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Debate • Por Caio Blois - GloboEsporte.com - Foto: Reprodução • 13 abr 2018
Unido e Forte deixa gestão do Fluminense e pede renúncia de Pedro Abad

O presidente Pedro Abad enfrentará mais um desafio político pela frente. Em reunião no auditório da Univeritas nesta quinta-feira, o Unido e Forte - grupo importante na base de apoio - decidiu se retirar de vez da gestão atual tricolor. E foi além: pediu a renúncia do mandatário.

O Unido e Forte já era uma união: dos grupos MR21 e Esperança Tricolor, que já haviam retirado seu apoio anteriormente, com o Por Amor ao Fluminense e o Flu 2050. Com a saída do grupo na íntegra, toda a união formalizada por Abad e o vice-geral Cacá Cardoso - crucial na última eleição - chega a um ponto final. Sem a coalizão, o presidente agora tem apenas o apoio da Flusócio, a FluBase e o grupo de Esportes Olímpicos.

- (...) só resta ao “Unido e Forte” anunciar a partir deste momento a sua total ruptura com o Sr. Pedro Abad, não reconhecendo nele valores para ser o condutor do clube neste momento de gravíssima crise financeira e administrativa, além da sua total incapacidade como gestor. (...) Lutaremos, enquanto Conselheiros do Fluminense pela imediata renúncia do Sr. Pedro Abad, sabendo que cada dia que ele fique a mais no cargo, será deverás prejudicial ao presente e ao futuro do Fluminense, uma vez que não se mostra preocupado em seguir o caminho desenhado com os respectivos ajustes financeiros que se fazem necessários, além de ser totalmente inepto e incongruente - diz parte da nota oficial lançada pelo grupo. Veja a íntegra ao fim da matéria.

A Unido e Forte conta com cinco vice-presidentes (Cacá Cardoso, Diogo Bueno, Idel Halfen, Miguel Pachá e Sandor Hagen) e a presidência do Conselho Deliberativo na atual gestão. Apesar do rompimento, o grupo deixou os vices livres para continuarem nos cargos.

 

Vice-presidentes do Fluminense do grupo Unido e Forte

Cacá Cardoso - Vice-Presidente Patrimonial

Diogo Bueno - Vice-Presidente de Finanças

Idel Halfen - Vice-Presidente de Marketing, Publicidade e Relações Externas

Miguel Pachá - Vice-Presidente de Interesses Legais

Sandor Hagen - Vice-Presidente de Governança

 

Os ex-correligionários têm discordâncias quanto a decisões no comando do futebol e afirmam que a gestão atual não é tão compartilhada quanto o prometido na campanha. Vice-presidente do clube, Cacá Cardoso falou em tom de despedida.

- No regime presidencialista, quem tem a caneta tem tudo. Mesmo com cadeiras no CDir e composição grande do CDEL, não conseguimos atuar do jeito que pretendíamos quando da coalizão. Quando olho para trás eu fico com a impressão de que podíamos ter feito mais. Em muitos momentos a decisão que pesou foi a decisão isolada do presidente - disse Cacá na reunião.

 

Confira a nota oficial do grupo Unido e Forte:

 

Rio de Janeiro, 12 de abril de 2018

Comunicado “Unido & Forte”

No dia 15 de novembro de 2016 o grupo “Unido & Forte”, que até então defendia a candidatura do Cacá Cardoso à presidência do clube para o triênio dezembro de 2016 a dezembro de 2019, assinou um documento junto ao então candidato a Presidente do Fluminense Football Club, Sr. Pedro Abad, promovendo a unificação das chapas em prol da candidatura do mesmo, com a participação dos grupos dos Esportes Olímpicos e da Flusócio.

Sendo assim, o nosso até então candidato, Cacá Cardoso, viria como Vice-Geral da chapa “Somos Fluminense”.

Acreditando profundamente que o nosso Plano de Gestão seria totalmente colocado em prática e diante da possibilidade de uma gestão compartilhada, mergulhamos de cabeça na campanha até a posterior eleição.

Os compromissos assumidos então pelo Sr. Pedro Abad avançaram com as nomeações das vice presidências de Finanças (Diogo Bueno), de Governança (Sandor Hagen), de Marketing (Idel Halfen) e Social (Nilo Sergio).

Com o avançar do tempo e com a chegada da Big 4, Ernst & Young, todos os indicadores eram de que realmente os compromissos assumidos seriam trilhados.

De saída, a gestão encontrou uma situação financeira totalmente mentirosa, explicitamente maquiada pelo ex-Presidente Peter Siemsen, sem dinheiro em caixa e com o futuro totalmente comprometido. Dias difíceis e nuvens negras desenhavam os próximos tempos do nosso clube.

Até a reunião da aprovação das contas do exercício de 2016, no início de junho de 2017, o caminhar fez-se como um verdadeiro bloco político. Como se diz no jargão popular, tudo era um mar de rosas, apesar das dificuldades financeiras herdadas, assim como o caos administrativo deixado pela gestão anterior.

