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    Mônica Cury
    Mônica Cury é jornalista pós-graduada em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte. Mineira de Juiz de Fora, curte mochilar pelo mundo e carrega a bandeira tricolor para onde quer que vá. Joga futebol, se arrisca no futevôlei, mas é craque mesmo na arte de torcer para o Fluminense.
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em foco • Por Mônica Cury • 03 ago 2018
Quando o Fluminense vai ter técnico? (por Mônica Cury - “Um sentimento Verde, Branco e Grená”)

Vencemos. Tivemos inacreditáveis 80% da posse de bola. Ontem, no jogo válido pela Copa Sul-Americana, o Defensor veio ao Maracanã para não jogar. É lamentável essa postura, mas sabemos que isso acontece o tempo todo no futebol moderno.

O que me deixa indignada e perplexa ainda é a dificuldade que times muito melhores encontram para furar retrancas. Até a seleção brasileira passa por isso. É nessa hora que um bom técnico faz toda diferença. É para isso que eles servem. PENSAR. Raciocinar a partida, mudar o estilo de jogo, agir com inteligência.

E eu faço questão de falar de tudo isso após um jogo em que vencemos. Porque depois de perder é mais fácil, óbvio e até mais clichê. Vencemos. Mas eu não estou satisfeita. Porque esses erros podem nos custar caro quando jogarmos contra times melhores.

Três coisas são necessárias para furar um bloqueio como o Defensor fez: jogadas de linha de fundo, jogadores que driblam e bola parada. Qualquer um sabe disso.

Com 15 minutos de jogo já dava para entender que a tática do adversário seria apenas se defender. Já dava para mudar o time pensando nesses três fatores acima.

Para ter jogadas de linha de fundo com qualidade, é preciso ter laterais que apoiam muito e sabem cruzar. Mas não basta. Tem que ter atacante caindo pelas pontas, meio de campo ajudando nas beiradas. No primeiro tempo o Fluminense quase não chegou à linha de fundo porque não tinha peças para fazer isso.

Jogador que dribla? Só o Matheus Alessandro em campo, e parece que não foi instruído a fazer isso, pois tentou muito pouco.

Faltas na entrada da área? Nenhuma.

Quarenta e cinco minutos praticamente jogados fora.

Algumas mudanças no segundo tempo e as coisas começaram a mudar. Apareceram algumas – ainda poucas – jogadas no fundo do campo. O Fluminense tinha quase toda a posse de bola, era para ter chutado a gol e entrado com perigo o triplo de vezes. Até mais.

Tá difícil chutar a gol? Então é hora de driblar perto da área e arrumar faltas perigosas. O Fluminense não fez isso NENHUMA vez. Não é função do jogador pensar essas táticas, apesar de eu ter certeza que os inteligentes pensariam. É o técnico quem observa e instrui.

Os dois gols saíram de bola parada. Os dois gols vieram da linha de fundo.

Não é difícil furar retrancas quando o time que ataca é visivelmente melhor que o outro. Difícil é arrumar gente que pensa.

Seremos campeões. ST!

 

 

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Marcílio Lima' - 03/08/2018 às 20h51
O que essa cronista argumenta só é valido quando se conta com bons jogadores de futebol. O Fluminense já há algum tempo não possui mais nenhum craque.
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Luiz Carlos - 03/08/2018 às 19h28
Eu fico estarrecido com certos colunistas, parecem que não querem enxergar qual é a realidade do fluminense. Antes tinha o Abel e não queriam o cara , com um currículo de campeão. Agora reclamam do Marcelo . O que querem! O time é muito limitado e a culpa é da diretoria. Vamos acordar!
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Jorge Gonçalves - 03/08/2018 às 16h36
Eu concordo. Mas ao mesmo tempo fico espantado quando o Digão diz que tinha sido alertado pelo Marcelo a não aceitar provocações do uruguaios. Fica a dúvida: se os jogadores tem dificuldades de por em prática coisa tão simples quanto não aceitar provocações, como ficam as complicadas instruções táticas? O Marcos Junior foi muito sincero em uma entrevista quando disse que recorria ao Fred para entender as instruções táticas do Abel (logo que foi promovido).
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Renato Sales - 03/08/2018 às 13h57
De uma coisa tenho certeza, nenhuma instituição vai longe com brigas políticas e "picuinhas" como está acontecendo com meu fluzão. Passou da hora de deixar a vaidade de lado . As torcidas adversárias estão adorando este conflito interno.
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