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Finanças • Por Edgard Maciel de Sá e Hector Werlang - GloboEsporte.com – Foto: Edgard Maciel de Sá • 20 abr 2017
Doações de torcedores mantêm obra, e rua do CT avança para sair do papel

Não fossem as doações por parte de torcedores, a construção do CT correria sério risco de ser totalmente paralisada. Desde que Pedro Antonio Ribeiro da Silva parou de investir na obra, afinal, o empréstimo ao clube alcançou o teto de R$ 7 milhões, os serviços na Barra da Tijuca são mantidos com a ajuda dos mais diversos tricolores. Os cerca de R$ 150 mil arrecadados ajudaram a financiar a pavimentação de parte do terreno e a guarita de segurança. Paralelamente, a nova rua de acesso está perto de sair do papel.

Foi em janeiro que novos serviços pararam de ser contratados por Pedro Antonio – é o vice de Projetos Especiais quem financia a obra desde o seu começo. Como o contrato firmado entre ele e o clube previa o limite de gastos, o dirigente decidiu esperar o ressarcimento. A gestão do presidente Pedro Abad optou por alocar os escassos recursos em quitação de dívidas e outros setores do clube. Há a promessa de quitar o débito embora sem data precisa. Enquanto isso não ocorre, as doações são a solução.

É verdade que alguns serviços foram contratados antes da suspensão de investimentos, como instalações elétricas e hidráulicas e o sistema de prevenção a incêndio na torre (o setor administrativo e a concentração). A pavimentação do terreno em frente ao prédio e a guarita de segurança estão sendo finalizados com dinheiro doado. Ele chega ao clube em troca de camisas (o modelo da Adidas que não chegou a ser lançado) ou com a simples intenção de ajudar.

A torre é o setor que mais concentra serviços. A sala de uso da imprensa deve ser inaugurada em maio – os armários foram comprados recentemente. O auditório, com capacidade para 60 pessoas, onde ocorrerão as entrevistas, por exemplo, não tem prazo para conclusão. Ainda não há orçamento do seu custo.

A ser batizada de Oscar Cox, fundador do clube, a nova rua de acesso ao CT teve o projeto finalizado. O clube reuniu a documentação necessária e irá pedir a licença de construção à prefeitura do Rio até o fim do mês. O aterro do local começará a ser feito com a areia que atualmente está armazenada no local onde será construído o terceiro campo. Não há previsão ainda do começo dos trabalhos.

A via terá 1,1 quilômetro de extensão, com 60 metrps de largura, ficará ao lado do Departamento Nacional do Senac, passando por trás da Escola Sesc, ligando o terreno do Flu à Avenida Ayrton Senna. Após a construção, o acesso deixará de ser improvisado. Atualmente, é feito pela Avenida Arroio Fundo e Avenida Comandante Guaranys, área nos fundos da Cidade de Deus. Não há uma ideia do custo total, mas estima-se que varie entre R$ 3 milhões e R$ 10 milhões.

Inaugurado em 21 de julho, dia dos 114 anos do Tricolor, o CT recebeu o primeiro treino em 11 de outubro de 2016, época em que apenas a estrutura esportiva (dois campos, vestiário, piscina e academia) estava finalizada. A torre deveria sair do papel apenas em 2018, porém, por decisão de Peter Siemsen, ex-presidente, o cronograma foi adiantado. Segundo o clube, o total investido na construção até agora foi de R$ 24 milhões. Faltam mais R$ 5 milhões para concluí-la.

 

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