O “Unido & Forte”, em sua grande maioria, votou contra a aprovação das contas sabendo desde então que tal ato seria totalmente descabido e mentiroso, fazendo com que os sócios e torcedores do Fluminense pudessem imaginar que o clube vivia apenas uma situação de ajustes e passageira.

A partir dessa irresponsabilidade, a da aprovação das contas, em que o Sr. Pedro Abad ao contrário de se opor (apesar de que como ex-Presidente do Conselho Fiscal se disse desconhecedor das entrelinhas dos números da gestão Peter Siemsen) semeou o voto favorável junto aos seus, o cristal da coalizão começou a apresentar os primeiros sinais de rachaduras crescentes.

Posteriormente, o Sr. Pedro Abad não se posicionou de forma correta com o “Unido & Forte” por ocasião da troca do Vice-Presidente Social, descumprindo o acordo firmado por questões de foro íntimo das nossas mãos, quando o correto seria repor com alguém das bases do nosso grupo.

Aliado a isso, no afã da conjugação do verbo profissionalizar o clube, não soube escolher a maioria dos executivos contratados. Não somente isso, começou a mostrar o seu desconhecimento do que seja gerir. É fato que não sabe delegar porque não sabe o que tem que ser feito para governar democraticamente.

O que se vê desde então é que, apesar de um número sem fim de funcionários e executivos contratados, a sede social, assim como o restante do clube, se encontram abandonados, sem o mínimo de atividade social e sem qualquer esmero na manutenção das instalações.

E se somarmos o descaso com o associado às atitudes intempestivas do Sr. Pedro Abad, nos encontramos com as situações de caos constante.

Basta recordar a gravidade das ações cometidas com o selo do mandatário:

1. Cessão dos ingressos para as Torcidas Organizadas, contrariando o TAC assinado, assim como as manifestações do Ministério Público;

2. Demissão dos 8 jogadores de forma covarde, contrariando as instruções recebidas e documentadas, fez ouvidos surdos às instruções das VPs Financeira e Jurídica;

3. Caso Gustavo Scarpa, no qual utiliza o mesmo modus operandi;

4. Caso Diego Souza, no qual desvaloriza o capital do clube aceitando de forma inocente as migalhas do Sr. Eduardo Uram.

Em conjunto a isso, banca a antiga diretora de Comunicação, que jamais entendeu o que é o Fluminense, assim como de forma monocrática não cumpriu o desejo da grande maioria do seu Conselho Diretor com relação ao funcionário Marcelo Teixeira.

Nesse meio tempo, para apagar os incêndios diários do Departamento Jurídico, Miguel Pachá, também quadro do “Unido & Forte”, assumiu a pasta da vice-presidência jurídica.

Não obstante, é nosso dever recordar a quantidade de projetos encaminhados por quadros da base do “Unido & Forte”, sejam com relação à Comunicação do clube, assim como ao Futebol, ao Marketing, às Finanças e ao clube social, sem esquecer do relacionamento com a torcida do Fluminense. Tudo em vão!

Chegamos à conclusão que ele escutava, mas não ouvia.

Sendo assim, diante do acima exposto e de tantos outros atos ocorridos, só resta ao “Unido e Forte” anunciar a partir deste momento a sua total ruptura com o Sr. Pedro Abad, não reconhecendo nele valores para ser o condutor do clube neste momento de gravíssima crise financeira e administrativa, além da sua total incapacidade como gestor. Sem esquecer das suas inconsequências em tom desafiante como, por exemplo, a contratação do Fernando Simone para um cargo inexistente e sem qualquer tipo de coerência.

Lutaremos, enquanto Conselheiros do Fluminense, pela imediata renúncia do Sr. Pedro Abad, sabendo que cada dia que ele fique a mais no cargo, será deverás prejudicial ao presente e ao futuro do Fluminense, uma vez que não se mostra preocupado em seguir o caminho desenhado com os respectivos ajustes financeiros que se fazem necessários, além de ser totalmente inepto e incongruente.

Não obstante, em nome do melhor para o Fluminense e sabedor que são os principais ativos do atual Conselho Diretor e uma vez que estão trabalhando para trazer novos recursos ao clube, assim como soluções de governança e defesas jurídicas, o grupo “Unido e Forte” decide liberar os seus quadros que pertencem ao referido Conselho Diretor para que continuem no exercício das suas funções.

Da parte do “Unido & Forte” aos seus quadros na diretoria um único conselho: não cedam nenhum milímetro dos seus ideais para o clube. Não deixem que o Sr. Pedro Abad os arraste para uma viagem sem volta.

Que fique claro que o objetivo maior do “Unido e Forte” é a renúncia do Presidente Pedro Abad.

Agradecemos a todos os Tricolores que depositaram e depositam o seu credo no “Unido e Forte”. Fica a certeza que não venderemos o nosso ideal, nem nos prostituiremos nos nossos princípios de verdade e transparência.

O que for correto e bom para o Fluminense terá o nosso aplauso, o que assim não for, merecerá a nossa critica severa.

Estaremos sempre com e onde o Fluminense estiver, unidos e fortes!

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