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Debate • Por Bruno Carril - MR21 - Foto: Dhavid Normando/Futurapress • 19 abr 2017
De olhos abertos contra arbitragens encomendadas (por Bruno Carril - MR21)

Desde a sua fundação, o MR21 (Movimento de Renovação 21 de Julho) adotou como uma de suas principais bandeiras a defesa institucional do Fluminense Football Club, sendo este um tema recorrente nos debates estabelecidos neste espaço, principalmente em relação ao notório fracasso da antiga gestão na defesa da imagem e dos interesses do clube, diante não apenas de covardes e desonestos ataques sofridos por parte da mídia esportiva nacional, mas em razão do enfraquecimento político fora das quatro linhas, feito que, em tantas oportunidades, resultou em prejuízos para a entidade.

Nos debruçamos, pois, em um conceito mais amplo de Defesa Institucional, englobando uma necessária proteção à imagem e à honra do clube, a incessante salvaguarda dos interesses econômicos, políticos, sociais e esportivos da entidade e a preservação e valorização da sua história, de sua torcida e de seu patrimônio.

Isto posto, sugerimos, durante o período de campanha eleitoral, a criação e o desenvolvimento de uma comissão interdisciplinar, formada por profissionais especializados em direito, marketing, comunicação que, principalmente, entendam o tamanho do Fluminense e que saibam fazer o necessário para que o clube receba o respeito que lhe é devido, em todas as esferas.

Nossa proposta foi aceita e devidamente inclusa no Plano de Gestão que orientou a campanha de Cacá Cardoso à presidência do Fluminense, posteriormente assumido em sua integralidade pelo atual presidente, Pedro Abad.

É perceptível, pois, que a atual gestão, mesmo em um curto espaço de tempo, já foi capaz de promover avanços significativos nessa pauta. As recentes mudanças no setor de comunicação do clube e as vitórias obtidas na justiça que garantiram o direito de utilização do Maracanã e ao torcedor tricolor a permanecer no lado que, por direito, lhe pertence, inclusive com a imposição de tal obrigatoriedade ao único clube que insistia nos questionamentos, o Vasco da Gama, ilustram a evolução no setor.

Entretanto, não obstante ao significativo avanço, é necessário que se vá além. Com a proximidade do quarto mês de gestão, é chegada a hora do clube dar um passo mais incisivo no sentido de fortalecer a sua Defesa Institucional, tirando a comissão do papel e colocando em prática.

Mais do que a defesa contra os recorrentes e oportunistas ataques que o clube recebe comumente, oriundos de jornalistas mal intencionados e despreparados para o exercício de sua função, é preciso que o Fluminense comece a adotar uma postura mais rígida e severa junto às entidades de administração do futebol, como a Federação do Rio de Janeiro e a própria CBF.

O Fluminense permanece sendo prejudicado, de forma recorrente, por decisões teratológicas, para não dizer estapafúrdias, oriundas principalmente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro que, há muito, deixou de importar-se com o escracho que é o favorecimento a determinados clubes.

Recentemente, saímos derrotados em duas partidas com erros crassos de arbitragem sem que qualquer medida tenha sido tomada. Não se discute, pois, que o Fluminense não fez boas partidas contra Botafogo e Goiás. Mas, indiscutivelmente, foi prejudicado em lances capitais nessas partidas que alteraram de forma direta o placar.

Em resposta, a Federação de Futebol do Rio de Janeiro, que há pouco tempo suspendeu um arbitro por um erro comum contra o time de regatas da Gávea, confirmou que nenhuma punição seria dada ao soprador de apito que deixou de marcar o impedimento mais claro de todos os tempos na partida contra o Botafogo. Após o absurdo da última quarta-feira, a CBF escalou para esta quarta um árbitro conhecido por anular um gol legal, após validá-lo, em partida contra a Chapecoense, há dois anos. É preciso ir além. Ainda que a evolução seja indiscutível, ainda estamos muito aquém do mínimo aceitável.

É preciso que tenhamos representantes cada vez mais fortes dentro da Federação de Futebol do Rio de Janeiro e da CBF, que possam impor as nossas vontades e fortalecer a nossa posição nessas instituições.

Devemos seguir com um corpo jurídico atento às movimentações e incansável na defesa de nossos interesses, exatamente como vem ocorrendo, e um setor de comunicação pronto para defender, a qualquer custo, a imagem e os interesses do clube, para que tenhamos a força necessária para não deixar sem resposta qualquer mínima acusação infundada que seja feita contra o clube.

Estabelecer uma defesa institucional forte, sólida e capaz de garantir o merecido respeito ao Fluminense Football Club, a maior entidade esportiva, social e cultural desse país, e aos seus torcedores e sócios, mais do que uma simples proposta, é um dos fundamentos filosóficos do MR21 – Movimento de Renovação 21 de Julho.

A defesa do Fluminense é, ao lado da garantia de suas tradições esportivas, o mais basilar dos deveres assumidos pelo mandatário do clube. E jamais nos furtaremos de cobrar os necessários (e prometidos) avanços no setor.

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