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Debate • Por Cezar Motta - Sempreflu - Foto: Nelson Perez - Fluminense F.C. • 13 nov 2017
Walking Dead, Diretoria e time (por Cezar Motta - Sempreflu)

O nosso time de zumbis achou um gol no comecinho do jogo, mas logo todos nós, tricolores, caímos na real. Esses mortos-vivos não conseguem segurar um resultado contra ninguém, e desde 1998 nunca fomos tão humilhados - e nunca a possibilidade de destruição do futebol do Flu foi tão patente.

Abel Braga, no comando dos walking dead, tornou-se um tresloucado, atravessa a pior fase de sua carreira vitoriosa. Parece em franca decadência. Se eu não lhe conhecesse o caráter, diria que está forçando a própria saída no final do ano.

Um técnico profissional insistir em escalar Lucas, Renato Chaves e Marlon Freitas, os três piores jogadores em suas posições no país, é um grave sinal de alienação, de que está completamente perdido. Ou sabotando o próprio time, o que custo a acreditar.

Lucas deveria estar internado, tratando da saúde, e não jogando futebol profissional. O rapaz tem problemas graves e não pode jogar. Renato Chaves é um escândalo, um abuso com a instituição Fluminense e com os torcedores. Não vi nem na segunda divisão um zagueiro tão fraco, tão ruim, tão desqualificado.

E o Marlon Freitas? Outro acinte, outra vergonha para nossa camisa e outro tapa na cara da nossa torcida. É inaceitável que um clube de futebol com uma folha de pagamento em torno de R$ 7 milhões apresente tantas aberrações em campo.

Enfim, é um time à altura da nossa diretoria, que permite um atraso salarial de quase três meses, algo que não acontecia desde... 1996, 97 e 98, anos do tri rebaixamento. Tudo muito parecido. Um processo de destruição de tradições, de orgulho, de camisa, e que parecia superado.

Só que naquela época, tudo isso era novidade, e a torcida se mobilizou, junto com tricolores históricos como Carlos Alberto Parreira, Manoel Schwartz, e outros que surgiram, como David Fischel e Celso Barros.

Hoje, o resultado é apatia, embora nosso torcedor não venha fazendo feio, temos o melhor público dentre os times do Rio. Já tenho até dúvidas em relação a rebaixamento, porque a vergonheira continua.

Uma boa economia (como economia, se não pagamos a ninguém?) seria encaminhar ao olho da rua Alexandre Torres, Marcelo Teixeira, a equipe de preparação física e acabar com a brincadeira Samorín, que nos consome recursos que não temos – e serve apenas para a autopromoção do Marcelo Teixeira.

Acho que o desgaste de Abel Braga é inevitável, e um novo vice-presidente de futebol com energia, com conhecimento de futebol (temos isso no Fluminense?), teria que ser encontrado. Esse vice começaria um planejamento para o ano que vem, com um técnico mais jovem e atualizado, talvez Fernando Diniz, Roger Machado ou o Alberto Valentim.

Valentim não deve continuar no Parmêra, e é uma boa novidade. Chega dessas mesmas caras, dessa lassidão, dessa falta de vontade e inércia da diretoria e do comando de futebol, o que se reflete no time em campo, junto com a ausência de salários.

Se nada mudar para o ano que vem, a destruição do nosso futebol como time de elite, como clube grande, será acelerada e inevitável. Já estamos desperdiçando jogadores de potencial, como Gustavo Scarpa, que jogou sem vontade, e Wendel, que parece ter desistido do futebol.

Pedro também mostra potencial, mas sem comando, sem orientação, com um futebol acéfalo, certamente vai se perder, como já se perdeu o Wendel e também acontece com o Scarpa.

Nosso departamento médico permite que Wellington Silva e Douglas vão a campo sem as mínimas condições. O Cruzeiro foi para o jogo como um time de casados contra solteiros, sem vontade de jogar e satisfeito, talvez, com um zero a zero. Foi só o Flu marcar com Pedro, e os cruzeirenses correram o suficiente para empatar. Mas só um pouquinho...

