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Finanças • Por Felipe Siqueira - GloboEsporte.com - Foto: Reprodução/Twitter • 16 abr 2018
Justiça volta a negar liberação de Scarpa e dá 10 dias para Flu e meia se manifestarem

Não foi dessa vez que houve solução no imbróglio entre Gustavo Scarpa e Fluminense. Em audiência na manhã desta segunda-feira, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a juíza Dalva Macedo voltou a negar o pedido de liberação do atleta do clube carioca. Mais: concedeu 10 dias úteis para as partes apresentarem as considerações finais no processo.

Após o prazo, a tendência é de que a magistrada, titular da 70ª Vara do Trabalho do Rio, apresente a sentença. Até lá, Scarpa continua impedido de atuar pelo Palmeiras, clube com quem assinou contrato amparado em uma liminar posteriormente cassada pelo Flu. A parte que perder o caso em 1ª instância ainda porderá recorrer às instâncias superiores.

O processo movido por Scarpa contra o Flu tem valor de R$ 9,2 milhões e se baseia em atraso no pagamento de salários, direitos de imagem e FGTS. Tudo começou em 22 de dezembro do ano passado, quando o atleta ingressou com a reclamatória.

No dia 12 de janeiro, a juíza Dalva Macedo negou o pedido de rescisão de contrato antecipada pelo jogador. Um dia depois, porém, o atleta entrou com um mandado de segurança em segunda instância e conseguiu se desvincular do time carioca - foi anunciado pelo Palmeiras em 15 de janeiro. Decisão cassada pelo TRT em 15 de março e referendada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) posteriormente.

Scarpa, que mantém a forma em uma academia em Hortolândia, interior de São Paulo, esteve presente na audiência. Os advogados dele solicitaram segredo de Justiça e, por isso, a imprensa não pode acompanhar a sessão. Eles preferiram não se manifestar. No entanto, confirmaram que não irão tentar outro mandado de segurança até a sentença final da juíza.

Já o advogado que representava o Fluminense, Rui Meier, conversou com a imprensa. Perguntado se estava confiante em um desfecho favorável ao Tricolor, ele revelou que o clube chegou a conversar com o staff do atleta, empresariado pela OTB, em busca de um acordo:

- Sempre. Tudo depende das partes se conciliarem. O Fluminense conversou com o atleta e seus representantes na semana passada, mas não chegamos a um acordo. Tudo é questão de conciliar. O vínculo dele, hoje, é com o Fluminense. Mas ele optou por não se reapresentar ao trabalho, o que é uma faculdade legal dele, então é por isso que ele não está jogando - explicou Rui Meier.

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