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Futebol • Fonte: GloboEsporte.com - Foto: Lucas Merçon / Fluminense F.C. • 09 fev 2018
Richard revela emoção em conversa com mãe, e projeta "disputa sadia" com Airton

Richard chegou ao Fluminense em agosto de 2017, emprestado junto ao modesto Atibaia/SP. De lá para cá, o volante fez apenas 13 jogos com a camisa tricolor. O suficiente para se firmar no time titular e convencer o clube a comprá-lo em definitivo. Ao comentar sobre a mudança de vida em período tão curto de tempo, o jogador de 26 anos contou que se emocionou ao conversar com a mãe pelo telefone:

- Não tem como não estar feliz. É uma felicidade imensa. Ontem conversei com minha mãe sobre essa situação e fiquei até um pouco emocionado, porque ela falou que dava vontade de chorar, por tudo que a gente passou. Ela lembrou alguns momentos que eu pedia dinheiro emprestado para ela. Por tudo que já passei, pelos momentos que meus pais me acompanharam, foi muito especial tanto para mim quanto para minha família - disse em coletiva nesta sexta-feira no CT do Flu.

Titular de Abel Braga neste início de 2018, Richard, em breve, terá a concorrência de um jogador renomado na posição: Airton, contratado em janeiro. Ciente da qualidade do novo companheiro, o volante projeta uma disputa sadia pela vaga:

- Todo mundo que vem, chega para somar. O Airton é um excelente cara, não o conhecia, tem uma humildade imensa. Vai ser uma disputa sadia, cada um quer sua posição para poder ajudar o Fluminense. Quem ganha com isso é o Fluminense - disse em coletiva de imprensa nesta sexta-feira, no CT do Flu.

Mas caso perca a vaga para Airton, Richard pode ajudar de outra forma. Ele conta que é um segundo volante de origem, e passou a jogar como primeiro homem de meio-de-campo a pedido de Abel Braga.

- No Atibaia eu fazia a função de segundo volante. Quando eu cheguei aqui, o Abel mudou minha posição para primeiro volante. Procurei não mudar minhas características, mas me adaptar ao que ele pedia para eu fazer taticamente no time. Sou alto, 1,91m, característica que ajuda bastante para primeiro volante, procuro não errar passes e desarmar, que é o foco principal.

O Fluminense volta a campo dia 15 de fevereiro, contra o Salgueiro, pela 2ª fase da Copa do Brasil. A partida será disputada no Estádio Nilton Santos.

- A responsabilidade é nossa. Não pelo tamanho das equipes, porque vamos respeitar. Mas, temos que fazer nosso dever de casa. Vi os últimos jogos do Salgueiro. Eles sofreram duas goleadas. Mas é outra competição, outro pensamento. Temos que entrar com atenção - destacou.

 

Confira outras declarações de Richard:

 

Relação com Abel Braga

Sem palavras para falar do Abel. É um campeão onde passou. Ele quem me deu essa oportunidade.

 

Oportunidade aproveitada

A gente que busca nossa oportunidade também. Quando cheguei aqui, cheguei sob desconfiança, o que é até normal, por estar vindo de um time pequeno, de série A3. Cheguei sob desconfiança do Abel, da diretoria, de todos. E só conquistamos o espaço com trabalho. E foi isso que procurei fazer. A oportunidade chegou e agora estou procurando aproveitar da melhor maneira possível.

 

Por um 2018 melhor

Pode ser melhor em vários aspectos. Ano passado tive pouco tempo para mostrar meu trabalho e esse ano terei mais tempo, agora ainda mais com essa oportunidade de ter assinado por quatro anos. Vou trabalhar mais tranquilo, tenho algumas metas para esse ano, uma delas é manter meus pés no chão, meu foco, para poder ajudar o Fluminense a sair dessa situação.

 

Ajudar o Fluminense

Vou procurar ajudar minha equipe da melhor maneira possível para poder tirar o Fluminense desta situação e ajudar a levar a títulos e conquistas, que é o que o torcedor e nós esperamos.

 

Importância de Autuori

O Autuori é um cara fenomenal. Eu não o conhecia, passei a conhecer no clube. De uns tempos para cá, procurei pegar mais intimidade, os jogadores se aproximaram mais dele, ele se aproximou da gente. Ele foi essencial para essa mudança, tanto fora de campo dessas coisas de salário, quanto dentro de campo. Querendo ou não, tempo atrás ele era treinador. Hoje ele está em outra função, mas continua nos ajudando.

 

Carnaval com a família

Minha mãe chega amanhã. Graças a Deus poderei estar com ela nesse momento, aproveitar a família. Para falar a verdade, eu não sou muito chegado em carnaval, sou caseiro. Vou procurar aproveitar bem este momento.

 

Mãe fica preocupada com o RJ?

Qual mãe não ficaria preocupada. Mas isso é no geral, é no Brasil. Qualquer lugar tem essa violência. Não é só aqui no Rio, aqui na Barra. Procuramos tirar isso de letra, deixar isso fora do campo e se preocupar só em jogar futebol.

 

Trabalhos antes do futebol

Antes do futebol, eu cheguei a tentar várias oportunidades em clubes de menor expressão. Só que enquanto eu não estava jogando futebol, quando não apareciam oportunidades, eu trabalhei em várias situações, trabalhei com carga de caminhão, em mercado em várias ocasiões.

 

Mudança de vida

Mudou bastante. Tanto financeiramente, era uma das maiores. O futebol é um ramo hoje que tira muita gente da situação ruim. A situação financeira é bem diferente.

 

 

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