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Artigos • Por Paulo-Roberto Andel - Panorama Tricolor - Foto: Lucas Merçon - Fluminense F.C. • 12 abr 2018
Pablo, qual é a música? (por Paulo-Roberto Andel - Panorama Tricolor)

Parecia tudo certo como dois e dois são cinco. Noite ruim, difícil, sem liga, um primeiro tempo inócuo e, no segundo, aquela pressão que, na prática, não funciona: ter as ações, a bola, mas não finalizar nem agredir.

Faltando pouco mais de quinze minutos para o término, o jogo mudou quando Abel mandou a campo Matheus Alessandro e Pablo Dyego, sendo este último o personagem da partida: marcou o gol que desafogou o Fluminense, por muito pouco não fez um golaço de bicicleta – a bola explodiu no travessão -, provocou a expulsão de um defensor boliviano, deu suas porradas e infernizou o Potosí como se fosse um veterano no auge. Para os mais velhos, por alguns instantes Pablo lembrou até Cláudio Adão em campo – o melhor centroavante que o Flu teve nos últimos 40 anos. Um show!

Descontadas as hipérboles, Pablo acabou com o jogo e, no mínimo, fez com que se refletisse sobre a validade da eventual contratação de Kleber Gladiador, um jogador com bagagem, mas que há muitos anos trocou o protagonismo pelos papéis secundários ou até mesmo figuração. O jovem atacante tricolor mostrou garra, atitude, presença de área, numa espécie de contraponto ao também jovem Pedro, que cobrou muito bem o pênalti no terceiro gol, debochando do exótico goleiro boliviano. Claro, a torcida está impaciente com razão, é preciso contratar sim, mas somente se o jogador trazido for um verdadeiro reforço.

No futebol de hoje, é muito difícil prever os passos das promessas. Tudo é efêmero, veloz. Mas o Fluminense precisa trabalhar melhor seus jovens jogadores no sentido do retorno esportivo e, de cara, Pablo é um deles. Forte, rápido, cheio de atitude, ele é um incômodo para as defesas adversárias e merece o investimento de tempo.

Precisamos de um zagueiro, um meia e um homem de frente, posições fundamentais para dar equilíbrio ao time tricolor sem dúvida. Mas isso não quer dizer nomes requentados ou ao léu. Os próximos passos serão bem difíceis e a diretoria tricolor não pode mais errar.

Saideira: apesar de algumas falhas e segurança a seguir, foi emocionante ver Gum marcando mais um gol importante. Dia desses lá estava ele contra o Internacional de cabeça enfaixada, marcando dois e nos ajudando a sair do buraco em 2009, ou naquela vitória fundamental contra o São Paulo em 2013. Lá se foram nove anos, fato raro e de muito respeito nestes tempos em que vivemos.

Nota: a torcida está afastada do time. Não é de hoje, mas há anos. E nenhuma falácia de estádio na Cidade de Deus vai resolver isso, nem convocações no estilo choque de ordem. Tenham humildade e chamem para ajudar quem realmente entende do riscado.

É isso. Brax.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @pauloandel

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Fernando Moraes - 12/04/2018 às 20h44
Venho batendo na tecla desse jogador, Pablo, há anos - sim há anos que ele vem sendo emprestado sem ter nenhuma chance nos profissionais. O vi jogar numa copinha como lateral direito, posição que eventualmente ocupava... e como ocupava. No time jogavam: Kennedy e Robert (os dois com 17 anos, já na seleção brasileira), o artilheiro do carioca de juniores recém contratado Biro-biro e Gustavo Scarpa entre outros muito bons como Fernando Ramos e Ronam.
Era para o destaque do time ser o Robert, que de fato jogou muito, ou qualquer um dos outros, mas quem roubava a cena e as bolas e partia com tudo para o ataque a cada minuto era o Pablo! Ficaram todos tão encantados, com a força, simplicidade, técnica e volume de jogo desse fortíssimo atleta, que ao se contundir seriamente (desfalcando o time contra o Cruzeiro que levou a eliminação), trouxe o seguinte comentário do narrador do sportv:
"o que será do Flu sem o Pablo?"
Melhor "lateral direito" que já vi jogar no Flu, seja nos juniores, seja nos profissionais.
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