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Na Mídia • Globoesporte.com • 13 set 2017
America diz que laudo técnico do Giulite Coutinho em 2016 ficou a cargo do Flu

O America-RJ se manifestou na tarde desta terça-feira após terem sido divulgados detalhes da operação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) que prendeu pelo menos 34 pessoas, a maioria bombeiros militares, e que apontou que o Estádio Giulite Coutinho, casa do clube, foi liberado para uso em 2016 a partir de uma conduta criminosa, envolvendo o pagamento de propina.

Ao GloboEsporte.com, a direção do America informou que, em 2016, a documentação para a regularização do estádio foi dividida da seguinte maneira: o clube ficaria responsável pelo alvará de licenciamento junto à Prefeitura de Mesquita.

O Fluminense, clube que mandou jogos no Giulite Coutinho na temporada passada, teria que arrumar os laudos técnicos no Corpo de Bombeiros, incluindo o Laudo de Proteção Contra Incêndio (LPCI), para que o estádio pudesse estar apto a receber partidas.

Procurado para falar sobre a responsabilidade dos laudos técnicos, o diretor de futebol do America, Marco Antônio Teixeira afirmou apenas que o clube e o Fluminense não possuem culpa nas acusações do Ministério Público e da Polícia Civil.

- Tenho absoluta certeza que America e Fluminense não tem responsabilidade nenhuma nesse processo - disse o dirigente.

Em seu site oficial, o America também soltou uma nota:

"O America Football Club esclarece que não tratou da obtenção de Laudo (LPCI) junto ao Corpo de Bombeiros em 2016, conforme veiculado em meios de comunicação. Portanto, o America Football Club não tem nenhuma responsabilidade sobre os fatos levantados e está à disposição das autoridades".


Fluminense também se manifestou:

"O Fluminense Football Club vem a público afirmar que jamais se valeu de práticas ilegais e nem se utilizou de vantagens indevidas com qualquer órgão público. O clube repudia atitudes irregulares em todas as suas formas e preza pelo cumprimento da legislação em vigor. O Fluminense sempre cumpriu todas as exigências necessárias para atuar dentro da normalidade. A Instituição se coloca à disposição para o que for necessário."

Entenda o caso

A liberação do Giulite Coutinho foi suspeita?


Sim. Segundo a investigação, a documentação do alvará e do laudo de prevenção e combate a incêndio foi fraudada. Há gravação que comprovaria o pagamento de propina.

- Em determinada conversa, isso é dito. O estádio funcionou sem autorização. Foi dada uma autorização prévia sem o cumprimento das exigências - afirmou a delegada Renata Araújo, da delegacia fazendária.

Quem negociou a propina: o América ou o Fluminense?

Os responsáveis pela investigação não revelaram.

Em qual setor do Corpo de Bombeiros surgiram as suspeitas?


As investigações começaram a apurar a prática criminosa no grupamento de Nova Iguaçu (responsável pela área do Giulite), mas a polícia identificou que o grupo atuava em um âmbito maior e a prática criminosa atuava em outros municípios.

O esquema de corrupção ocorria principalmente no setor de engenharia do 4.º Grupamento do Bombeiro Militar de Nova Iguaçu, do 14 º Grupamento do Bombeiro Militar de Duque de Caxias e do Grupamento de Operações com Produtos Perigosos, do qual participavam oficiais bombeiros militares responsáveis por expedir documentação indispensável para o funcionamento de qualquer estabelecimento comercial. Os presos estão sendo levados para a Cidade da Polícia.

Como funcionava o esquema?

Os militares recebiam propina para expedir os laudos técnicos de diversos estabelecimentos comerciais, tanto de pequeno, médio e grande portes. Para conceder essas licenças, os bombeiros deveriam avaliar as instalações hidráulica e elétrica, assim como o posicionamento da saída de emergência e outros aspectos ligados a segurança do local. As licenças eram vendidas por R$ 750 até R$ 30 mil.

Mais gente pode ser presa?


A operação foi deflagrada para cumprir mandados de prisão contra 35 bombeiros e três empresários, denunciados pelo crime de organização criminosa. Também serão cumpridos 64 mandados de busca e apreensão, incluindo o Quartel-General da Corporação.

Como é a parceria entre América e Fluminense?

Com o Maracanã cedido ao Comitê Rio 2016, o Tricolor procurou uma alternativa para mandar seus jogos. Firmou uma parceria com o América. O Giulite Coutinho, porém, sempre teve problemas na liberação pelas autoridades tanto no alvará de funcionamento da prefeitura de Mesquita quanto no Corpo de Bobemiros.

Pelo acordo entre os clubes, o América era o responsável por liberar o estádio. E o Tricolor arcava com o custo de reformas e manutenção. Desde 17 de julho de 2016, o Flu mandou 14 jogos lá.

Por que o Flu deixou de atuar no Giulite?

O Tricolor, para ficar mais próximo da torcida, decidiu mandar suas partidas no Maracanã. O último jogo na casa do América foi em 20 de julho de 2017. Porém, a parceria está mantida. Recentemente, em 29 de agosto, o sub-20 tricolor enfrentou o Cruzeiro lá pelo Brasileirão da categoria.

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