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Na Mídia • Por Felipe Siqueira e Hector Werlang - GloboEsporte.com • 08 fev 2018
Flu não pensa em plano B e mantém rotina de treinos após cancelamento

O dia a dia do futebol do Fluminense é no CT Pedro Antonio Ribeiro da Silva, na Barra da Tijuca. Mesmo com incidentes recorrentes na Cidade de Deus, bairro vizinho, e com operações das forças de segurança na região, o Tricolor não considera um plano B para o trabalho de Abel Braga e dos jogadores.

Na semana passada, a coletiva de Paulo Autuori foi transferida para o dia seguinte em razão de conflitos na região. Nesta quarta-feira, o treino da manhã foi cancelado, situação inédita desde que o clube passou a utilizar o local, em julho de 2016.

A medida, a mais drástica até aqui, foi por precaução, após o clube tomar ciência da realização de uma megaoperação que contou com Forças Armadas, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional e polícias Civil e Militar.

Funcionários e jogadores foram avisados da decisão de urgência pela manhã, especialmente por grupos de Whatsapp. A sessão de trabalho da tarde, mantida pois não houve o registro de confrontos nas proximidades do CT, foi tranquila. Não se ouviram sequer tiros, como o ocorrido em outras oportunidades.

Depois de episódios violentos e de uma sensação de insegurança no passado, a qual fez alguns jogadores tomarem a decisão de blindar carros, os atletas têm encarado com normalidade o dia a dia no CT.

Quem passou a integrar o grupo em 2018 ainda se acostuma com a realidade, especialmente pela má impressão gerada pelo acesso improvisado por vias que são usadas como rota de fuga de traficantes.

 

Mas e as Laranjeiras?

Voltar a treinar na sede das Laranjeiras, em caso de inviabilidade do CT, não é alternativa cogitada. Primeiro porque o clube confia na melhora da segurança na região e, no projeto original, o acesso se dará por outra rua. Segundo porque a antiga sede do futebol não tem condições de receber o grupo atualmente. Apenas o gramado está pronto para uso. Não há academia. As instalações do departamento médico e da fisioterapia foram levadas para a Barra. Não seria possível mudar toda a estrutura de um local para outro diariamente. Outras opções também não foram levantadas.

 

Histórico do CT

O centro de treinamento do clube fica atrás da Escola Sesc, próximo da descida da Linha Amarela para a Avenida Ayrton Senna, e a entrada é feita por uma via lateral, vizinha à Cidade de Deus. É comum ouvir tiros do CT.

Em maio de 2016, assaltantes invadiram o local e roubaram mais de 10 mil camisas. No fim daquele ano, bandidos armados renderam seguranças do clube e os mantiveram presos durante três horas. A polícia foi acionada e houve troca de tiros. No começo de 2017, carros da polícia militar chegaram a fazer rondas no CT durante os treinos.

 

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