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Artigos • Por João Garcez - Blog Terno e Gravatinha - Foto: Nelson Perez - Fluminense F.C. • 13 nov 2017
A formação da discórdia (por João Garcez - blog Terno e Gravatinha)

Ao insistir com um esquema que jamais deu certo, o técnico Abel Braga praticamente elimina de antemão a possibilidade de sucesso em confronto qualquer. Tornou a escalar três volantes contra o Cruzeiro – Marlon Freitas, Wendel e Douglas –, como se o excesso de jogadores defensivos garantisse proteção à sua defesa. Os três gols sofridos, um para cada volante, endossa a opinião geral de que não é este o caminho a ser seguido.

Sem Sornoza e Henrique Dourado, suspensos, e com seu único meia, Gustavo Scarpa, atravessando fase irregular, o excesso de cautela na formação inicial era um convite ao adversário, que, pela marcação frouxa e excesso de espaços deixados, parecia, porém, indolente e preguiçoso no começo.

Mas contra um Flu que comete erros defensivos em profusão, jogar no modo avião às vezes pode ser o suficiente. Ainda mais quando este perde um jogador e também as estribeiras. A expulsão do lateral esquerdo Marlon e o gol sofrido na sequência em bola alçada na pequena área – Cavalieri, plantado, falhou no lance – determinaram o desfecho da partida ainda com mais de meia hora de bola por rolar.

A uma vitória de garantir matematicamente o heptacampeonato, o Corinthians quer festejar o título diante de sua torcida, no feriado nacional desta quarta-feira. Seu próximo adversário é justamente o Fluminense, que em 2008, com um gol de Tartá, conseguiu adiar a conquista do São Paulo, que só veio uma semana depois, em Goiás.

O jogo tem apelo popular, será assistido por todo o país e o Flu tem que entrar com a faca nos dentes se não quiser passar como mero arroz de festa.

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Fernando Moraes - 14/11/2017 às 13h01
Precisamos ser mais racionais para analisar esta premissa de que é um "erro" escalar três volantes no Flu:

1 - O Flu melhorou sua defesa quando colocou alguém mais fixo a defendendo? Sim, mas não significa que ficou boa, pois falta um sistema e modelo de marcação mais agressivo dos outros volantes e meias além de zagueiros mais concentrados e um goleiro que saia do gol em cruzamentos. Mas melhora um pouco sim.
2 - quem no Fluminense poderia estar em condições de substituir Sornoza?
Marquinhos?? (socorro) Robert? (joga mais avançado e nunca desfrutou da confiança de Abel não seria agora que entraria)... e acabou! Não há mais ninguém no elenco!?!
3 - Tanto Douglas quanto Wendel sempre foram, tanto quanto continuam sendo os mais indicados sim para substituir o insubstituível Sornosa.
4 - Wendel carrega a bola mas pode jogar nessa função bem melhor do que Scarpa por sinal.
5 - Recuar Marco Junior seria uma boa tentativa pois foi meia na base e sabe se mexer por todo o campo dando opção de passe e marcando.
Mas a torcida o persegue... e nunca aceitou sua efetivação como meia.

Conclusão: O verdadeiro erro do Abel foi dispensar o Danielzinho (e Eduardo, Higor).
O problema não é a escalação ou não de 3 volantes; e sim a total falta de opções para essa posição.
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João Aníbal Lemos - 13/11/2017 às 17h15
O Abel não está em condições de comandar um time de futebol. Os três volantes não desarmam e não criam nada, isso não é esquema de jogo. E na hora de fazer uma substituição tira o Scarpa, o único que sabe ler nessa escola onde o professor não ensina nada e os outros não sabem nem escrever o nome. O tal de Douglas erra a maioria dos passes e fez a jogada mais bizarra do campeonato. Ao tentar atrasar uma bola para um zagueiro (Renato Chaves Fraco e Horrível) lançou o Sóbis que só pode ter ficado com dó do Abel e cara a cara com Cavalieri não fez o gol. Cruzou bola na área do Flu é rede. Vai ser difícil ficar na série A.
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