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    José Roberto Pires
    José Roberto Pires é carioca, servidor da área de fiscalização do Banco Central, pai de dois filhos e projeto de triatleta. Tricolor de arquibancada, é conselheiro do clube desde 2011 e ex-participante da Flusócio.
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em foco • Por José Roberto Pires • 27 mar 2018
Um apelo ao entendimento (por José Roberto Pires - "Fatos e Versões Tricolores")

Por linhas tortas, o Fluminense montou um timaço. Calma! Não estou falando na empolgação do time que acabou de conquistar a Taça Rio... Desse eu falo depois. Falo agora do Conselho Diretor. Um time tão importante quanto o que entra em campo porque, se não “jogar” bem, nada mais anda no clube.

O atual Conselho Diretor é o melhor que já vi no Fluminense. Os grupos que, na minha opinião, mais têm a agregar ao clube, estão lá representados. Pra começar, Base e 2050, que reúnem a nata tricolor em termos de currículo e vida profissional. Junto a essa força executiva e pensante, estão também os grupos a quem os tricolores devem as maiores conquistas na democratização do clube. A antiga Vanguarda, do voto direto para presidente. E a Flusócio, que consolidou a democracia com o voto do sócio futebol. Grupos que, independentemente de erros e acertos, em momentos diferentes, inegavelmente deram valiosas contribuições na direção do engajamento do torcedor à política do clube. E, para fechar, os representantes dos esportes olímpicos.

A união do que temos de melhor entre força executiva e força política de engajamento é uma oportunidade única. Tenho convicção que, se todos remarem na mesma direção, o Fluminense será capaz de superar todos os difíceis desafios.

Só que, às vezes, isso parece utópico. Ego. Rusgas do passado. Soberba de se achar dono da verdade. Desconfiança. Falta de diálogo. Sentimentos que, infelizmente, são inerentes ao ser humano, mas que, se não forem superados, o FFC ficará em segundo plano.

Hoje não estou do lado da Flusócio, grupo do qual me desliguei há cerca de quatro meses. Tampouco estou do lado da Unido e Forte, que democraticamente me cedeu esse espaço para expressar meus “fatos e versões tricolores”. Sem hipocrisia, quero lutar até o fim pela unidade. E vou cobrar isso dos comandantes, que são Pedro Abad e Cacá Cardoso. 

Em uma coluna anterior, fiz a analogia com o dilema do Tostines. Aquele que ninguém sabe se vende mais porque é fresquinho ou se é fresquinho porque vende mais. Não importa. É deles a obrigação de, pelo bem do Fluminense, sentar e zerar qualquer desavença ou desconfiança. Não só entre eles, mas, principalmente, entre as suas bases. Se isso não é mais possível, que partam de vez pra ruptura total, arcando com todas as consequências.

Errar ou acertar é parte do jogo. Numa situação difícil como a do Fluminense, onde decisões impopulares ou com riscos têm que ser tomadas, o mais importante é a harmonia. Não há mais espaço para aquele “eu ganhei, eles perderam”. Ou para aquele “a responsabilidade é minha” como justificativa para decisões importantes tomadas de forma isolada, contrariando opiniões da maioria. Muito menos para apontar o dedo para achar culpados. Sinceramente, não conheço player na política tricolor que só tenha marcado “gols a favor”. Todos os que já deram a cara e contribuíram com o clube têm também seus “gols contra”. Uns mais, outros menos. Uns por ação, outros por omissão. Mas todos têm.

Não podemos repetir os erros da gestão Peter, que deixou a desarmonia reinar no coração de sua gestão. Por omissão do então Presidente e, fazendo o mea-culpa, também do grupo do qual eu fazia parte, criou-se um ambiente personalista. O futebol ficou dois anos na mão de um vice que colocou seu projeto político acima de qualquer consequência para o futuro do clube. E a emenda foi pior que o soneto. Na ânsia de corrigir esse erro, no final do mandato, Peter fez um futebol tão ruim ou pior, repleto de irresponsabilidades que nos custam caro até hoje. Fora isso, o importantíssimo passo do Centro de Treinamento também foi centralizado na mão de um grande realizador, que merece todas as homenagens, mas cujo apreço pelo diálogo e pela democracia não me parece proporcional à sua enorme capacidade de empreendedorismo. Um CT excelente, mas que podia ser muito melhor, tanto no atendimento das necessidades do futebol quanto no prazo de pagamento.

Não há mais espaço para desarmonia ou personalismos.

Minha palavra de ordem agora é “União ou Morte”!

No mais, estou muito feliz com a conquista de domingo. Esse time operário me resgatou uma emoção de torcer que há muito tempo não sentia. Onde, em alguns momentos, faltou o requinte técnico que nos acostumamos a ver num passado recente, sobrou disposição, aplicação e solidariedade. Os bastidores foram emocionantes. Tenho certeza que, mantida essa pegada, teremos um ano que valerá a pena torcer. Aliás, a harmonia entre esses garotos sob a batuta de Abel e Autuori bem que poderia servir de inspiração para Abad e Cacá.

Fica a dica!

Saudações Tricolores e Todos ao Maraca na Quinta!

 

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Paulo Cavalheiro - 27/03/2018 às 19h10
Mas se o Abad não seguir as recomendações do CDiretor, não adianta nada !!!

" Abad banca Teixeira apesar de Conselho Diretor recomendar demissão. "
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