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    Carioca do Jardim Botânico, advogado, imperiano, membro fundador do MR21 e, acima de tudo, tricolor de coração!
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em foco • Por Heleno Sotelino • 25 jun 2018
Apertem os cintos! O Presidente sumiu! (por Heleno Sotelino - “Renovação e Oxigenação”)

Na última reunião do Conselho Deliberativo havia uma pauta de grande interesse, não só para o próprio Conselho, como Poder Constituído do clube, mas também para todos os sócios, torcedores e aficionados do nosso clube.

Na pauta, esclarecimentos por parte de executivos e do próprio Presidente em relação a questões pouco claras no que se refere à gestão e à parte administrativa propriamente dita.

Mas, não só os executivos convocados não compareceram, como o próprio Presidente não compareceu, sem falar no seu grupo de apoio político que também não compareceu. Desnecessário aqui dizer ou enfatizar que houve uma atitude de desprezo e flagrante desrespeito, não só ao Conselho, de forma institucional, mas mostrando o quão individualista é sua gestão, restringindo suas decisões a si próprio e ao seu feudo, o que, aliás, foi o principal motivo de ter levado os Vice-Presidentes da coalizão a deixarem seus cargos, uma vez que sempre eram ignorados e nunca conseguiram levar a cabo os projetos de modernização e de governança traçados pela E&Y para o real saneamento do clube.

Mas uma coisa que nos chama a atenção é que o Presidente não se ausentou apenas de uma reunião. O Presidente se ausentou do Fluminense e começou a gerir apenas um grupo político. Gerir não um clube como um todo e sim como se a instituição fosse um quintal ou um pequeno condomínio que divide com alguns e que não se interessa pela opinião abalizada de quem pretende fazer, realizar.

Ao faltar à reunião do Conselho Deliberativo, específica para ouvi-lo, mandando um representante que disse que não saberia responder os questionamentos (!!!), o Presidente cometeu um ato de indisciplina contra o Conselho que, estatutariamente, encontra-se em plano superior no organograma do clube. O Conselho Deliberativo é competente para traçar esclarecimentos e aprovar ou não atos do Conselho Diretor e do próprio Presidente de acordo com os interesses do Fluminense.

Mas, na verdade, o Presidente não se ausentou somente da reunião do Conselho.  

Onde estava o Presidente quando da aprovação das contas defeituosas de seu antecessor, conforme parecer técnico da própria empresa de auditoria que verificou o atual balanço, visto que era o Presidente do Conselho Fiscal?

Onde estava o Presidente que descumpre um TAC e coloca o nome do clube nas páginas policiais?

Onde estava o Presidente quando se verificou que não há dinheiro para o pagamento de empregados, mas que, mesmo sem patrocínios, continua a investir no Projeto Samorin por decisão própria?

Onde estava o Presidente no caso do atraso das parcelas trabalhistas de Gustavo Scarpa, imbróglio jurídico consertado pelos Vice-Presidentes Miguel Pachá e Cacá Cardoso?

Onde estava o Presidente quando da venda do atleta Diego Souza, abrindo mão de vultosa quantia e tendo que tal caso ser remetido ao Poder Judiciário?

Onde estava o Presidente quando foi aconselhado a começar as negociações com os atletas dispensados? Ah, sim, estava vendo em quem botar a culpa, principalmente no VP Financeiro.

E por falar nisso, onde estava o Presidente que coloca a culpa em seus Vices por erros seus,   como no atraso do balanço?

Onde estava o Presidente quando da perda de um processo - caso Levir - pela ausência de qualquer defesa? Achou alguém para botar a culpa e não se fala mais nisso.

Onde estava o Presidente que dissera que cumpriria as recomendações de governança da E&Y e simplesmente engavetou o trabalho? Onde estava o Presidente que criou uma VP de Governança e ele mesmo acaba com ela?

Onde estava a coerência de um Presidente que demite um VP por tentar construir um estádio e que tem planos específicos de construir um?

Uma gestão cuja ausência de coerência é a tônica. Uma gestão que tanto falou em profissionalização e demite o CEO e diz que não mais vai contratar um. Apenas terá amigos ajudando na gestão.

Fim da Vice-Presidência de Governança. Cria a VP Comercial, tirando atribuições da de Marketing e agora as junta, em função de seu ocupante, contratação de assessores, cujo cargo ninguém sabe exatamente o que é. 

Nem o Abel aguentou tanta mentira e tanta falta de coerência. Autuori já tinha abandonado o barco. Ninguém aguenta.  

Enfim, sabemos que a renúncia é um ato voluntário, mas que depende de ter um coração para que a coerência da atitude possa vir a beneficiar sua própria consciência, ao admitir que não fez e deixar que outro faça, além de pensar no clube, o que parece ser muito difícil.

Não, o Presidente não se ausentou apenas do Conselho. Se ausentou da vida institucional do Fluminense. Se ausentou da torcida, se ausentou dos sócios, se ausentou dos tricolores. 

Hoje ele é o Presidente de si mesmo. E de seu grupo.

Não é mais Presidente do Fluminense.  

E num regime de economia, temos que apertar os cintos. E vamos apertar os cintos.

Porque o Presidente (que Presidente?) sumiu!

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Fábio Ribeiro - 29/06/2018 às 18h55
E por que os grupos que agora são oposição não se unem com a verdadeira oposição para remover esse "presidente" na marra, como foi feito com o Álvaro Barcellos?
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Walcyr Borges - 25/06/2018 às 14h31
Um texto consistente, reflexivo e didático.
Responder
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