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    Sergio Neves
    Sergio Neves convenceu Adão a usar folha de "Parreira" e a torcer pelo Fluminense. É Advogado e Procurador do Estado, já tendo exercido o cargo de Procurador Geral do Estado do RJ. É Doutor PhD em Direito Econômico e Socioambiental pela PUC-PR.
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em foco • Por Sergio Neves • 12 abr 2018
O Fluminense bicolor de Abad (por Sérgio Neves - “O amigo do Mário”)

Meus amigos tricolores,

O professor entra na sala, senta na cadeira, levanta-se e escuta aquela risada. Passa as mãos por trás das calças e, lá está, meio quilo de chiclete grudado. Pergunta quem foi e ninguém levanta a mão. Em punição, sem o responsável, põe a turma toda de castigo, sem recreio. Num prédio de luxo de Ipanema, uma faxineira escorrega, segura-se à janela, mas empurra um vaso de plantas, que, de andar alto cai sobre o teto de uma bela Mercedes estacionada. Quieta, finge que não viu e, sem descobrirem o apartamento de que caiu, todos os condôminos são condenados a reparar os prejuízos.

Esta semana começa o Campeonato Brasileiro. Lá vamos nós com um time jovem demais, inexperiente e sem craques de primeira linha, além de termos um elenco pequeno e limitado para 38 rodadas. Alguém é responsável por isso. Alguém está a nos impedir de cantar “vence o Fluminense com o verde da esperança”, por que a esperança não existe diante dessa equipe. Existe, ao contrário, o temor de uma queda para a segunda divisão. Quem é o responsável?

Ser eleito Presidente do Fluminense Football Club é sinal de excelência, sucesso e de honras curriculares na história do escolhido.

Todo escolhido é merecedor de respeito e de confiança. Ser presidente do Fluminense, um clube de futebol, é diferente de ser presidente de uma empresa e até do Brasil. O Presidente do Flu preside corações e não homens. O paradoxo é que é necessário ser homem e agir com razão para presidir corações, que reagem por paixão. O coração desse homem presidente e torcedor também bate e, como torcedor, por vezes, força-o a agir por paixão. Se o que eu disse é uma regra, então é bom dizer que toda regra pode comportar uma exceção. Um presidente que diz sanear contas e não as saneia, que aprova contas de um antecessor e depois diz que recebeu o clube em caos financeiro, que contrata pessoas mal queridas no Clube, que deixa o Clube aparecer em manchetes policiais em acordos espúrios de venda de ingressos com torcidas organizadas, que libera direitos que teria sobre ex-atletas negociados como Diego Souza, que não consegue ir ao mercado buscar recursos e contratar jogadores e, pior, que vende promessas a preço de banana para fazer caixa sem sequer esperar e tentar que elas deem retorno ao Clube em títulos. Desculpem-me, nesse ponto, esse presidente perde tanto nosso respeito como a nossa confiança. Abad é o presidente que nos abate, que abate a nossa esperança, levando embora o verde de nossa bandeira.

Vão dizer, - O Presidente não entra em campo, quem contrata é o pessoal do futebol, ele delegou etc. Foi assim que todos os alunos daquela turma foram punidos, foi assim que todos os moradores do prédio de onde caiu o vaso caiu foram punidos: eles não acharam o responsável.

Como clube de regime presidencialista, o responsável maior pelo sucesso ou pelo insucesso do Fluminense é o seu Presidente, sempre. As escolhas e a assunção dos riscos são da sua pessoa. É na pessoa do Presidente que todos os riscos são enfeixados. Onde está a paixão tricolor de Pedro Abad?

Caro Presidente, se não for para ser Presidente do Fluminense, mas Presidente de verdade mesmo, faça um favor a nós torcedores e a seu coração, renuncie já!

Vamos disputar o maior e mais difícil dos campeonatos sem esperança alguma de ganhar o título ou de buscar classificação na Libertadores. Sem clubismo, dentro da realidade que está posta, essa é a perspectiva: tentar não ser rebaixado. Criticar só não é certo. Abel vem fazendo milagres com o material humano de que dispõe... Imaginem, amigos, se o Clube estivesse entregue a um técnico sem a história, a liderança e a ligação que Abel possui com o Fluminense? Quantas vezes já haveríamos trocado de treinador este ano?

Teríamos tido vários treinadores em três meses. Se algum tivesse dado certo, um outro time viria e o tomaria de nós. Aliás, é e será este o destino de todo aquele que se destacar positivamente no Fluminense. Temos uma diretoria que não sonha com títulos, que não gosta de vitórias, que diz se preocupar com saldo bancário, sem resolver o problema nem dizer quando estará resolvido. Aposto que Ayrton Lucas sairá em breve do Fluminense, assim como Pedro, Pablo Dyego e Ibañez. O Fluminense de Abad não quer vitória, despreza título e tem a eternidade do timinho, no mal sentido. É um Fluminense bicolor, sem o verde da esperança, que entra em campo com um único escrito em todas as camisas dos jogadores: VENDE-SE.

Resta-nos torcer por um fio verde diminuto de esperança que ainda resiste às atrocidades administrativas do responsável pelo Fluminense. A vontade em vencer dos jovens que lá estão e as capacidade e serenidade de Abel, que tem conduzido esses jovens, senão a títulos de expressão, a resultados dignos e até surpreendentes.

Vamos e temos de exigir vitórias. Aos jogadores e a nosso treinador vamos levar nosso apoio e aplausos. Eles não são os responsáveis pelos resultados do Fluminense. O responsável é o Presidente. É dele e só dele que temos de cobrar durante este ano de 2018. Vamos à luta como guerreiros, tentar recuperar em campo o verde da esperança que nosso Presidente nos levou. Vamos fazer o Fluminense novamente tricolor e novamente campeão.

Saudações tricolores!

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Vicente Portella - 12/04/2018 às 13h32
Estanho. Análise personalista e rasa. Sinceramente, não concordo. Mas enfim, respeito seu ponto de vista. A democracia nos exige sacrifícios, né?
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