor desde sempre, fã incondicional do futebol. Frequenta os estádios desde 1959, aos cinco anos. De Laranjeiras, para o mundo.
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em foco • Por Edgard Nascimento Neto • 21 mar 2018
Segredos & mentiras (por Edgard Nascimento - “Testemunha da história”)

O título desta coluna é também o título original de um excelente filme, dirigido por Mike Leigh. Trata-se fundamentalmente de uma família que deixou o tempo correr e não conseguiu consertar os traumas anteriores.

É impressionante como nos prendemos e perdemos tempo com coisas que não irão somar nada em nossas vidas. Isto se aplica ao nosso Clube.

Sim, o Fluminense é uma grande família. Uma família com mais de 115 anos de existência.

Vários acontecimentos recentes chamaram a atenção, não só propriamente pelo ocorrido, mas igualmente pela forma como tudo foi conduzido. O mandatário Tricolor, o Presidente Pedro Abad, ao afirmar que tudo faria para que as várias decisões tivessem transparência, não está cumprindo o prometido. Onde está a gestão compartilhada?

É importante ressaltar, por exemplo, o modo como o Sr Marcelo Teixeira, após orientação austera do Setor Financeiro, conduziu de forma totalmente fora da normalidade as dispensas de vários jogadores, no ano passado, afirmando erradamente que tudo estava devidamente encaminhado.

No final de dezembro, porém, lamentavelmente, este funcionário fez ligações telefônicas e disparou mensagens tentando reparar o irreparável. Em consequência, houve o descontentamento de alguns atletas, como por exemplo, Diego Cavalieri e Henrique, os quais ingressaram na Justiça.

Toda a família Tricolor também questiona - e com razão - a absurda leniência e o modo obscuro com que foi tratada a participação na questão da venda de Diego Souza pelo Sport ao São Paulo, pois nosso Clube teria a receber metade do valor da negociação e não apenas 10%. Inaceitável.

Qual o motivo de manter esse enganoso profissional nos quadros remunerados do Clube, mesmo em Xerém?

Existem muitos outros questionamentos, tais como a recontratação, inexplicavelmente, de Fernando Simone, demitido recentemente, mas que retorna como assessor. Também causa grande indignação em todos os verdadeiros Tricolores, o impressionante espetáculo "macabro" do aparecimento de "esqueletos" da gestão Siemsen. Essas pendências são verdadeiras destruidoras de finanças, ocultas que estavam até saírem de suas tumbas.

Segredos, mentiras, descontentamentos, desconfianças...

Vários Conselheiros conscientes, na próxima reunião, solicitarão esclarecimentos ao Presidente para que ele responda sobre as várias situações preocupantes, bem como as diversas atitudes tomadas em sua gestão até o presente momento. A questão do Flu Samorin e as indagações sobre possíveis sequelas financeiras, provocadas pelos tais "esqueletos", estarão em pauta.

As sugestões de cortes, tanto no futebol quanto em outros setores, já foram encaminhadas ao nosso mandatário, a fim de que o Clube respire minimamente para seguir adiante.

Essas soluções terão que ser executadas com urgência, pois não há como postergá-las nem tampouco bloqueá-las ou ignorá-las, por conta de supostos acordos políticos.

Não dá mais para esperar.

O Fluminense é maior do que tudo isso.

Saudações Tricolores.

 

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