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Debate • Por Carlos Henrique Faria - MR21 • 09 jan 2018
Somos gigantes! (por Carlos Henrique Faria – MR21)

O ano de 2017 não deixará saudade para os torcedores tricolores.

Após um início relativamente promissor, a equipe não conseguiu suplantar as seguidas contusões, as fraquezas do seu sistema defensivo, a tragédia pessoal de seu comandante e a oscilação de desempenho dos seus jogadores.

Além disso, os constantes atrasos de salários contribuíram para tumultuar o ambiente que não conseguiu ser controlado pela equipe que comandou o futebol tricolor.

No futebol, em um ano que mais uma vez ficamos numa posição ruim na tabela durante todo o Campeonato Brasileiro, nós podemos comemorar o excelente - e até surpreendente - desempenho do nosso centroavante Henrique Dourado, bem como a aparição de alguns bons jogadores da nossa base, mesmo que muitos deles ainda não estejam prontos. É pouco. Precisamos de muito mais. Nós precisamos disputar as principais competições nacionais e internacionais de forma mais digna.

Durante o ano que passou, equipes de menor tradição e orçamento fizeram campanhas melhores que a nossa. Não é só falta de dinheiro.

Fora do campo, nos deparamos com uma necessidade imediata de uma reformulação financeira que, muitos de nós, entendíamos que já havia sido feita anteriormente. O fato é que não foi. E ouvimos, novamente, o discurso de que a austeridade é necessária. 

Entendemos que, agora de fato, foi feito um plano mais sério de renegociações das dívidas de curto prazo para que exista um desafogo no fluxo de caixa do clube.

Ainda sobre esse tema (Finanças), a maioria dos integrantes do Conselheiro Deliberativo e o Conselho Fiscal, em seu parecer sobre as contas de 2016, perderam a oportunidade de dar um recado forte e claro aos administradores atuais e futuros do Fluminense. Apesar de não existir nenhuma falha contábil na prestação de conta, existia, claramente, o uso incorreto dos recursos, principalmente ao deixar compromissos futuros que não poderiam ser honrados.

Infelizmente, a política prevaleceu e as contas foram aprovadas. Quem perdeu foi o Fluminense, sem nenhuma dúvida.

Em paralelo, algo muito importante aconteceu esse ano: o início do processo de profissionalização do clube. Ter profissionais de mercado cuidando da gestão do clube nos parece o único caminho. Não temos dúvidas que estamos atrasados. E muito. Quanto menos política nas decisões cotidianas, mais o clube ganha. O Conselho Diretor (Presidente e seus Vice-Presidentes) deve estipular as metas e diretrizes acompanhando o desempenho e, em hipótese alguma, deve cuidar do dia a dia do clube. Principalmente por que seus membros não têm tempo disponível para isso, já que não são remunerados e todos possuem outras atividades, e, também, porque - em sua maioria - não são especialistas.

É importante dizer que estamos no início dessa mudança e não devemos perder o foco dessa implementação. Não será fácil, o desafio é grande, pois muitos perderão poder, mas, exatamente por isso que ela é tão necessária. Cabe aos grupos políticos ajudarem a viabilizar essa mudança, utilizando o conhecimento existente sobre a grandeza do Fluminense para conduzir os caminhos desses profissionais.

Não podemos nunca perder a perspectiva que nosso clube e nossa história são gigantes.

Saudações Tricolores!

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