Com os mortos-vivos Lucas, Renato Chaves, Marlon Freitas e Henrique em campo, o Cruzeiro foi quase obrigado a vencer o jogo. Se acelera um pouquinho, teria aplicado uma goleada. E Reginaldo e Pierre no banco. Ou sei lá onde...

Um filme de terror interminável para a torcida do Fluminense. No final do jogo, uma cena constrangedora. O tal de Marlon Freitas tentou dar sua primeira corrida no jogo e desabou com a cara no chão sozinho, sem ninguém por perto.

Eu odeio ter que atacar individualmente jogadores, afinal são profissionais, chefes de família e não recebem salários sabe-se lá há quanto tempo. Mas não há alternativa, é preciso falar deles. Nós não merecemos o que vemos em campo. Não acredito nem que a nossa “diretoria” assista aos jogos.

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Fernando Moraes - 14/11/2017 às 13h21
Acho engraçado... num passado recente o Fluminense decidiu investir em treinadores novos exatamente com o perfil dos que citou, à época: Cristóvão, Enderson, Drubscky,
Eduardo Batista.

E o que aconteceu?

A torcida os perseguiu exigindo em peso a cabeça de cada um deles (alguns com justiça, outros não) alegando que seus currículos não estavam à altura da "instituição".

Enderson, por exemplo, foi quem lançou Scarpa (que de acordo com interessante declaração de Fernando Diniz no Bem Amigos - que o dirigiu em São Paulo quando emprestado pelo Flu - não acreditava que este jogador pudesse jogar o que jogou quando voltou ao Flu. Portanto o mérito foi do Enderson e não do empréstimo)
Fez Marco Junior jogar como nunca recuando-o para a função de meia (foram ambos perseguidos pela torcida por isso). O time teve um grande momento e se perdeu quando junto às contusões de sempre, a diretoria contratou com status de titulares o Ronaldinho Gaúcho, o Cícero e o Osvaldo !!
Todos os três com apoio da torcida havendo mais de 90% para os dois primeiros !!??!!

Esse ano trouxe Abel, finalmente um treinador cascudo... e agora começa o discurso que precisamos de gente "nova" para dirigir o time...

Bipolar é pouco... somos ridículos...
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José Carlos - 14/11/2017 às 11h08
Eu tenho impressão que esses caras quando escrevem estes absurdos, eles se esquecem o que aconteceu pós Unimed. Estamos pagando pelos desmandos de Celso Barros, que durante anos fez o que quiz, produzindo contratos caríssimos e longos, com jogadores no mínimo duvidosos. Antes de reclamar e querer tirar o único profissional de futebol, que trabalha sério numa situação dificil, como o faz o Abel. Isso é um absurdo. Ao invés de falar besteira, faça alguma coisa produtiva.
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Marcondes - 13/11/2017 às 19h40
o Abel deve ser mantido, nos falta um patrocinador para podermos realmente montar um time competitivo, um time muito jovem e inexperiente e quando o treinador olha no banco não tem muita opção para reforçar o time naquela hora do jogo em que ele mais precisa, fica difícil, não é qualquer técnico que aceita este desafio
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Sergio de Carvalho Mendes - 13/11/2017 às 13h53
Excelente comentário,tem q faxinar geral
desde campo, diretoria,depto médico e fisioterapia.Nunca em minha vida vi um
Time sujeito a tantas contusões, evidente
A mal preparação.
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Arnoldo Cotrim - 13/11/2017 às 13h47
Meu amigo, você exagerou !!!... Me desculpe, mas não dou valor a essas "análises bipolares de arquibancada"... Me poupem, por favor... Vamos pensar mais longe e com os pés no chão!
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Pedro Silva - 13/11/2017 às 11h37
Infelizmente é a verdade. Muita gente ruim, de cima até em baixo. Aliás, pelo andar da carruagem é para baixo que vamos. O quadro está pintado! É um filme de horror, jogo após jogo. Com certeza tem alguém interessado nesta situação atual. Talvez os incompetentes que comandam o FLU.
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