HOME|EM FOCO|Edgard Nascimento Neto|Maracanã: quem te viu, quem te vê... (por Edgard Nascimento - "Testemunha da história")
  • Edgard Nascimento Neto
    Edgard Nascimento Neto
    Carioca, Engenheiro, Tricolor desde sempre, fã incondicional do futebol. Frequenta os estádios desde 1959, aos cinco anos. De Laranjeiras, para o mundo.
Ver mais colunas
Distribuidora de Produtos Alimentícios e DescartáveisDistribuidora de Produtos Alimentícios e DescartáveisDistribuidora de Produtos Alimentícios e Descartáveis
em foco • Por Edgard Nascimento Neto • 14 set 2018
Maracanã: quem te viu, quem te vê... (por Edgard Nascimento - "Testemunha da história")

É impressionante a voracidade com que o tal "consórcio", que administra o Maracanã, faz cobranças - de maneira abominável - pelo uso de um espaço que sempre foi de todos os clubes. 

Esse procedimento encontra fortalecimento na incapacidade gerencial do Fluminense em lidar com o assunto. A Direção do nosso Clube mostra-se perdida em dar solução a algo que já deveria estar equacionado, pois não há como suportar as taxas mirabolantes que são apresentadas em borderôs plenos de cobiça. Urge que sejam estancados os prejuízos, que acontecem em muitos jogos.

Semana após semana, as notícias que seriam alvissareiras para todos os torcedores, transformaram-se em desconfianças e ceticismo.  

Os responsáveis pelo Fluminense já demonstraram que não possuem um mínimo conhecimento em como tratar nossa torcida e nem o futebol, além de apresentar uma soberba teimosia em não manter conversações consistentes para viabilizar outros locais, como o Engenhão, por exemplo.

Apenas com o time vencendo, em boa sequência e com o ingresso em preço razoável, o prejuízo poderá ser reduzido ou, quem sabe, zerado. Daí em diante, talvez muito remotamente, pensar em lucro.

A contratação de bons jogadores - sem dúvida, um ponto positivo - fortaleceria a equipe e chamaria o torcedor para muito mais próximo, gerando um clima favorável. Todavia, sem dinheiro, isso torna-se muito difícil. E tome prejuízo, já próximo de 2 milhões de reais, neste ano.

Além de tudo, há acúmulo de queixas, tanto do público quanto dos clubes. A torcida reclama - com razão - do funcionamento das bilheterias, por exemplo, pois não há quantidade suficiente de guichês para a venda de ingressos. O gramado piorou de modo inaceitável, com remendos e uma quantidade excessiva de areia, prejudicando o andamento das partidas.

Há poucos dias, a concessão do Maracanã foi suspensa em caráter liminar, pelo juiz da 9ª Vara Pública do Rio de janeiro, acatando ação proposta pelo Ministério Público. Embora não tenha efeito imediato, essa suspensão acende o sinal de alerta.

O Fluminense ainda tenta um novo acordo, visando melhorar as condições de utilização do estádio. O acordo original, que era razoável, celebrado na gestão anterior, foi inacreditavelmente alterado ainda naquele mandato, sem explicações aceitáveis. Esses adendos tornaram o uso do Maracanã um pesadelo.  

É bem possível que as condições só melhorem com a saída definitiva dos ocupantes do nosso grande estádio, independentemente de qualquer acordo que possa ser celebrado, seja com que clube for. O lamento é profundo, pois o Maraca foi criminosamente estropiado, literalmente, por inclassificáveis "gestores governamentais", sequiosos em sua confessa e condenável ganância. 

Nos dias atuais, fica sempre a impressão de que o Fluminense esteja chafurdando na mesma lama. Lamentável sob todos os aspectos.

Somente nossa torcida, apoiando a equipe, poderá demonstrar um amor que não se vê nessa inclassificável gestão.  

Saudações Tricolores.

 

TOQUES SUTIS: Constatações

- A solução tem endereço: Rua Álvaro Chaves, n° 41, Estádio Manoel Schwartz, revitalizado e modernizado.

- Faltam 239 dias para o Centenário do Estádio das Laranjeiras. 

VOLTAR PARA EM FOCO
Compartilhe
  • Googlemais
comente
Distribuidora de Produtos Alimentícios e DescartáveisDistribuidora de Produtos Alimentícios e DescartáveisDistribuidora de Produtos Alimentícios e Descartáveis
©2017 OBSERVATÓRIO DO FLUMINENSE
Os Woden