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Debate • Por João Garcez - blog Terno e Gravatinha - Foto: Nelson Perez - Fluminense F.C. • 04 dez 2017
Lapsos finais (por João Garcez - blog Terno e Gravatinha)

Não chegou a ser uma atuação tão indecente quanto a do sábado passado, mas a partida que marcou a despedida do Fluminense no Campeonato Brasileiro, contra o rebaixado Atlético-GO foi melancólica, tal como a sua campanha. O estádio vazio deu ao jogo um aspecto de fim de feira, com direito a mais uma falha clamorosa da defesa, desta vez com Léo, que, ao tentar dar uma pixotada na bola, acabou falhando e originando o gol de empate do Dragão. Antes, Wendel havia marcado um golaço, pintura que não acompanhou o nível de sua atuação, na média dos demais.

Depois de terminar na 13ª colocação nas duas edições anteriores, ao fim de mais um Brasileiro, o Tricolor conseguiu a façanha de piorar, caindo mais um degrau. Até mesmo a volta à Copa Sul-Americana só foi possível porque o Grêmio conquistou a Libertadores, aumentando a oferta de vagas.

Mas o que não caiu no colo foi a meritória artilharia de Henrique Dourado (ao lado de Jô, com 18), obtida com muito suor e senso de profissionalismo. Os gols do Ceifador, também goleador do país na temporada, fizeram do Fluminense um dos clubes com maior número de artilharias em Campeonatos Brasileiros (cinco), atrás apenas de Vasco, Flamengo, Atlético-MG, Botafogo e Internacional.

Gustavo Scarpa, que, como Conca em 2010, atuou nas 38 partidas na competição, apesar dos altos e baixos, e até de uma certa pinimba com a torcida, é um dos nomes do elenco que também deve ser exaltado em 2017. Scarpa, que terminou o Brasileiro como líder de assistências (12), superou uma fratura no pé a tempo da estreia vitoriosa contra o Santos, em 14 de maio. Desde então, teve queda de rendimento, mas jamais se escondeu.

Gustavo Scarpa e Henrique Dourado deverão – ou, ao menos, deveriam – encabeçar a lista de jogadores com os quais o clube deseja contar em 2018.

Com a temporada do futebol nacional encerrada, o Fluminense deverá definir nos próximos dias a situação da comissão técnica, para iniciar o seu planejamento.

E se em 2017 houve uma certa benevolência com a direção, que, por pegar um clube em grave crise financeira, apostou num time de pratas da casa, em 2018 a cobrança promete ser bem mais ostensiva.

Os erros estratégicos não foram poucos, promessas foram descumpridas e o ato final, com condução coercitiva do presidente até a polícia, uma mancha à bandeira, acabou por fritar de vez a paciência dos tricolores.

Para o chamuscado Flu, 2018 começa já nesta segunda-feira.

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